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Desatando o sétimo nó – O último segredo: onde encontrar a paz e a felicidade

Publicamos hoje o sétimo e último post da série “Sete passos para você desatar os nós que amarram a sua vida”. Procure fazer esta leitura num momento em que você possa estar sozinho e tranquilo, possibilitando uma melhor concentração e serenidade para a execução das orientações. Leia a seguir.

Chegamos ao final da série

Iniciamos há 7 semanas uma caminhada que se propôs a enunciar conceitos que possam servir de apoio para um trabalho de autoconhecimento.

Não passou por nossos pensamentos a intenção que esses degraus sejam ditames universais e inflexíveis.

Ao contrário, expondo em cada linha nossas experiências, buscamos apresentar a possibilidade para que cada um que leia esses textos sinta-se incentivado em realizar, por si mesmo, a maior empreitada que um ser humano possa almejar em uma existência: conhecer a si mesmo, entender que somos mais que um corpo, mais que sentimentos e pensamentos, que somos, em essência, a experiência da própria Divindade.

É por meio desse encontro que conseguiremos expressar a paz e felicidade em nossa vida. Não há outra possibilidade ou caminho. Somente através do autoconhecimento, destilado das experiências cotidianas com seus encontros, desencontros e confrontos, conseguiremos nos descobrir.

É preciso desfazer-se das máscaras e encontrar o ser único e original

Como mencionado ao longo desta série, não é possível encontrar a paz e felicidade no mundo exterior. Estas apenas vão se consolidando ao conseguirmos nos despir de cada uma das muitas máscaras que construímos para enfrentarmos o mundo e seus perigos.

Tenho a opinião de que ninguém precisa melhorar, apenas se descobrir.

Mais que uma frase de efeito essas palavras buscam transmitir o conceito de que cada um traz toda a perfeição em si; que a inteligência suprema que concebeu as complexas leis que organizam todo o universo apenas cria à sua imagem e semelhança; e, portanto, nada mais que perfeição se encontra em cada um de nós, como uma preciosa pedra a ser descoberta e lapidada para um dia poder também brilhar nas celestes constelações.

Essa luz interior possui todas as qualidades e atributos peculiares que cada um de nós traz para expressar na vida. Por esse entendimento perceberemos que não existem seres iguais em toda a criação – costuma-se dizer que nem mesmo podemos encontrar duas folhas iguais em uma mesma árvore. Essa é a maravilhosa riqueza da Criação: nunca se repete, é sempre original em todos os detalhes e princípios.

Como se originam as máscaras e personas que ocultam nosso ser original

Por sermos diferentes, no início de nossa jornada nos sentimos desajustados em um mundo que se caracteriza pela uniformização de ideias e procedimentos.

No processo natural de aprendizado, fomos colocados em fôrmas, passamos por processos educacionais que visam formar seres para que desempenhem tarefas determinadas.

Essa formatação representa as características de cada sociedade e época. Todos os modelos desenvolvidos invariavelmente nasciam com base nos moldes do inconsciente coletivo, gerando os heróis e mitos necessários e adequados a cada local e tempo.

O processo é sempre o mesmo: o que varia são os modelos que servem de inspiração e meta. Nesse procedimento sistêmico, o centro de atração é a produção de um estado onde a sensação de segurança é construída à medida que os indivíduos adotem os comportamentos esperados pelo grupo social.

Esses comportamentos são atributos de personas que nascem da interação das experiências da pessoa e suas repercussões no íntimo emocional o que, a grosso modo, explica o conjunto de personagens que são construídos ao longo da vida.

E assim caminha a humanidade, numa constante busca por aprimorar e alimentar os mecanismos que geram grupos esperados de comportamento, dessa forma garantindo a sobrevivência do modelo.

Através dessa observação podemos deduzir que o motor emocional que atua no individual possui também relevância na esfera macro, pois a segurança de lidar com comportamentos esperados de um grupo de indivíduos aplaca o temor da dissolução do modelo.

Os confrontos entre as personas e o ser interior são caminhos para a conscientização

Em toda história, em determinado momento aparece um ponto onde os conflitos assumem tamanho significado que a ruptura do modelo é inevitável.

Através de suas experiências, o indivíduo encontra uma série de acontecimentos que irão confrontar o personagem construído. Nesses enfrentamentos, os aspectos que geraram a necessidade da formatação de um determinado conjunto de comportamentos se sobressaem, expondo as feridas emocionais que eram aplacadas pela persona.

A maioria dessas feridas surgiu de vivências onde a estrutura essencial do indivíduo sofreu violenta afronta, gerando a necessidade de fuga para evitar o sofrimento e a adoção de um novo comportamento onde esses aspectos questionados não se mostrassem. Dessa forma, buscam-se no repertório de arquétipos os adereços que servirão de escudo e base para um novo ciclo de experiências.

Em cada segmento de vivência, experimenta-se o personagem constituído até seu limite, como se no íntimo algo direcionasse as experiências rumo a um ponto de inflexão onde, obrigatoriamente, um conflito seria estabelecido e desse confronto mais um aspecto escondido seria exposto, liberado e conscientizado.

O papel transformador do sofrimento em nossa vida

Todo o sofrimento surgido desses confrontos se transforma em esclarecimento, que penetra no inconsciente – o local onde se escondem os aspectos geradores de personagens.

E dos esclarecimentos resultantes, dessas luzes lançadas no inconsciente, vai se alargando a consciência, proporcionando o aumento do repertório de conhecimento, o que possibilita melhorar a qualidade das escolhas.

Como vemos, o sofrimento tem um papel transformador nesse processo todo. Isso se explica primordialmente pela necessidade catártica da liberação do conteúdo emocional reprimido.

Energias semelhantes se atraem: se guardamos sofrimento em nosso interior, o equivalente será expresso ao nosso redor como elemento catalisador para a liberação da energia do sofrimento.

O começo de uma jornada: rumo ao autoconhecimento

Nesta caminhada, enfrentando as situações que atraímos em nosso viver, vamos percebendo que quem faz nossa vida somos nós mesmos.

Conscientizando-nos dessa verdade, por certo iremos cada vez mais cuidadosamente observar nosso comportamento, estudar que tipo de crença impera em nossa mente e finalmente encontrar os pensamentos acomodados na memória que, como instruções em um programa de computador, movem o personagem que desempenhamos.

Como disse, não precisamos melhorar, o que necessitamos é nos descobrir, nos despir de todos as fantasias e personagens e nos aproximarmos de nossa essência, o que em verdade somos, o ser especial e perfeito que, criado à imagem e semelhança do Divino, aqui está para também criar e deixar suas qualidades e atributos marcados de forma perene.

Basicamente, precisamos ser quem somos, porém tudo que é básico possui enorme complexidade para ser descoberto e assentado.

Nas semanas anteriores deixamos algumas sugestões para que essa caminhada rumo a si mesmo possa ser feita.

Depois que você começa, diariamente, a percorrer seu caminho seguindo a trilha marcada por esses passos, você pode chegar – não ao final – mas ao começo do caminho. Quando, enfim, você compreende que a sua paz, a sua felicidade, a sua realização não estão nas mãos de nenhuma outra pessoa a não ser você mesmo, você assume a responsabilidade e o controle para dirigir sua vida.

Esse é o ponto de partida, o marco inicial de onde você sempre deve sair para cada novo dia.

 


Para que você possa dar continuidade a este trabalho, selecionamos sete publicações. Se for de seu interesse, leia uma a cada dia, se possível mantendo o mesmo horário e as mesmas condições de privacidade para um melhor aproveitamento.

Por ser este o post final da série e devido à profundidade do tema abordado, incluímos mais três publicações recomendadas:


 

Lembre-se: sempre que você sentir que é necessário, procure orientação profissional para ajudá-lo na solução de conflitos internos.

 

José Batista de Carvalho

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