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Força, coragem e fé para vencer aflições, diz Trigueiro

uma mulher puxando pela mão um homem tendo como fundo um cronômetro força coragem fé Trigueiro

Suicídio: falar ou não sobre isso.

O mês de setembro se tornou o símbolo dos esforços para a conscientização de um grave problema: o suicídio. Para Trigueiro, força, coragem e fé são fundamentais para poder superar as dificuldades, encontrar soluções e evitar medidas extremas.

Este é um tema cuja exposição é considerada controversa. Muitos acreditam que quanto mais se fala, mais se estimula a ação.

Por outro lado, existem aqueles que defendem a necessidade de se falar abertamente sobre o assunto, como uma forma de conscientizar tanto o potencial suicida assim como pessoas próximas de que existem formas de se evitar esse ato extremo.

O jornalista, escritor e palestrante espírita André Trigueiro escolheu falar sobre o suicídio no III Congresso da AME-BH (Aliança Municipal Espírita de Belo Horizonte), realizado em agosto de 2019.

Segundo ele, não existe nada mais sagrado e sublime que a vida. Por isso não há nada mais importante que o cuidado e a atenção que se dediquem com a finalidade de proteger essa mesma vida.

E uma das suas maiores ameaças é aquela dor invisível e inexplicável, que oprime o peito e estilhaça o coração, que leva a pessoa a pensar que o autoextermínio pode ser a resposta que vai acabar com essa dor, diz Trigueiro.

A dor e o sofrimento fazem parte da vida, mas como algo passageiro e educativo.

Trigueiro enfatizou que o suicídio é um fenômeno complexo, que envolve diversos fatores, e normalmente é um processo que por fim culmina na ação.

Portanto, ele enfatiza que não se deve dizer que o suicídio é para quem não tem fé. Ou, então, que quem tem fé não comete suicídio. Esse é um mal que acomete todas as pessoas, sejam católicos, judeus, islâmicos, umbandistas, budistas, ateus, materialistas.

O espiritismo pode oferecer uma importante ajuda através dos passes, da leitura do Evangelho, do atendimento fraterno. Mas nenhuma tradição religiosa consegue reduzir a zero o risco do suicídio, diz ele.

Daí a necessidade de se falar abertamente e tratar desse delicado assunto da mesma forma como se discutem e se fazem campanhas de conscientização, prevenção e tratamento sobre vários temas que adoecem o corpo, como câncer, tabagismo, acidentes de trânsito, entre tantos outros.

Trigueiro disse que é importante, também, conhecer as estatísticas, divulgadas pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Elas apontam uma média de 2.200 suicídios ao dia, ou seja, uma vida perdida a cada 40 segundos, sendo a principal causa a depressão.

Ele continuou dizendo que as pessoas que se encontram num estado depressivo não vibram ao falar de seus projetos, não têm sonhos e se encontram num processo de desencantamento com a própria existência.

Mas é preciso que o ser humano encare a dor e o sofrimento como parte da vida e, ainda mais, como condição fundamental para seu aperfeiçoamento contínuo.

O tratamento da depressão requer calma e paciência, sendo preciso associar a medicina e o apoio psicológico, para que a pessoa se conscientize que é responsável pela sua saúde mental e por buscar alegria em sua vida, ressalta Trigueiro.

O suicídio nunca será a resposta, seja qual for o problema.

Trigueiro fez questão de deixar claro que, em nenhuma hipótese, o suicídio representa alívio ou solução para os problemas.

O espiritismo, segundo ele, trata com mais profundidade e detalhes a questão. Mas é preciso ter em mente que o desencarne de um suicida não ocorre sempre da mesma forma. Por isso ele não pode ser generalizado, e é preciso conhecer as particularidades de cada ocorrência, analisadas à luz da Doutrina Espírita.

Ele explicou, ainda, que o suicida não morre [uma vez que o Espírito é imortal], e assim ele fica por algum tempo acompanhando a decomposição de seu corpo. Entretanto, isso não é punição ou castigo divino, é a natureza em curso.

Todo mundo, quando reencarna, tem um tempo determinado de vida, estabelecido pelos mentores espirituais. Desta forma, a quantidade de fluido vital que se recebe é compatível com esse tempo. Quem coloca fim à sua existência física, portanto, ainda fica com uma certa quantidade de fluido vital e permanece conectado com o corpo físico sem vida.

Força, coragem e fé são as três palavras mágicas para superar os momentos difíceis, diz Trigueiro.

Concluindo, Trigueiro disse que força, coragem e fé são as três palavras mágicas para superar os momentos difíceis.

“Força é uma palavra inspiradora, porque o universo está em constante movimento, ela permite sair da inércia, uma vez que a vida é movimento.

Coragem, porque não é possível saber o que vai acontecer no futuro e o homem não sabe lidar com o imponderável.

E, por último, a fé é um aprendizado constante para proporcionar a reconexão com a divindade e a esperança nos desígnios divinos.”, explica Trigueiro.

Noemi C. Carvalho

com informações da edição 68 do Jornal AME MAIS

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