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Emoções: entenda um pouco mais deste complexo fenômeno

Homem sentado lendo calmamente jornal que está pegando fogo, como entender as emoções
Emoções: entenda um pouco mais deste complexo fenômeno.

A emoção é difícil de ser definida, mas é importante que seja compreendida.

A compreensão e reflexão sobre como nós direcionamos ou como nos deixamos levar pelas emoções é muito importante para que tenhamos uma melhor qualidade de vida. Em função disso, a emoção vem sendo estudada desde a Grécia Antiga.

Existem muitas teorias desenvolvidas pelos estudiosos do assunto, porque a emoção é um fenômeno complexo, um processo que envolve todo o organismo. E é justamente essa complexidade o que torna difícil seu estudo e seu entendimento. Numa definição mais geral, podemos dizer que:

Emoção é um impulso neural que impele um organismo para a ação.

Em outras palavras, pode-se dizer que emoção é um estado momentâneo em que o organismo de uma pessoa é excitado por uma experiência pessoal, numa reação a um estímulo ambiental. Além disso, ela está associada ao temperamento, personalidade e motivações, tanto reais quanto de significado particular.

Percebemos, assim, que uma emoção produz tanto experiências subjetivas quanto certas reações fisiológicas, como ficar “corado” de vergonha, ter batimentos cardíacos acelerados em consequência de medo, etc. A intensidade dessas reações, no entanto, varia muito dependendo da situação e variando de pessoa para pessoa.

E como podemos ver, a emoção está presente em todos os momentos do nosso dia, manifestando-se das mais diversas formas e, sobretudo, provocando as mais diferentes reações de nossa parte.

As emoções podem ser de muitos tipos diferentes.

Existem muitos tipos de emoções: medo, cólera, alegria, tristeza, culpa, vergonha, etc.

E há teorias diversas quanto à classificação das emoções. De um modo geral, para ajudar no entendimento desse nosso complexo mundo interior, as emoções podem ser classificadas da seguinte forma:

1 – Emoções simples, básicas ou primárias

Algumas das emoções mais básicas possuem uma expressão facial reconhecível e as crianças aprendem a falar primeiro, logo nos primeiros anos de vida. Elas são, basicamente, as palavras que as pessoas costumam usar ao serem perguntadas sobre as emoções, a saber:

  • alegria
  • medo
  • raiva
  • tristeza

Alguns teóricos incluem nesta relação zanga, nojo, surpresa.

As emoções básicas são as emoções mais elementares e também podem ser consideradas as mais relacionadas com funções de sobrevivência.

2 – Emoções secundárias, complexas ou sociais

As emoções mais elaboradas não têm uma figura facial ou expressões comportamentais tão óbvias como as emoções básicas, e são influenciadas pela sociedade e pela cultura.

Na criança, este tipo de emoção começa a ser identificada quando ela percebe que as pessoas à sua volta são afetadas emocionalmente também por eventos externos, e não somente pelas suas próprias ações. O seu campo de visão, assim, é ampliado, e a aprovação ou desaprovação social passam a ser mais consideradas.

Algumas das emoções secundárias dizem respeito à própria pessoa e consideram o seu próprio comportamento, incluindo:

  • vergonha
  • remorso
  • culpa
  • noção de êxito
  • noção de fracasso

Dentro da classificação das emoções secundárias, outro grupo de emoções refere-se àquelas dirigidas a coisas ou a outras pessoas, como por exemplo:

  • amor
  • ciúme
  • inveja
  • ódio
  • compaixão
  • simpatia

3 – Emoções positivas, negativas e mistas

Tanto as emoções simples como as emoções complexas podem ser positivas, negativas ou mistas, como resultado do tipo de sentimento que despertam. Desta forma, as emoções podem ser assim classificadas em:

  • positivas surgem de situações agradáveis
  • negativas surgem de situações desagradáveis
  • mistas ocorrem quando uma única situação desperta emoções conflitantes, como por exemplo, quando uma criança ganha de presente uma bicicleta que tanto desejava, fica feliz (emoção positiva), mas ao mesmo tempo, o fato dela ainda não saber andar de bicicleta a faz sentir medo (emoção negativa) de cair

Muitos comportamentos podem ser desencadeados como um resultado direto de estados emocionais. Ou seja, ações diferentes podem ser iniciadas quando a pessoa passa por uma experiência emocional, como chorar, lutar ou fugir.

As emoções podem verificar-se como uma experiência emocional, que é quando a pessoa sente a emoção. Ou então como um comportamento emocional, quando ela é levada, pelo sentimento, a reagir.

Voltando ao começo: a origem da palavra.

A palavra “emoção” deriva do termo latino emovere, onde o e- (variante de ex-) significa “fora, para fora” e movere significa “movimento, ação”. Podemos dizer, portanto, que a emoção movimenta algo de nosso interior para fora, tornando-o visível ou perceptível.

Mas não foi sempre assim: a acepção mais antiga é a de “agitação popular, desordem”. Posteriormente, “emoção” começou a ser usada no sentido de “agitação da mente ou do espírito”.

Por isso, a palavra aparece, normalmente, como uma forma de expressar a natureza imediata dessa agitação nas pessoas e a forma como é experimentada por elas. Inclusive, em algumas culturas e em certos modos de pensamento, ela é atribuída a todos os seres vivos.

Como se formam as estruturas emocionais.

Os conceitos emocionais vão sendo construídos pelas crianças, organizados dentro de uma rede de significados. Eles se relacionam e articulam entre si formando as “teorias” que as pessoas possuem acerca das emoções.

Neste sentido, os conceitos não são vistos como conceitos isolados na mente de uma pessoa, mas como processos que fazem parte de um complexo de inter-relações. Isto significa que a história pessoal, o contexto socioeconômico e cultural, momentos históricos, entre outros fatores, precisam ser valorizados.

Em função disso, a forma de expressar emoções modifica-se no decorrer da vida, ou seja, determinados estados emocionais tornam-se mais sofisticados à medida que a pessoa avança no seu processo de desenvolvimento.

As pessoas interagem com o ambiente, afetam e são afetadas pelo contexto social, e esta interação não é apenas do cérebro ou de uma parte do corpo, mas da pessoa como um todo e da forma como ela percebe e reage aos acontecimentos.

As emoções podem ser educadas.

A vida emocional e afetiva evolui tanto quanto a cognitiva e, por decorrência, é tão educável quanto esta.

Para entender isto, precisamos lembrar que um bebê – bem como a criança durante o período que ainda precisa de um mediador com o ambiente físico – é um ser basicamente emocional. Isto é, a sua sobrevivência depende da capacidade de chamar a atenção e conseguir que outra pessoa o atenda em suas necessidades.

Desta forma, verificamos que existe uma associação entre a emoção e a inabilidade pessoal, que é aprendida e permanece ao longo da vida adulta, Consequentemente, cada situação nova ou difícil, para a qual se esteja despreparado, traz a possibilidade e a tendência de aumentar a tensão emocional.

Assim, podemos perceber que, originalmente, as manifestações emocionais escapam ao controle da vontade, são involuntárias, inconscientes.

Entretanto, com o amadurecimento, a possibilidade de conduzir as emoções, administrá-las e dar-lhes direcionamento, é algo que vai surgindo gradativamente.

Mas é claro que a sua efetivação, ou seja, fazer com que haja esse tipo de autonomia sobre as emoções, depende de uma ação educativa. E, naturalmente, só a própria pessoa pode querer e colocar isso em prática.

Por que é importante entender, perceber e educar as emoções?

Desta forma, podemos concluir que a educação das emoções é uma tarefa necessária para promover uma vida emocionalmente equilibrada.

Como resultado, sem dúvida, quando conseguimos nos manter emocionalmente equilibrados e assumimos o poder de administrar nossas emoções, naturalmente isso se estende para todas as áreas da nossa vida.

Assim, quando assumimos a responsabilidade e aceitamos cuidar dos aspectos importantes de nossa vida, conseguimos também torná-la mais equilibrada, satisfatória e realizadora.

com informações de InfopediaWikipedia, Scielo, Pepsic 

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