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Esperanças de um ano que está por vir

um homem de capuz com as mãos nos bolços caminhando em uma estrada vazia com um imenso eclipse no final da estrada esperanças ano por vir

Um novo ano está chegando, mas…

O ano chega ao fim, e então é Natal. Vivemos um tempo em que o nosso peito experimenta a sensação muda e doída de uma ansiedade que, a cada notícia, obscurece um pouco mais as esperanças de um ano que está por vir.

Ah, escuridão!, velha amiga que inesperada chega em perdidos sonhos. Busco em seu profundo silêncio respostas que elucidem onde foi que nos perdemos de nós mesmos nesta jornada de aprendizado e crescimento.

Postes caídos, luzes apagadas. Em meio às nuvens que cobrem as estrelas, um fio do luar passa e bate no sereno que levemente pousou sobre as pedras do caminho sugerindo um rumo, uma atitude, o desvendar de antigos mistérios encobertos nas profundezas da mente.

Escuto com dificuldade Mahatma Gandhi ao longe dizer que a mudança que desejamos ver no mundo está em nós. Uma outra voz, a voz de John Lennon, rompe o silêncio explicando ser necessário mantermos a esperança viva, pois sem ela naufragamos em nossos medos.

É daí que vêm os piores pesadelos, dos medos reprimidos que, sem percebermos, se infiltraram em nossos corações e mentes. E descuidadamente permitimos que sejam eles os construtores de nossos pensamentos, das nossas atitudes das palavras que ao vento soltamos.

O som do silêncio diz: “quero ser feliz”.

Perdoe-me se falo de proibidos conhecimentos que ameaçam os sistemas e programas que, ao longo do tempo, estão construindo as estéreis relações que intensamente crescem, espalham-se cercando e bloqueando a expressão de nossas essências, instâncias únicas, originais da vida conforme concebida.

Em cada brilho refletido nas abandonadas vitrines desse insano caminho percebemos que as nossas relações não tão humanas a cada passo mais visam o interesse, os favores trocados, a busca pela posse, o exibicionismo, uma ilusão de poder que não é desse mundo.

No vale de projeções que vivemos todos, percebemos que como disse Caetano, “Narciso acha feio o que não é espelho”. E os dedos que apontam o mau gosto que é visto não percebem que frente a frente estão seus próprios rostos não vistos.

Garfunkel e Simon viram o som do silêncio ensurdecer as consciências obscurecidas pelas sombras que espalham rancores e afastavam as pessoas de si mesmas.  

Ao lado de um pequeno amontoado de entulho na beira de um beco, um rapaz se apresenta com mesuras. E como se aquele abandonado canto fosse um nobre palco entoa seu monólogo: “Quando eu tinha 5 anos, minha mãe me disse que a felicidade é a chave da vida. Quando fui para a escola, perguntaram-me o que eu queria ser quando crescer. Escrevi: “feliz.” Insatisfeitos me disseram que eu não tinha entendido o exercício, então eu falei que eles não entendiam a vida.” (atribuído a John Lennon).

As esperanças em um ano que está por vir.

Agora pare um momento, pare de ficar pensando no que está faltando, naquilo que perdeu ou deixou de ganhar. Estamos vivendo tempos extraordinários, um imenso e elaborado processo está em marcha. Mas a perspectiva limitada de nossas necessidades impede que percebamos a transição por que estamos passando.

Novamente escuto ao longe as sábias palavras de Gandhi, “se um único homem chega à plenitude do amor, neutraliza o ódio de milhões.”

Essa transição tão falada é a transformação de nosso planeta de uma Terra de expiações e provas em um mundo de regeneração. Uma nova era onde aqueles que se esforçaram, que foram dóceis e pacíficos poderão usufruir de mais harmonia e paz para continuar em suas jornadas evolutivas.

“Imagine todas as pessoas vivendo em paz”, sejamos sonhadores, sim, e então veremos que não somos os únicos.

São chegados os tempos em que as coercitivas muralhas de nossos egos tombarão, libertando-nos de todas as máscaras e ilusões. Não esperemos alguém fazer, sejamos a transformação que renovará o mundo.

“Seja qual for o plano em que nossa consciência esteja agindo, tanto nós como as coisas pertencentes a esse plano são, por enquanto, nossas únicas realidades. À medida que nos elevamos na escala do desenvolvimento, percebemos que, durante os estágios pelos quais passamos, confundimos sombras por realidades, e o progresso ascendente do Ego é uma série de despertares progressivos, cada avanço trazendo consigo a ideia de que agora, por fim, alcançamos a “realidade”; mas somente quando tivermos alcançado a Consciência absoluta e fundido a nossa com ela, seremos livres das ilusões produzidas por Maya (ilusão).” – Helena Blavatsky

José Batista de Carvalho

referência: “The Sound of Silence” – Simon e Garfunkel

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2 Comentários

  1. Grata. Não passo sem ler os vossos ensinamentos. Estou muito grata porque me ajuda muito.

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