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O obsessor que nos persegue

Mulher no escuro sob influência de obsessor
O obsessor que nos persegue.

O que é a obsessão espiritual.

Todos, de alguma forma, já ouviram falar sobre obsessão espiritual e obsessores. Muitos acreditam que as pessoas obsidiadas são vítimas indefesas das trevas espirituais. Mas se esquecem que o obsessor que nos persegue, na maioria das vezes, é a nossa própria sombra.

O temo “obsessão” ganhou um notório significado em função da doutrina espírita usá-lo para qualificar a ação obstinada de um espírito obsessor que quer subjugar a vontade de uma pessoa, isto é, de alguém causando perturbação e domínio sobre ela.

Obsessão ou desequilíbrio psicoemocional?

Em psicologia, a obsessão é identificada por pensamentos invasivos e persistentes que causam agitação, nervosismo e ansiedade.

Assim, esses pensamentos provocam desequilíbrio e indisposições, ao mesmo tempo que as compulsões expressam atitudes coercitivas que induzem uma pessoa a agir sem que tenha controle do que está fazendo.

Assim sendo, podemos perceber que os sintomas são muitos semelhantes, esteja a pessoa passando por um desequilíbrio psicoemocional ou enredada por alguma entidade maligna.

A intrincada relação com o obsessor que nos persegue.

É importante frisar que as obsessões energéticas não se dão apenas de desencarnados para encarnados. Outrossim, elas ocorrem, também, com o encarnado sendo o obsessor, ou mesmo com a ação de um encarnado subjugando outro.

A Dra. Marlene Nobre¹, em um famoso artigo na Revista Cristã de Espiritismo, edição nº 12, páginas 30-32, traz valiosas informações sobre a forma como os obsessores sugam a energia vital dos encarnados e, dessa forma, provocam o surgimento de doenças e distúrbios psicoemocionais.

Em sua publicação ela discorre principalmente sobre as ocorrências entre aqueles que estão no plano espiritual como obsessores. Segundo ela, “a simbiose prejudicial é conhecida como parasitose mental. Esse processo é tão antigo como o próprio homem. Após a morte, os espíritos continuam a disputar afeição e riquezas com os que permanecem na carne ou arruam empreitadas de vingança e violência contra eles.”

É importante frisar, entretanto, que a relação existente entre os diferentes planos acontece entre seres que tiveram algum laço entre si. Além disso, na maioria dos casos, a ocorrência é fruto de uma “cobrança” por parte do desencarnado por algum mal ou prejuízo que o encarnado lhe causou.

Como começa o processo da obsessão.

Prosseguindo, a Dra. Marlene descreve como é o mecanismo da “parasitose mental”:

“Na parasitose mental temos o vampirismo. Por esse processo, os desencarnados sugam a vitalidade dos encarnados, podendo determinar nos hospedeiros doenças das mais variadas e até mesmo a morte prematura. Para o mundo espiritual, “vampiro é toda entidade ociosa que se vale indebitamente das possibilidades alheias e, em se tratando de vampiros que visitam os encarnados, é necessário reconhecer que eles atendem aos sinistros propósitos a qualquer hora, desde que encontrem guarida no estojo de carne dos homens.”

Isto significa que esse assédio é possível, principalmente, graças ao descuido das pessoas com suas mentes. Ou seja: a invigilância sobre o que se passa na mente, negligenciar o controle dos pensamentos e o desleixo em deixar-se induzir às proposições indignas.

Então, com o campo mental aberto e desprotegido, os espíritos obsessores utilizam métodos persuasivos, baseados na indução de ideias e práticas de hipnose. Em seguida, canalizam fluido magnético para a mente de seu alvo, para assumir o seu controle.

Assim, ao conseguir anular a vontade da pessoa, o cérebro é dominado por essas entidades. Estas, de forma consciente ou não – no caso das entidades mais inferiores – abrem caminho para a subjugação e exploração da pessoa.

Como age o obsessor.

Após esse processo de invasão e domínio, a Dra. Marlene descreve como agem essas entidades: “Justapõem-se à aura das criaturas que lhes oferecem passividade, sugando-lhes as energias, tomam conta de suas zonas motoras e sensoriais, inclusive os centros cerebrais (linguagem e sensibilidade, memória e percepção), dominando-as à maneira do artista que controla as teclas de um piano. Criam, assim, doenças fantasmas de todos os tipos, mas causam também degeneração dos tecidos orgânicos, estabelecendo a instalação de doenças reais que persistem até a morte.”  

Prossegue a Dra. Marlene, descrevendo os males que ocorrem: “Pelo ímã do pensamento doentio e descontrolado, o homem provoca sobre si a contaminação fluídica de entidades em desequilíbrio, capazes de conduzi-lo à loucura, tanto quanto aos vícios que corroem a vida moral. Através do próprio pensamento desgovernado, pode fabricar para si mesmo as mais graves eclosões de alienação mental, como são as psicoses de angústia e ódio, vaidade e orgulho, usura e delinquência, desânimo e egocentrismo, impondo ao veículo orgânico processos patogênicos indefiníveis, que lhe favorecem a derrocada ou a morte.”

Para se proteger dos males da obsessão.

É preciso ressaltar que esses seres extra-físicos se entregaram à satisfação de seus mais escabrosos instintos e propósitos. Entretanto, só conseguem ter acesso àqueles que vibram na mesma sintonia energética que eles habitam.

Portanto, para atingir seus objetivos, utilizam técnicas de transmissão mental e energética para induzir ideias e pensamentos naqueles que também apresentam uma faixa vibratória baixa. É desta forma, então, que se torna possível a conexão malévola.

Temos, assim, que investir sempre no processo de autoconhecimento para trazermos a luz do conhecimento para o mais recôndito de nosso ser.

Desta maneira, alargamos nossa consciência, levando a luz da verdade para iluminar as sombras que ainda habitam nosso ser.

José Batista de Carvalho

1 – Médica ginecologista, a Dra. Marlene Nobre e seu marido, o deputado Freitas Nobre, fundaram o jornal e a Editora Folha Espírita. Além disso, ela participou da fundação do Centro Espírita Cairbar Schutel, em São Paulo, e foi também uma das responsáveis pela fundação da Associação Médico-Espírita (de São Paulo, do Brasil e a Internacional). Ela faleceu em 2015, em São Paulo.

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