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O que faz um país ser o mais feliz do mundo?

uma moça de blusa vermelha apoiada nos braços cruzados sob uma cerca de um local onde país mais feliz do mundo

O país mais feliz do mundo.

Será que existe um país que pode ser chamado de “o mais feliz do mundo”? Sim, existe, e é a Finlândia. Que, aliás, detém esse título há três anos consecutivos – 2018, 2019 e 2020 – de acordo com o Relatório Mundial da Felicidade, da ONU.

Em 2012, a ONU lançou o primeiro relatório sobre a felicidade global, com o objetivo de levantar dados para ajudar os países a direcionar suas políticas públicas, visando o bem-estar comum da população.

O relatório se baseia na avaliação do desempenho dos países em uma série de indicadores de bem-estar, como por exemplo, renda, expectativa de vida saudável, apoio social, liberdade, confiança, educação, segurança, felicidade, entre outros.

Desvendando o segredo da Finlândia.

Por causa do resultado conseguido pela Finlândia por três anos consecutivos, o professor de Geografia da Universidade Oxford, Danny Dorling, em coautoria com Annika Koljonen, procurou saber porque a Finlândia é um país tão bem-sucedido e tão bom para viver, apesar de alguns de seus problemas como, por exemplo, as altas taxas de suicídio.

Dorling chegou à conclusão sobre o segredo da felicidade da Finlândia: “a população daquele país, mais do que qualquer outra na Terra no momento, percebe que o que tem, aquilo com o que está vivendo – seja individualmente ou coletivamente – é muito bom. Por muito bom, não quero dizer perfeito, mas, levando-se tudo em consideração, muito bom.”

É importante, diz o professor, salientar a frase “levando-se tudo em consideração”, porque isso significa que “as expectativas do povo finlandês são realistas. Eles também estão cientes do que alcançaram, em várias fases da vida.”

Muitas pessoas, de fato, são infelizes por causa daquilo que não têm. Elas vivem, então, na expectativa de “um dia conseguir ser feliz”.

Assim, alimentam cada vez mais a ilusão de só poderem se sentir bem, alegres e realizadas quando conseguirem realizar um objetivo. E este, na maioria das vezes, quando alcançado é substituído por outros, criando um eterno círculo de infelicidade.

A esperança que o trabalho realizado leve esperança aos jovens.

Como resultado de seu trabalho, Dorling publicou o livro Finntopia‘: “Espero que o livro possa dar mais esperança às pessoas, especialmente os adultos mais jovens e crianças em idade escolar. Muitos pensam que as pessoas estão condenadas, pois a emergência climática não é tratada e a biodiversidade continua a ser dizimada.

“A população da Finlândia percebe que o que tem, aquilo com o que está vivendo, é muito bom. Por muito bom, não quero dizer perfeito, mas, levando-se tudo em consideração, muito bom.”

Danny Dorling

Eu visito escolas e as crianças me dizem que os bilionários levaram quase tudo para todos os lugares e não há esperança. Conheço estudantes universitários e jovens empregados que pensam que passarão o resto de suas vidas lutando para pagar aluguel aos proprietários, que terão mais férias e ficarão ainda mais ricos às suas custas.

Gostaria que as pessoas soubessem o que é possível e também percebessem quanto tempo demorou e quanto esforço foi necessário. O que a Finlândia alcançou não aconteceu da noite para o dia.”, conclui Dorling, pois há oitenta anos não era essa a realidade do país nórdico.

O coletivo melhor começa no individual melhor.

Para que alguma coisa mude e melhore, sempre precisa ter um começo. E todo começo acontece a partir de cada um. Por três anos consecutivos, a Finlândia encabeçou o Relatório Mundial da Felicidade, considerada o país mais feliz do mundo, mesmo que não seja a representação máxima do mundo ideal.

A Finlândia é um país, mas os países só existem em função das pessoas que ali vivem. Como, então, um país, uma cidade ou o mundo podem se tornar melhores?

Só a partir da atitude individual, que se estende e se une no coletivo. Pois a energia emanada pela gratidão e pela gentileza, por atitudes pacíficas e compreensivas reverberam também nos corações mais rudes, que podem então se transformar e transformar o mundo.

Noemi C. Carvalho

com informações de Universidade Oxford

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