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Maus hábitos de pensamento? Livre-se deles.

Embora tenhamos o poder de pensar livremente, podemos ficar presos a hábitos negativos de pensamento.

Assim como qualquer outro hábito que envolve o corpo físico também temos os hábitos de pensamento. E da mesma forma que podemos ter bons ou maus hábitos físicos – como fazer exercícios todos os dias ou ranger os dentes, por exemplo – o ato de pensar também pode apresentar características de bons ou maus hábitos de pensamento.

Com os bons hábitos  de pensamento, naturalmente, não precisamos nos preocupar. São aqueles que refletem nossos valores, trazem a lembrança de bons momentos, nos fazem sorrir ou sentir paz.

Por outro lado, os maus hábitos não trazem nada de bom. Ficamos remoendo os desentendimentos que tivemos, continuamos ruminando a vergonha por alguma atitude que tomamos, estacionamos nossa energia vibratória num nível muito baixo, acabamos ficando atolados no marasmo e nem entendermos o por quê disso estar acontecendo.

Qual a dificuldade em mudar a forma de pensar?

Fica claro que o melhor é nos libertarmos desse hábito das repetições de pensamento.

Afinal, temos o livre-arbítrio que nos concede o poder de tomar as decisões e escolher nossas ações. Então, é claro, podemos escolher mudar esse disco quebrado que não deixa a nossa vida sair do lugar.

Mas podemos nos deparar com um obstáculo: a nossa mente.

Existe uma ótima explicação de Yogananda sobre como atua nosso complexo mental em relação à formação dos hábitos de pensamento. Ele usa uma comparação que não está muito na moda mas, mesmo quem não teve contato direto, já deve ter visto o bom e velho disco de vinil:

“Hábito significa que a mente acredita não poder se livrar de determinado pensamento. O hábito é tenaz, sem dúvida. Uma vez praticado, um ato deixa um efeito ou impressão na sua consciência. Como resultado dessa influência, você tem probabilidade de repetir esse ato.

A repetição de um ato cria uma configuração mental. Todas as ações são executadas mental e fisicamente. A repetição de um ato em particular e da imagem mental que o acompanha forma sutis caminhos elétricos no cérebro físico, como se fossem as ranhuras de um disco fonográfico. Após algum tempo, sempre que você puser a agulha da atenção nessas ranhuras de caminhos elétricos, ela toca o disco da configuração mental original.

Cada vez que o ato se repete, essas ranhuras de trajetos elétricos se aprofundam, até que uma atenção mínima faz tocar, automaticamente, esse mesmo ato, cada vez mais. Esses padrões fazem com que você se comporte de certo modo, frequentemente contra seu próprio desejo. Sua vida segue ranhuras que você mesmo criou em seu cérebro.”

É possível, sim, libertar-se dos vícios de pensamento

Como outras superações que se apresentam como transformações necessárias para seguirmos com sucesso na trilha do autoconhecimento, esse tipo de mecanismo instituído pela mente também tem a possibilidade de ser alterado.

Existe uma forma de concretizar essa mudança: é ocupar esse espaço onde estão instalados os pensamentos nocivos com outros de valor oposto.

Digamos, por exemplo, que tenho o hábito de criticar as pessoas: ficar sempre reparando em como se vestem, se fazem ou deixam de fazer as coisas, se são caladas ou tagarelas, se gostam ou não de uma coisa ou outra, enfim, tudo e qualquer coisa é motivo para fazer uma fofoca.

Essa atitude cria uma aura negativa em torno de mim, fico num padrão de energia de baixa vibração e, naturalmente, uma hora ou outra alguma coisa da mesma faixa vibratória vai entrar na minha vida, isto é, vou atrair alum fato que vai me desagradar. Da Lei da Atração não se escapa.

Como eu posso me livrar desse hábito, quais seriam os pensamentos opostos? Eu posso me concentrar nas qualidades que as pessoas têm: se elas são atenciosas, alegres, habilidosas, solícitas. E mesmo se eu não conhecer a pessoa o suficiente para emitir uma opinião, se é alguém que está, por exemplo, do meu lado numa fila ou no transporte público, posso simplesmente enviar-lhe um pensamento de paz ou de felicidade para o seu dia.

Desta forma, controlando o primeiro impulso de criticar, com o tempo vou me acostumando não só a deixar o hábito de ter maus pensamentos de lado, como vou criando o hábito de ter bons pensamentos para todo mundo e para a vida como o todo que é.

Ou como diz Yogananda, “não se desespere com os seus hábitos indesejáveis, simplesmente deixe de alimentá-los e fortalecê-los por meio da repetição. O tempo necessário à formação de hábitos varia de acordo com o cérebro e o sistema nervoso do indivíduo, sendo determinado, principalmente, pela qualidade da atenção.”

Seja mais forte que a força do hábito

Sempre é bom reforçar que, sendo um hábito, você pode encontrar certa resistência e dificuldade em vencê-lo. Mas mantendo a persistência, você vai a cada dia se fortalecendo no seu objetivo, ao mesmo tempo que enfraquece o pensamento que quer alterar.

Um dia após o outro, você presta atenção nos seus pensamentos, nas suas falas, ou, como explica Yogananda: “O primeiro dia poderá ser difícil, mas o segundo poderá ser um pouco mais fácil. O terceiro será ainda mais fácil. Depois de alguns dias, você verá que a vitória é possível. Ao fim de um ano, se mantiver o seu esforço, você será outra pessoa. Por meio da concentração e da força de vontade você pode apagar até mesmo as ranhuras profundas dos hábitos antigos.

Afirme repetidamente sua liberdade, usando todo o vigor da sua força de vontade. Um dia, de repente, você sentirá que já não está preso na armadilha desse hábito. Quando quiser criar um bom hábito ou destruir um mau hábito, concentre-se nas células cerebrais, o depósito dos mecanismos dos hábitos.”

Escolha os bons pensamentos que você quer gravar e faça seu próprio disco para tocar sua vida.

Noemi C. Carvalho


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Um comentário

  1. Bom dia! Mais uma vez obrigada Noemi pelas mensagens que aumentam em mim a força de sempre melhorar e viver uma vida mais tranquila! Deus a abençoe! Um abraço!

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