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O autista e a inclusão no mercado de trabalho 

Um ponto fundamental para a integração com o trabalho, é o interesse do autista pelo assunto.

Quando uma pessoa com autista realmente sente interesse e motivação, sua concentração na tarefa e as habilidades diferenciadas lhe permitem sair-se muito bem no competitivo mercado de trabalho.

No seriado The Good Doctor, estrelado por Freddie Highmore, o personagem Shaun Murphy  é um médico residente que apresenta TEA leve. Na série ficam evidentes suas dificuldades para se comunicar e socializar no ambiente de trabalho. No entanto, sempre encontra as melhores respostas e soluções nos casos onde está designado.

Grandes empresas já começaram a perceber os diferenciais positivos de funcionários com o espectro do autismo: se atrasam menos, concentram-se mais em suas atividades, apresentam alta capacidade de memorização, são organizados, motivados, atentos, aceitam rotinas facilmente, podem encontrar soluções não convencionais e apresentar habilidades para aprofundar conhecimento em áreas específicas.

Dentre as características apresentadas pelo autista que podem dificultar a sua entrada e permanência no mercado de trabalho destacam-se a ansiedade, dificuldade em lidar com críticas e alterações de rotina, dificuldade em interagir com colegas e comunicar-se de forma efetiva, inabilidade para expressar emoções e compreender linguagens figuradas ou de duplo sentido.

Não tendo preocupações sociais, o autista não se importa com competição e sucesso. Mas a determinação em ter o melhor resultado naquilo que faz pode não ser bem aceita pelos demais.

Essa particularidades das pessoas autistas podem levar a uma discriminação por parte de colegas, por não compreenderem e saberem lidar adequadamente com essas características.

com informações de Dra. Fabiele Russo (Neuro-conecta) e Luciana Brites (Notícias ao minuto)

Dra. Fabiele Russo, neurocientista, estuda o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) há quase 10 anos, Mestre e Doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP) com Doutorado no exterior pelo Departamento de Pediatria da Universidade da Califórnia, San Diego (UCSD) e Pós-doutorado pela USP.

Luciana Brites, pedagoga, especializada em Educação Especial na área de Deficiência Mental e Psicopedagogia Clínica e Institucional pela Unifil Londrina. A Luciana Brites é especialista em Psicomotricidade pelo Instituto Superior de Educação Ispe – Gae São Paulo, além de coordenadora do Núcleo Abenepi em Londrina.

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