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O poder de querer é ser: entenda o que isto significa

poder de querer é ser

Uma nova dimensão para um velho ditado.

Quem já não ouviu o antigo e famoso ditado que diz que ‘querer é poder’… Existe, de fato, uma certa verdade nesse conceito, quando pensamos que a realização é conseguida pela convicção, pela vontade, pelo querer. Mas Miramez¹ traz uma nova conotação a essa ideia, quando diz que “querer é ser”.

Ele explica que “querer é ser, porque sem manifestarmos a vontade, nada realizamos. Sem que essa vontade assuma por completo a mente, transformando-se em pensamentos e em ações, nada haverá.

E um espírito fraco nas suas decisões não alcança condições para transformá-las em realidade. Uma alma indecisa verificará muito mais dureza nas barreiras surgidas à sua frente, e um ser pensante não resolverá seus mais fáceis problemas se cruzar os braços, sem atacá-los.”

O processo começa quando a vontade traz a disposição de modificar hábitos já antigos, vícios de pensamentos e de atitudes adquiridos ao longo do tempo.

E, explica o mentor espiritual, “certamente que querer é ser. Todavia, em se tratando da eternidade da alma, é lógico que para querer ser, escalando as alturas que se deseja, é preciso tempo.

E esse tempo pode ser longo, acrisolando coisas e refundindo fatos, ampliando atitudes e fazendo crescer qualidades.”

Para ser, é preciso aprender a querer.

Para que o ‘ser’ adquira a condição de ‘poder’, existe a necessidade de confrontar os problemas de natureza interna, bem como aqueles de natureza externa que causam abalos emocionais.

Assim, continua Miramez, começam “os primeiros passos na escalada do progresso. Pois o aspirante a experiências internas deve alimentar na mente o poder da vontade, querendo constantemente ser sempre mais do que é, sem que a vaidade, o orgulho e o egoísmo adentrem seu coração e queiram participar das grandes aventuras que constituem a conquista de si mesmo.”

O querer, adverte o benfeitor espiritual, se reveste de grande responsabilidade. Portanto, “é preciso que, em primeiro lugar, aprendamos a saber querer as coisas para podermos ser almas de alta linhagem espiritual, no convívio com os nossos semelhantes. E daí podermos ajudar com eficiência nossos irmãos, que se debatem nas entranhas da própria sombra.”

O conhecimento começa no âmbito pessoal.

O desenvolvimento pessoal, como salientou Miramez, se dá através dos tempos. As renovações individuais alavancam as transformações na sociedade, que se abre a novas ideias, reformulando conceitos através do estudo e de uma nova compreensão sobre a vida.

“No passado”, conta o mentor, “éramos fechados a mil chaves para confabulações secretas no tocante à lei, à vida, ao fenômeno da morte, ao magnetismo, à sua aplicação, às curas, à consciência e à subconsciência.

Hoje, o templo foi individualizado e formou-se uma síntese mais estupenda do universo: o coração. O estudante, por mais que queira ir para fora, não consegue, pois seu aprendizado é interno, suas experiências são individuais.

Depois de tudo começado, do campo feito, do plantio formado, da lavoura tratada, os frutos começando a surgir, é que o homem renovado começa a fazer experiências além do seu âmbito, com os seus semelhantes.”

Jesus deu início a uma das mais significativas mudanças para a humanidade.

Existem momentos que marcam a história, seja de uma pessoa, de uma nação ou do mundo. No tocante ao processo de desenvolvimento de novas ideias e aprimoramento da humanidade, Miramez salienta que “foi o Cristo que deu o grito de libertação de todas as escolas, fazendo do ser humano o verdadeiro templo, onde Deus reflete a alma divina.

Querer é ser. Essa atitude aprimorou-se com Jesus, evidenciada no Evangelho, transmutando a ganga de inferioridade dos homens em ouro vivo da fé, da caridade e do amor.

Atendamos à formação dos nossos pensamentos e ampliemos as nossas ideias. Que eles sirvam de instrumentos dos céus para as criaturas sofredoras, de luzes para as sombras envenenadas da ignorância, de paz para os aflitos, de pão para os famintos e de roupas para os nus.

Não existe outra forma de adquirirmos paz de consciência, a não ser nos roteiros do bem comum. Não tendo igualmente outro tesouro, a não ser a felicidade harmoniosa, que deixa o tilintar dos pensamentos nobres e o cantar das ideias cristãs. Que a inteligência usa e o coração expande em profusão de cores, com notícias de que foi, enfim, conhecida a verdade”, finaliza Miramez.

Noemi C. Carvalho

Referências

1 – Miramez em “Horizontes da Mente”, psicografado por João Nunes Maia

Fernando Miramez de Olivídeo nasceu na Espanha. Em 1649 chegou ao Brasil e se dedicou a aliviar os sofrimentos físicos e espirituais dos indígenas e dos escravos com quem convivia.
Tornou-se guia espiritual de João Nunes Maia (1923 – 1991), com o qual se identificou numa reunião na União Espírita Mineira (UEM).

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