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Em algum momento o suicídio poderá estar próximo a você

rapaz com os braços em sinal de acolhimento suicídio próximo

Não se pode ignorar o sofrimento do próximo, que pode terminar numa triste história de suicídio.

Se você acha que isso é um exagero, perdoe-me, não quero assustar ninguém. Mas o suicídio pode vitimar alguém próximo a você. É preciso que todos saibam que a cada 40 segundos uma pessoa tenta resolver seus sofrimentos tirando a vida. E cada vez mais as estatísticas constatam o aumento da incidência de suicídio entre jovens.

É notório que esse assunto constrange e amedronta. Acredito que esse conjunto de medo e vergonha é o responsável pela formação do tabu em torno do suicídio. E assim, evitando falar sobre ele, à feição de avestruzes, enfiamos nossas mentes no escuro buraco da ignorância dificultando as ações para lidar com esse problema de saúde.

Todos os anos, no mês de setembro são levantadas bandeiras amarelas para promover a conscientização de todos sobre o problema de saúde pública que é o suicídio. Várias ações são implementadas visando levar informação para que todos possam conhecer e assim se empenhar para entender os sinais que podem indicar a presença de ideação suicida, inclusive para saber como agir.

A informação e o conhecimento são as melhores formas lidar com essa pandemia emocional que está levando pessoas queridas.

Como é o atendimento fraterno no Caminho da Redenção.

Recentemente, o médium e orador espírita Divaldo Franco relatou uma ocorrência que nos traz informações valiosas sobre o suicídio e suas consequências espirituais.

A atividade de atendimento fraterno do Centro Espírita Caminho da Redenção, tem por objetivo assistir aqueles que procuram explicações para seus problemas interiores, conflitos e desequilíbrios existenciais sob a ótica espiritual.

Todos recebem passes individuais, ouvem breve palestra e depois são atendidos em uma entrevista reservada, onde se procura levar esclarecimentos e orientações dentro da Doutrina Espírita.

Dependendo das circunstâncias de cada caso, aqueles mais complexos são encaminhados para o atendimento por Divaldo Franco.

Uma mãe desconsolada procura Divaldo Franco.

Há cerca de 30 anos, realizando os habituais serviços de Atendimento Fraterno, chega até Divaldo uma senhora muito bem apessoada, com boa aparência social, mas em um estado de irritabilidade e de dor que surpreenderam o experiente médium.

– Senhor Divaldo, eu não creio no senhor, não creio em Deus e muito menos na imortalidade da alma. Eu sou psicanalista, sigo uma das tendências mais duras da psicanálise, mas algo me trouxe aqui. Eu sei que o senhor não é capaz de me responder, mas eu quero ouvir de sua própria boca. Meu filho, um rapaz de 15 anos morreu.

E a senhora continua:

– Era meu único filho, seu pai é psiquiatra, ele também é materialista, mais do que eu inclusive. Ele nem sequer se comoveu com o que ocorreu, mas eu como mãe, com a sensibilidade de mulher, aqui estou. O senhor pode me dizer algo que me conforte?

Enquanto a mulher falava, Divaldo percebe que se cria um vínculo profundo entre ele e a desesperada senhora. E através da sua visão mediúnica divisa que um grupo a envolvia, destacando-se nesse grupo uma senhora aparentando uns 70 anos.

O contato inicial com o jovem, amparado pela avó caridosa.

Essa senhora trazia um rapaz de 15 anos, muito belo mas muito deformado. Ele gritava, dirigindo-se à senhora que falava com Divaldo:

– Criminosa, assassina!

Isso causou um grande espanto, e Divaldo procurou entender a situação. A velha senhora dirige-se a Divaldo e diz:

– Esse rapaz é meu neto, ele é o filho dela, diga-lhe que ele está vivo e que ele foi recebido por mim.

A atenciosa avó informa o seu nome. Divaldo dirige seu olhar à sofrida mãe e assertivamente diz:

– O seu filho está vivo. Se puder sorrir, mesmo chorando, faça-o. Supere suas crenças materialistas, o seu filhinho vive, eu não o vejo…

Por certo Divaldo não queria descrever a situação do rapaz.

-… mas vejo a senhora sua mãe, a avó do garoto. Ela está dizendo que você se tranquilize, que ela, no plano espiritual, recebeu e amparou o amado neto.

Com espanto, a psicanalista empalideceu, seus olhos pareceram congestionar-se, e incrédula diz:

– Mamãe! Mas mamãe está morta!

Calmamente Divaldo responde:

– Por isso mesmo, ela recebeu o netinho que morreu há 15 dias, no domingo passado.

A mãe do menino não tinha dito a data do desencarne para Divaldo, e por isso, de novo mostrando incredulidade, diz:

– O senhor é um bom telepata.

A essa observação, espirituosamente Divaldo responde:

– Bem, muito obrigado, pelo menos não sou psicopata.

Uma confusa teoria para explicar a mediunidade de Divaldo.

A psicanalista, apesar de tudo sorriu, Divaldo também tentou sorrir. A senhora então pega as mãos do médium e numa convulsão de choro demoradamente questiona:

– O senhor me garante que o meu filho está vivo?

Divaldo, sério, discorre:

– Eu digo, a senhora é que pode garantir se o que falo é verdade ou é mentira. A senhora já me viu antes alguma vez? Nunca, tão pouco eu, então a senhora deve ter alguma explicação.

-Sim, claro que tenho.

A explicação que ela deu era supostamente baseada na Parapsicologia. Era uma explicação muito confusa, segundo a qual o inconsciente dela estava no ar e o inconsciente de Divaldo, também no ar, entrou em contacto com o inconsciente dela e assim hauriu as notícias que ele transmitiu.

Calmamente, o médium baiano se dirigiu à senhora psicanalista:

– A senhora me perdoe, mas é tão confuso encontrar um entendimento para esse inconsciente, que me parece mais fácil chamar o inconsciente da alma do indivíduo que estava na Terra.

Ela não fez nenhuma outra contestação e, muito nervosa, abraçou Divaldo e saiu chorando. A situação causou um certo espanto nas demais pessoas que estavam aguardando, aguçando a curiosidade de todos, tanto que o próximo consulente de Divaldo chegou perguntando o que foi que tinha acontecido, mas essa questão logo foi rechaçada.

Divaldo explica ao pai do jovem que não quer convencer ninguém.

Na reunião seguinte, a senhora retornou, mais calma e agora acompanhada por um cavalheiro com o semblante muito cerrado, que parecia estar contrariado. Era o marido dela, que se aproximou de Divaldo, e foi apresentado pela senhora.

– Olha, Divaldo este aqui é o meu marido. Ele é discípulo de Erich Fromm e disse que nós, mulheres, somos muito ingênuas e somos tapeadas  por qualquer charlatão.

O mestre espírita prontamente responde:

– Eu digo muito obrigado de ele me colocar nessa classificação sem ter tido o critério de um bom psiquiatra de me ver primeiro, para depois me chamar de charlatão.

Ele logo interviu dirigindo-se a Divaldo com empáfia:

– É que todos esses que se encontram nesse movimento de imortalidade da alma e afins são charlatães porque, morreu, desarticula-se, desagrega-se.

Divaldo logo responde:

– Pois é, muito curioso doutor. Mas o que o senhor deseja?

Mantendo o ar presunçoso, o psiquiatra disse:

– Eu queria que você me dissesse algo que me convencesse.

Divaldo sabiamente responde invocando a popular sabedoria baiana:

– Olha, doutor, essa questão de convencer alguém… Pelo acento ao falar, percebo que os senhores não são baianos. E aqui em Salvador há um ditado que diz que “prova, nem da cozinha se dá”, porque está preparando o feijão e aí se diz: “Prove aí”. A pessoa prova e diz, “está sem sal,  bota sal”. Aí pede para outro fulano: “Prove aí”, o outro diz “está salgado”. É muito relativa a questão da prova, mas vamos a um fato: eu lhe posso dizer que seu filho suicidou-se, não é verdade?

Os fatos que levaram ao suicídio do jovem, tão próximo dos pais.

O casal, surpreso, olha para Divaldo que prossegue:

– O seu filho mesmo me contou, no dia que atendi a senhora, que ele tinha uma vocação sacerdotal muito grande, e desejava, então,ser ministro da igreja católica. E os senhores, com a sua descrença radical, diziam para ele que todo sacerdote, todo religioso, invariavelmente, tinha problema sexual e fugia do  casamento através de uma transferência da libido para o outro tipo de libido, a libido religiosa, a fuga psicológica da paixão.

Disse que para os senhores seria uma ruína que seu filho único fosse sacerdote da Igreja Católica.

Mas ele tinha isso como uma fixação e, no domingo em que os senhores conversavam na varanda de casa, voltou à carga por que era Páscoa e ele havia assistido os Ministérios da igreja e estava muito impressionado. Desejava matricular-se no seminário menor mas precisava de  autorização dos pais, por ter menos de 18 anos. E os senhores veementemente negaram a autorização. Ele se desesperou, houve uma altercação muito demorada e por fim perguntou:

– Papai, é verdade que não existe nada?

E o senhor respondeu:

-Meu filho, eu sou profissional disso, não existe nada, morreu acabou.

Divaldo prossegue:

– Então ele saiu dali, parecia tudo calmo. De repente ouve-se o estampido de uma arma de fogo que o senhor tinha na mesa de cabeceira do seu quarto. Vocês dois correram, seu filho ali no chão, caído, banhado de sangue, com um tiro na têmpora direita. Agora, doutor, o senhor me diz se é verdade ou não. Pois só o senhor é que sabe, talvez nem sua esposa saiba de alguns detalhes. Mas o rapaz estava me dizendo naquele momento, e acusava-os, com amargo ressentimento, o sangue ainda correndo em abundância, porque o suicídio é o maior crime perpetrado pela criatura humana ante as leis cósmicas.

O livre-arbítrio dá liberdade de escolha, mas também cobra responsabilidades pelos atos.

O perturbado doutor segurou os braços de Divaldo e perguntou:

-Quem lhe contou?

Divaldo responde:

– O senhor é que sabe, porque a quem o senhor contou? À sua mulher? E ela a quem contou?

O psiquiatra foi ficando agressivo, e com firmeza Divaldo comentou:

– Mas por que o ateu invariavelmente é tão covarde?  Porque tem medo de viver, porque tem medo de enfrentar os efeitos dos seus atos, de enfrentar os seus desafetos. O senhor não pode ficar exasperado, e também não pode me  segurar desta forma. Eu permito porque compreendo que você deve estar muito nervoso, preocupado talvez com as palavras que disse o jovem, mas o senhor não é culpado de nada. Cada um de nós tem o livre-arbítrio e se alguém tem a fragilidade de desesperar-se por causa da frase de outrem é porque não tem segurança da sua própria crença. Ele era um rapazito, vocês o amam como amam a própria vida, continuem amando. Deus é tão bom que a sua sogra, a avó do rapaz, está aqui com ele.

Neste momento, Divaldo pela primeira vez no sistema de atendimento a pessoas no Centro Espírita Caminho da Redenção, tentaria realizar uma comunicação espiritual. O local é destinado ao atendimento fraterno e não para realização de fenômenos mediúnicos.

Divaldo costuma dizer que o atendimento fraterno é uma conversação com os pobres. O povo sempre fala muito de pobre em dinheiro, de pobres morais, de pobres intelectuais, e de pobres que têm muito dinheiro – estes são pobres em espírito, outros são também muito ricos de valores, mas estão sempre no nosso palco.

Enquanto tinha saúde, Divaldo realizava os atendimentos em pé, mas agora ele fica sentado, por motivos do próprio organismo. Ao lado ficam as obras de Allan Kardec e diversas mensagens para  oferecer às pessoas.

O jovem sofredor se comunica com os pais.

Então Divaldo pega um papel neste local onde estão as mensagens, pega um lápis, olha fixamente para o aturdido doutor e vê o momento em que a senhora desencarnada acopla e sincroniza o braço com o braço de Divaldo e assim começa a escrever. Depois ela passou ao neto. Ele, naquele desespero, quase aturdido, com muita dificuldade. Ela então pôs a sua mão sobre a mão dele, e ambas sobre o braço direito do médium, e ele escreveu o seguinte:

– Papai, mamãe, vocês que me ajudaram a morrer dizendo que não havia nada, eu aqui estou. Papai, perdoe-me, escreveu com resistência, linhas retorcidas e muito mal elaboradas, e logo depois a senhora tranquilamente disse:

– O meu netinho voltou aos meus braços.

Divaldo concluiu dizendo:

– Infelizmente o rapaz experimentará um sofrimento que se prolongará por muito tempo, porque não se pode interromper a vida, e é impossível impedir as consequências dantescas daqueles que a interrompe.

O casal que se dizia descrente das coisas do espírito então se abraçou e, juntando suas lágrimas, chamaram por Deus.

José Batista de Carvalho

Texto desenvolvido com base em palestra de Divaldo Franco

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