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Doutor Bezerra de Menezes, o abraço que cura

imagem do rosto de Bezerra de Menezes

A tentativa de transformar a sociedade através da política.

Com escreviam os antigos tabeliães, aos vinte e nove dias do mês de agosto do ano da graça de 1831, na localidade de Freguesia de Riacho de Sangue (hoje município de Jaguaretama), no estado do Ceará, nasceu Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti, hoje conhecido como Dr. Bezerra de Menezes, o “médico dos pobres”.

O Dr. Bezerra era médico, e além disso elegeu-se vereador na cidade do Rio de Janeiro, foi presidente da Câmara Municipal (função correspondente ao de prefeito) e deputado federal, e também membro da Comissão de Obras Públicas.

Era abolicionista, defensor da liberdade e dignidade, bem como se preocupava, já em sua época, com os males que a poluição causava à cidade do Rio de Janeiro.

Mas a profunda decepção com os meandros da política, quando os outros representantes lançaram calúnias e iniciaram perseguições, levou Bezerra a abandonar a carreira pública.

Bezerra de Menezes se identifica com a doutrina espírita.

Ao receber e ler “O Livro dos Espíritos”, Bezerra de Menezes reconhece nas ideias postuladas pela obra os princípios que de fato embalavam suas ações e dirigiam sua vida. Segundo suas palavras, considerava-se “um espírita inconsciente”.

Aceitou o convite para assumir a presidência da Federação Espírita Brasileira, e em seguida implantou o regular e sistemático estudo de “O Livro dos Espíritos”.

Era estudante meticuloso do Evangelho, praticando os apontamentos sagrados em todas suas atividades.

Era o “médico dos pobres”, pois não deixava ninguém sem cuidados, fossem aqueles doentes do corpo que não podiam pagar, fossem os chagados no espírito que recebiam amorosa atenção nos trabalhos de desobsessão da Federação.

 Seu desencarne ocorreu em 11 de abril de 1900.

Uma pequena história de uma grande alma.

Para ilustrar uma vida que serve de exemplo, descrevo uma passagem da vida do “médico dos pobres”, dentre tantos testemunhos de fé, amor e caridade que Bezerra de Menezes praticou.

Chovia na capital do país, pois o Rio de Janeiro passava por um inverno muito úmido no ano de 1896.

O Doutor Bezerra de Menezes descia as escadas do antigo prédio da Federação Espírita Brasileira. Quando chegou à porta de saída, um homem com aparência frágil, trêmulo, encharcado pela chuva se aproximou e pediu uma ajuda.

Sua aparência e postura denunciavam o sofrimento, pois era pedreiro, havia perdido o emprego, estava com febre. Ele disse:

– Doutor, a minha mulher está passando muito mal, ela está doente, moro no Morro da Mangueira com meu filhinho também, e além disso já faz dias que não nos alimentamos.

O Dr. Bezerra revolveu os bolsos, mas nada tinha para oferecer. Compadecido pela sofrida figura, ele tirou então o próprio paletó, fez o homem vestir e lhe disse:

– Tudo o que eu tenho, eu lhe dou. E o abraçou.

– Quando você chegar em casa abrace a sua mulher e o seu filhinho, em nome de Jesus. Em seguida partiu para sua casa, no Bairro da Tijuca.

O abraço abençoado do Dr. Bezerra de Menezes.

Os dias se passaram. Descendo as mesmas velhas escadas da Federação, ao chegar ao portão encontra um homem. Estava melhor vestido, barba feita, seu semblante irradiava alegria. Ele se aproximou e perguntou:

– Doutor, o senhor se lembra de mim?

– Vagamente, confesso.

– Eu sou aquele que veio lhe pedir uma ajuda, e o senhor me deu o seu paletó. Veja ele aqui. E comprei uma calça nova. O senhor deu tudo que tinha, que tesouro o senhor me deu! O senhor me deu um abraço e a febre passou.

Cheguei em casa, minha mulher estava chorando e com fome. Eu lhe contei o que havia acontecido e dei-lhe um abraço também, e a febre desapareceu. Depois nós dois abraçamos o nosso filhinho e começamos a cantar, agradecendo a Deus apesar da fome, quando bateu alguém à nossa porta. Fui atender, era um amigo que me disse:

– Eu acabo de contratar uma obra e preciso de um pedreiro. Como você é meu amigo, eu lembrei de você e vim lhe perguntar se você pode fazer esse serviço comigo.

– Ai, Doutor, não foi o senhor que me abraçou, foi Jesus Cristo, e eu venho lhe agradecer todas essas dádivas que foram desencadeadas com o seu abraço.

O Dr. Bezerra olhou para ele terna e profundamente e lhe disse:

– Quem me dera ter a força de transmitir a energia do Senhor, mas sem dúvida Ele atendeu as suas orações.

Essa é a grande alma do “apóstolo da caridade”, do “médico dos pobres”.

José Batista de Carvalho

Texto baseado em palestra proferida por Divaldo Franco

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