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Óleos essenciais: conheça essa vibrante energia

Mãos segurando um maço de flores de lavanda que é um dos principais óleos essenciais.
Óleos essenciais: conheça essa vibrante energia.

Estudo e uso terapêutico dos óleos essenciais.

Os óleos essenciais, como seu próprio nome sugere, são condensações de propriedades essenciais dos elementos da flora, seja de flores, de árvores ou arbustos.

E o estudo dessas propriedades, bem como a utilização dos óleos essenciais com finalidades terapêuticas, é conhecida como aromaterapia.

Tudo começou na França, em 1928, quando René Maurice de Gattefossé, um químico da indústria de perfumes, sofreu um acidente em seu laboratório. Na ocasião, um produto inflamável caiu em seus braços, e por isso ele teve uma séria queimadura. Em seguida, num ato reflexo, para aliviar a queimação, ele mergulhou seus braços numa tina de lavanda, que ele pensava ser de água.

Imediatamente Gattefossé percebeu que a sensação de dor passou. E observou então, em poucos dias, que o machucado sarou, sendo que no lugar da queimadura não ficou nenhuma cicatriz. Isto o levou a se interessar em pesquisar as possibilidades terapêuticas dos óleos essenciais, que até então eram usados só na área de perfumaria. Depois de muitos anos de estudos, em 1937 ele publicou o livro “Aromathérapie”.

O milagre dos aromas.

Cada planta acumulou, no decorrer dos milhões de anos de sua história, a memória viva do reino vegetal, da sua família, do seu gênero ou da sua espécie. Todas essas informações merecem ser usadas com todo o respeito, pois é um milagre que acontece diante dos nossos olhos.

Neste contexto, quando observamos uma planta do ponto de vista de sua família, descobrimos muitas coisas sobre sua características, bem como da família a que pertence. Também podemos aprender com a parte da planta onde sua criatividade é mais desenvolvida, ou seja, no caso da aromaterapia, onde é produzido seu óleo essencial.

Ao que tudo indica, cada família tem um domínio de criatividade privilegiado. As labiadas e as mirtáceas produzem seus óleos essenciais principalmente nas folhas, enquanto a rosa prefere a flor; os cítricos os produzem na flor, no fruto e na folha, e por assim por diante.

No processo de evolução natural, cada planta passa da esfera física, com o germe e depois as raízes; em seguida para a esfera vital, com as folha; posteriormente, para a esfera astral, com a flor. E, posteriormente, cria o fruto ou semente, numa involução para a volta ao mundo físico.

Onde o óleo essencial é produzido e qual sua característica principal.

Raízes

Os óleos essenciais produzidos nas raízes (como angélica e vetiver) tendem a ter uma energia mais estrutural, de características de sustentação, que promovem base, apoio emocional. Não são muito refinados, mas costumam ser poderosos estimulantes das funções vitais do organismo (especialmente da digestão).

Folhas

O sistema de folhas da planta corresponde ao seu corpo vital. Assim, os óleos essenciais produzidos nessa região (eucalipto, niaouli, hortelã-pimenta, etc.), conservam uma forte afinidade com a energia do prana, o sistema respiratório, tonificando o corpo vital.

Flores

flor é a última conquista da planta. Entretanto, somente aquelas mais evoluídas espiritualmente (como a rosa) podem criar sem restrições nesse nível. A produção da fragrância é um sinal de intensa atividade astral. Embora os óleos essenciais sejam encontrados em quantidades ínfimas na flor, normalmente suas fragrâncias são muito intensas, e marcantes.

Observa-se, por outro lado, que as plantas com a criatividade floral mais intensa raramente produzem frutos ou sementes significativos. É lá que se esgota sua criatividade, e sua criação não pertence mais ao plano físico. Essas fragrâncias tendem a ser revitalizantes (jasmim) ou até intoxicantes (narciso).

Os óleos essenciais das flores, portanto, costumam ser muito refinados e sutis, mas, por outro lado, são difíceis de extrair. Às vezes, estão tão distantes da esfera física que fica impossível extraí-los pela destilação a vapor. (O néroli e a rosa são exceções por virem de plantas bem equilibradas; ambas produzem frutos comestíveis: a laranja e o fruto da roseira.) Extremamente sensíveis à temperatura, suas moléculas se rompem quando expostas ao calor, por isso alguns são extraídos com solventes (jasmim, angélica, narciso).

Sementes

Os óleos produzidos na semente nos levam inteiramente de volta ao mundo físico, porque são menos sofisticados, mais humildes e diretos (frutas cítricas, anis, funcho, coentro). São revigorantes e fortificantes e têm forte afinidade com o sistema digestivo (especialmente as sementes que também servem de alimento ou que são usadas como especiaria).

Árvores e arbustos

As árvores e os arbustos também sabem criar óleos em sua madeira (como sândalo e cedro). Trata-se de óleos que ajudam o equilíbrio e a concentração, e o processo criativo é transportado para o cerne da madeira. Esses óleos têm o poder de abrir nossa consciência para esferas mais altas sem deixar que percamos o auto-controle. Assim, são especialmente adequados para utilização durante práticas de meditação e ioga.

Certas árvores e arbustos (como mirra, olíbano e coníferas) produzem resinas ou gomas perfumadas. Nesses casos, o óleo essencial tem forte afinidade com o sistema glandular. Além de controlar as secreções, apresenta propriedades cosméticas e curativas (como, por exemplo, em cuidados com a pele e lesões).

Cuidados na utilização de óleos essenciais.

É preciso atentar às recomendações de segurança, bem como às precauções definidas para cada óleo, de forma a aplicá-los de maneira efetiva e segura .

Para crianças, idosos e pessoas debilitadas, por exemplo, existem restrições que devem ser respeitadas. Da mesma forma, devem ser respeitadas as características e cuidados específicos de cada óleo, uma vez que podem apresentar efeitos indesejados caso não sejam usados adequadamente.

Importante: os óleos essenciais puros não devem ser ingeridos nem usados diretamente sobre a pele. Procure sempre orientação de pessoas devidamente capacitadas.

José Batista de Carvalho

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