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No Natal da pandemia, vamos manter acesa a esperança

mulher com gorro de papai noel em frente a uma árvore de natal enfeitada com as mãos na cabeça Natal da pandemia

Natal, fim de ano e pandemia.

Estamos vivendo o ano da pandemia e nos aproximando do Natal, do final do ano, a época que, para muitas pessoas, traz a lembrança da alegria, da renovação da esperança. É o momento de festejar, de se reunir, de deixar para trás as tristezas e renovar as energias.

Mas, neste ano em particular, certamente é maior o número daqueles em quem este tempo festivo reaviva lembranças dolorosas. Afinal, a pandemia do coronavírus, que se estendeu ao longo de todo este período, deixou muitas e diferentes marcas.

Além disso, como já se falava há algum tempo, muitos países estão passando agora pela temível e terrível segunda onda da pandemia. A covid-19 voltou a bater recordes de contágio e de vítimas fatais.

É verdade que a vacina está se tornando uma realidade cada vez mais próxima, mas ainda serão necessários, no mínimo, vários meses até que todos possam ser vacinados. Portanto, o cenário atual mostra que não podemos nos descuidar.

O Natal e a fadiga da pandemia.

Os pesquisadores falam sobre a “fadiga da pandemia”, ou seja, as pessoas ficam cansadas da nova rotina, cansadas da incerteza, de serem tolhidas em suas liberdades e os números, que antes causavam espanto, se tornaram “normais”.

Mas muitas pessoas preferem pensar e agir como se tudo estivesse de fato normal, estendendo um véu de ilusão sobre uma realidade incontestável. Assim vemos nos noticiários lugares lotados de pessoas sem máscara, fazendo pouco caso de duas das principais medidas recomendadas para evitar o contágio: o distanciamento físico e a proteção facial.

Como resultado, temos de novo hospitais lotados, profissionais de saúde sobrecarregados, bem como a angústia dos que não conseguem o atendimento que precisam e de todos os que lhe são próximos.

“Ajuda-me, Senhor!”

O Papa Francisco, em pensamento de fato muito apropriado para este nosso momento, disse que “a Bíblia não se envergonha de mostrar a condição humana marcada pela doença, injustiça, traição de amigos ou ameaça de inimigos.

Às vezes parece que tudo desmorona, que a vida vivida até agora tenha sido em vão. Nestas situações aparentemente sem solução, existe uma única saída: o grito, a oração, ‘Ajuda-me, Senhor!’ A oração abre fendas de luz nas trevas mais escuras, abre o caminho.”

Ele enfatizou que não devemos ter vergonha de pedir, principalmente quando vivemos situações de aflição e dificuldade, porque “pedir, suplicar: isto é muito humano!”, e acrescentou:

“Às vezes acreditamos que não precisamos de nada, que nos bastamos e que vivemos na completa autossuficiência. Muitas vezes isso acontece! Mas cedo ou tarde esta ilusão se desvanece.

O ser humano é uma invocação, que às vezes se torna um grito, muitas vezes retido. A alma se assemelha a uma terra árida e sedenta. Todos nós experimentamos, num momento o outro de nossa existência, o tempo da melancolia, da solidão.”

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Duas situações que não combinam: Natal e pandemia.

É provável que os sentimentos descritos pelo Santo Padre aumentem em função da conjunção desses dois eventos antagônicos: a celebração do Natal e das festas de fim de ano e a segunda onda da pandemia.

A todo momento nos deparamos com conselhos, orientações e restrições para que as festividades sejam celebradas, mas que um certo grau de cuidado continue sendo tomado. Esses cuidados vão desde reunir-se on-line, restringir a confraternização ao núcleo familiar mais próximo, e até mesmo fazer os testes para covid-19 e manter os catorze dias de quarentena antes e depois das reuniões.

Então a vontade de festejar com alegria se une ao sentimento de preocupação com a saúde, e além disso, as dificuldades financeiras se acercaram de um número maior de pessoas que tiveram seus rendimentos reduzidos ou perderam o posto de trabalho.

A oração é o pedido de ajuda que não devemos deixar calado no fundo do peito.

O Papa Francisco deixa claro que “muitos de nós temos esse sentimento. Temos vergonha de pedir, de pedir ajuda, pedir alguma coisa a alguém para ajudar a alcançar um objetivo, e temos vergonha de pedir a Deus.

Isso não pode ser assim, não devemos ter vergonha de rezar. ‘Senhor, preciso disso. Senhor, estou com esta dificuldade. Ajuda-me!’ O grito, o grito do coração a Deus que é Pai.

Devemos fazer isso também nos momentos felizes, não somente nos momentos ruins, mas também nos felizes. Agradecer a Deus por tudo o que nos é dado, e não tomar nada por garantido ou devido: tudo é graça. Devemos aprender isso. O Senhor sempre nos doa. Tudo é graça de Deus.”

Esperar, com paciência e confiança.

Sua Santidade continua, ainda, dizendo que não devemos sufocar dentro de nós o ímpeto que surge espontaneamente para partilharmos nossos sentimentos mais profundos, porque a oração “se apresenta a nós como um grito; e todos nós temos que lidar com esta voz interior que pode talvez ficar em silêncio por muito tempo, mas um dia acorda e grita.

Deus responderá. Não há orante no Livro dos Salmos que levante seu lamento e permaneça sem ser ouvido. Deus responde sempre, hoje, amanhã. Sempre responde. De uma maneira ou de outra. Responde sempre.

A Bíblia o repete várias vezes: Deus escuta o clamor de quem o invoca. Até mesmo os nossos pedidos gaguejados, mesmo aqueles que permanecem no fundo do coração. O Pai quer nos dar o seu Espírito, que anima cada oração e transforma todas as coisas. É uma questão de paciência, de aguentar a espera”, frisou o Papa.

Agora estamos esperando o Natal, esperando, acima de tudo, que o próximo ano apague todas as tristezas, esperamos que a vacina traga a vida como era antes de volta. “Mas também toda a nossa vida é uma espera. E a oração é espera sempre, porque sabemos que o Senhor responderá.”, diz o Papa Francisco.

Na serenidade do coração, nos unimos à energia celestial.

O Papa prossegue dizendo que devemos aprender a manter uma boa expectativa, cultivando a paciência e renovando a esperança. “O Senhor vem nos visitar”, diz o Pontífice, “não somente nas grandes festas de Natal, Páscoa, mas Ele nos visita todos os dias na intimidade dos nossos corações, se estamos à sua espera.

Mas muitas vezes não percebemos que o Senhor está próximo, que bate à nossa porta e o deixamos passar. “Tenho medo de Deus quando passa”, dizia Santo Agostinho. “Tenho medo que Ele passe e eu não perceba”. O Senhor passa. O Senhor vem, o Senhor bate, mas se você está com o ouvido cheio de outros barulhos, não vai ouvir o chamado do Senhor. Estar à espera. Esta é a oração”, enfatizou o Papa.

No silêncio da mente, sentimos a serenidade da presença divina. Na serenidade do coração, nos unimos à energia celestial. E é assim que renovamos esperanças, encontramos forças, seguimos confiantes na vida, aceitando nossas provações e agradecendo por tudo o que é bom para nós.

Noemi C. Carvalho

fonte: Vatican News

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