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Música e Alzheimer: trazendo harmonia a doentes e cuidadores

Senhor idoso tocando violino indicando a boa relação de música e alzheimer
Música e Alzheimer: trazendo harmonia a doentes e cuidadores.

Música ameniza os sintomas da demência em pessoas com Alzheimer.

A música pode ajudar pessoas com Alzheimer. De fato, a musicoterapia tem se mostrado uma ótima estratégia terapêutica para quem precisa lidar com essa difícil tarefa de cuidar de um familiar acometido pela doença.

Como é sabido, com a evolução da doença, as pessoas ficam totalmente dependentes, podem se tornar mais agressivas e agitadas. Além disso, elas podem apresentar déficits de memória e declínio motor e cognitivo.

Entretanto, o uso da musicoterapia tem mostrado que canções do repertório de vida de casais trouxeram mais quietude aos idosos e bem-estar aos cônjuges cuidadores. 

Pesquisa sobre música e alzheimer mostrou bons resultados para diminuir agitação.

Uma pesquisa realizada na USP (Universidade de São Paulo) traz alento às pessoas que estão envolvidas com pessoas diagnosticadas com Alzheimer, principalmente se o cuidador principal for o próprio cônjuge.

Nesses estudo, foi constatado que canções que fazem parte de um repertório autobiográfico do casal trazem lembranças de fatos e situações vividas juntos. E essas memórias de bons momentos, quando resgatadas, amenizam sintomas relacionados à demência, como a agitação. Ao mesmo tempo, possibilitam mais qualidade de vida ao cuidador.

Segundo o autor da pesquisa, o musicoterapeuta e mestre em Gerontologia Mauro Amoroso Pereira Anastácio Júnior, a música exerce enorme influência na vida humana.

De acordo com ele, a música “no caso do idoso, estimula sentimentos, sensações e remete a épocas, pessoas, lugares e experiências vividas, evocando emoções guardadas em sua memória“.

Cantando juntos as lembranças de bons momentos.

Por meio de entrevistas, Anastácio resgatou as canções mais significativas da história de vida do casal.

Uma das atividades levadas às sessões foi a gravação dos dois cantando alguma música do repertório deles e, em seguida, ouviram a gravação juntos. Em alguns momentos, Anastácio também recorreu aos instrumentos musicais, como o violão, para favorecer o acompanhamento harmônico das canções.

Como resultado das sessões, embora os cuidadores se sentissem cansados pelas demandas associadas à doença, a musicoterapia trouxe momentos prazerosos ao casal. Como resultado, observou-se que amenizou os sintomas comportamentais dos companheiros adoecidos e possibilitou o resgate e a troca de lembranças pessoais.

As consequências da doença de Alzheimer.

Segundo Anastácio,  a demência é uma síndrome cerebral progressiva que afeta a memória, o pensamento, o comportamento e a emoção.

E embora cada processo seja individual, eventualmente os indivíduos com demência tornam-se incapazes de cuidar de si mesmos e necessitam de ajuda para todas as suas atividades.

No entanto, em relação ao Alzheimer, o pesquisador explica: “Existem mais de 100 formas de demência, sendo a mais conhecida a doença de Alzheimer. Ela causa a destruição das células cerebrais, interrompendo a transmissão de mensagens no cérebro, o que afeta a capacidade de se lembrar, falar, pensar e tomar decisões.

Ainda não se sabe ao certo o que causa a morte das células nervosas, porém há certos tipos de lesões que podem ser observadas em áreas danificadas do cérebro. Isso confirma o diagnóstico da doença de Alzheimer”, conclui Anastácio.

Envelhecimento populacional brasileiro 

A pesquisa apresenta também dados sobre a tendência de desenvolvimento de doenças neurodegenerativas no Brasil impulsionada pelo envelhecimento da população.

Os dados mostram que, em 1950, a expectativa de vida era de 51 anos; em 2016, passou para 75,8 anos e a previsão para 2040 é de 80 anos, segundo o estudo.

Dessa forma, Anastácio acredita que “é preciso adotar abordagens terapêuticas para o manejo da doença, uma vez que os medicamentos farmacológicos disponíveis dão conta apenas dos sintomas”.

com informações de Jornal da USP  (por )

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