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O Dia da Terra, em meio à pandemia: sincronicidade?

Mãos protegendo a flora e a fauna no dia da terra

O planeta descansa, se recompõe e volta a respirar.

No dia 22 de Abril comemora-se o Dia da Terra, bem em meio à pandemia do coronavírus. Será uma simples coincidência? Ou será o Universo agindo através da sincronicidade para nos levar a uma reflexão mais profunda, uma vez que todos estamos mais sensíveis?

Deste modo, talvez, as preocupações com o destino do planeta não durem só o tempo da pandemia, mas podemos avaliar uma forma definitiva para sanar os desequilíbrios que estão acontecendo no planeta por força da ação humana.

Que época melhor para se celebrar o Dia Terra, senão no momento em que ela está tendo a oportunidade de descansar e recuperar suas forças tão exauridas? Hoje em dia se fala a todo instante do fato de a Terra estar “respirando” novamente depois que os países entraram em quarentena: ar mais limpo, os rios mais límpidos, fauna e flora se revigorando.

É muito bom saber, é bonito ver as imagens que mostram essa transformação. É esperançoso acreditar que isso pode se consolidar no futuro.

Há 50 anos, surgiu o Dia da Terra.

O Dia da Terra foi instituído há exatamente 50 anos. Em 22 de Abril de 1970, um senador norte-americano – Gaylord Nelson, ativista ambiental – começou esse movimento com a finalidade de criar uma consciência ambiental para proteção e conservação da biodiversidade e do próprio planeta.

“A Terra é nossa casa e a casa de todos os seres vivos. A Terra mesma está viva. Somos partes de um universo em evolução. Somos membros de uma comunidade de vida independente com uma magnífica diversidade de formas de vida e culturas. Nos sentimos humildes ante a beleza da Terra e compartilhamos uma reverência pela vida e as fontes do nosso ser…”fonte: Wikipedia

Nessa primeira manifestação, participaram 2 mil universidades, 10 mil escolas primárias e secundárias e centenas de comunidades. Em seguida a esse movimento, em 1972, foi realizada a primeira conferência internacional sobre meio ambiente, a Conferência de Estocolmo.

Ninguém é pequeno demais para ajudar a Terra, pois todos somos parte dela.

Em 2009, a ONU reconheceu a data e instituiu o dia 22 de Abril como o Dia Internacional da Mãe Terra. Diversos grupos ecologistas aproveitam a ocasião para avaliar os problemas de contaminação do planeta, destruição de ecossistemas, esgotamento de recursos não renováveis, dizimação de espécies animais e vegetais, bem como insistir na implementação das políticas necessárias para a revitalização e conservação da Terra. Entre as medidas necessárias, incluem-se a reciclagem, proteção de espécies ameaçadas e preservação de recursos naturais, entre outros.

Enquanto isso, o consumismo, sob várias formas, leva à exploração de riqueza naturais e seu esgotamento, gera a poluição desenfreada na alimentação de fábricas, viagens aéreas, deslocamentos de carro, que vemos agora não serem todos essenciais. O descaso com a natureza, quando o lixo é jogado em qualquer lugar, chegando aos rios e mares, afeta a vida de muitas espécies.

É preciso que cada um faça a sua parte, porque até mesmo jogar uma latinha na reciclagem vai, sim, fazer a diferença quando bilhões de pessoas fazem o mesmo. Juntar os papéis jogados no cesto de lixo do escritório ou as embalagens consumidas em casa e levar a um posto de coleta vai, da mesma forma, fazer a diferença, quando todos fizerem isso.

Não adianta esperar “os outros fazerem”. Não podemos, portanto, esquecer as palavras de Gandhi: “Temos de nos tornar a mudança que queremos ver no mundo. Você tem que ser o espelho da mudança que está propondo. Se eu quero mudar o mundo, tenho que começar por mim.

E, claro, essa é uma parte da mudança que se espera que ocorra. Essa é a parte material, que envolve a preservação da própria vida e, portanto, poderia ser até vista como um ato necessário de sobrevivência e de pensamento individual, ou, vamos dizer, de egoísmo: “preciso fazer isso para me manter saudável e vivo.”

Mas existe a outra mensagem também passada por esta pandemia, que é o agir pensando nos outros, preocupando-se com seus semelhantes e com todas as outras formas de vida. Significa colocar em ação a Regra de Ouro.

As atividades individuais vão moldar o novo mundo para que ele seja admirável.

A Regra de Ouro, em psicologia, envolve o desenvolvimento de empatia com os demais. Filosoficamente, ela se manisfesta quando se percebe seu próximo também como um “eu”. 

Como respondeu Jesus, ao ser perguntado sobre qual era o maior mandamento, ele disse: “Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento.
E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.” (Marcos 12:30,31)
.

E não só no cristianismo, mas também em outras religiões, essa máxima se faz presente, desde o zoroastrismo (cerca de 660 – 583 a.C.): “Um caráter só é bom quando não faz a outros aquilo que não é bom para ele mesmo.“, no confucionismo (cerca de 551 – 479 a.C.): “Não façais aos outros aquilo que não quereis que vos façam.”, no judaísmo (cerca de 200 d.C.): “O que é odioso para ti, não o faças ao próximo.“, com ocorrências em vários outros sistemas religiosos e filosóficos.

A renovação planetária depende, portanto, de cada gesto, de cada pensamento. Serão as atividades individuais que irão moldar o novo mundo, para que ele se torne admirável. Podemos dar início a um admirável mundo, que nos acolherá com toda sua exuberância, e onde sentiremos orgulho de morar.

Noemi C. Carvalho

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