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O Apocalipse de João e a atualidade

o Apocalipse de João e a atualidade

A revelação do Apóstolo João.

Acordo do avesso, como há muito tempo não despertava. Um agudo e amargo gosto persiste reforçando as fortes imagens dos cavaleiros do apocalipse que atordoaram a sofrida noite.

Ecoam, na mente aturdida, reminiscências que não são minhas. Do profundo de minha mente, como se uma projeção se fizesse, me vejo em meio ao êxtase do Apóstolo João em seu degredo na ilha de Patmos, quando no dia do Senhor recebeu a revelação Divina para toda a eternidade, concluindo a obra de seus companheiros na divulgação das palavras de Jesus.

Diz João que uma forte voz, vinda por detrás dele, o orientou a escrever e a divulgar tudo o que ele via com os olhos do espírito. E que esse apocalipse, essa revelação, deveria ser difundida em forma de livro para as sete igrejas.

Esta revelação há muito tempo tem causado pavor naqueles que leem esse texto. Entretanto, isso se deve ao fato de colocarem, nas fortes figuras escritas por João, a sua crença literal nos cenários descritos.

O significado original da palavra Apocalipse, em grego, significa “revelação”. E as revelações trazidas por João apresentam um profundo sentido para os fiéis da época em que foi escrito. Elas descrevem as dificuldades que os cristãos enfrentavam na missão determinada aos apóstolos por Jesus.

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.”
Marcos 16:15

As bestas do Apocalipse de João inseridas numa análise da atualidade.

Além da mensagem, por assim dizer, centrada nas agruras dos disseminadores do cristianismo, a grandeza e a riqueza do simbolismo que este livro contém atravessou os séculos. E certamente apresenta-se contemporâneo, com revelações e lições muito atuais.

Não tenho a pretensão de expor profundas análises sobre este texto sagrado, mesmo porque não me sinto capaz para essa tarefa. Mas como que “contagiado pelo êxtase” do apóstolo, percebo que nele podemos também depreender a simbólica luta entre o bem e o mal, entre Deus e o Diabo.

Abstraindo todos os simbolismos, podemos inferir que as forças malignas que se contrapõem a Deus, agem hoje abertamente em várias frentes. Podemos percebê-las nas concepções, crenças e cultura que observamos ganharem forças no consumismo, e nas disputas entre grupos de pessoas que manifestam opiniões diferentes.

Além disso, estão nos interesses mesquinhos, ávidos por subtraírem o que não lhes pertence, e na proliferação dos vícios que a cada dia contam com novas drogas. Encontram-se as forças sombrias na licenciosidade e luxúria que subverte os sentimentos amorosos instaurando a pornografia, nos desregramentos que atentam contra a família. E, por aí afora, podemos encontrar, sem dúvida, mais cavaleiros da destruição.

Inúmeras “bestas do apocalipse” nos rondam habitualmente na forma de pessoas que se comportam como predadores. Assim, não é de se estranhar que ainda vivamos imersos em uma realidade de pandemia, com novas variantes do vírus facínora surgindo para nos desafiar.

A promessa de amor e de bem-aventurança.

Ainda sobre o Apocalipse, é preciso que tenhamos a consciência que, mais do que revelações, os textos bíblicos nos trazem promessas de amor e de bem-aventurança.

Muitos se esforçam em descer do seu ego e, então, se dobrar humildemente para verdadeiramente entender o que Jesus veio nos ensinar. Ao se deparar com o Armagedom bíblico, estes certamente não terão dúvidas que nenhum anticristo pode se sobrepor a Deus, que é “a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas”. (“O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec, Parte Primeira, Capítulo I – Questão 1)

Por isso é importante estarmos atentos aos sinais que revelam estarmos nos momentos cruciais da profunda transformação que se opera em nosso planeta. Ele está transitando de sua condição de mundo de provas e expiações para a esperada evolução de mundo de regeneração.

Alguns ainda insistem em abusar e explorar os outros, embora tendo conhecimento sobre os mecanismos da Lei de Causa e Efeito. Para estes, é importante repetir e registrar com ênfase: nos mundos de provas e expiações a quantidade de maus espíritos sobrepõe-se aos de bons espíritos. Mas nos planetas de regeneração os bons espíritos são em maior número do que os maus espíritos.

E é neste período de transição que ocorre a seleção daqueles que apresentam potencial para seguir na Terra regenerada. Os demais irão para os mundos mais primitivos, para que novamente possam passar pelas lições que perderam a oportunidade de aprender aqui na Terra.

José Batista de Carvalho

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