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Os desvios da humanidade que atrasam a felicidade

ilustração com uma estrada passando por um relógio os desvios da humanidade que atrasam a felicidade

Um elevado Instrutor espiritual diz como os desvios da humanidade atrasam a obtenção da felicidade.

No livro “No Mundo Maior”, de André Luiz e psicografado por Chico Xavier, o autor espiritual rememora quando de sua presença em palestra proferida por elevada entidade. Na ocasião, o Instrutor Eusébio discorre sobre os desvios no caminho evolutivo da humanidade que atrasam a obtenção de uma vida com mais paz e felicidade. A obra foi publicada em 1947, dois anos após o término da Segunda Guerra Mundial.

Em determinado momento, referindo-se aos deveres do ser humano com o seu progresso e à forma de obter êxito nessa empreitada, diz o Instrutor espiritual que “a chama do próprio coração, convertido em santuário de claridade divina, é a única lâmpada capaz de iluminar o mistério espiritual, em nossa marcha pela senda redentora e evolutiva.

Ao lado de cada homem e de cada mulher, no mundo, permanece viva a Vontade de Deus, relativamente aos deveres que lhes cumprem. Cada qual tem à sua frente o serviço que lhe compete, como cada dia traz consigo possibilidades especiais de realização no bem.”

Somos “aves livres em ilimitados céus”, para quem não existem limites ao percorrer o caminho do bem e do progresso universal. Mas “interferimos no plano divino, criando para nós prisões e liames, libertação e enriquecimento.”

“O espiritualismo, nos tempos modernos, não pode restringir Deus entre as paredes de um templo da Terra, porque a nossa missão essencial é a de converter toda a Terra no templo augusto de Deus.”
Instrutor Eusébio, em “No Mundo Maior”, por André Luiz

As oportunidades presentes nas várias encarnações.

Passando pelas experiências das inúmeras encarnações destinadas ao aprendizado e conscientização, questiona o mentor espiritual: “Desde quando fazemos e desfazemos, terminamos e recomeçamos, empreendemos a viagem reparadora e regressamos, perplexos, para o reinício?

Somos, no palco da Crosta planetária, os mesmos atores do drama evolutivo. Cada milênio é ato breve, cada século um cenário veloz. Utilizando corpos sagrados, perdemos, entretanto, quais despreocupadas crianças, entretidas apenas em jogos infantis, o ensejo santificante da existência.

Referimo-nos às bastas multidões de almas indecisas, presas da ingratidão e da dúvida, da fraqueza e da dissipação, almas formadas à luz da razão, mas escravizadas à tirania do instinto.”

Desde os primórdios da humanidade, verifica-se a eterna batalha entre o bem e o mal, “sempre o terrível dualismo da luz e das trevas, da compaixão e da perversidade, da inteligência e do impulso bestial. Estudamos a ciência da espiritualidade consoladora desde os primórdios da razão e, todavia, desde as épocas mais remotas, consagramo-nos ao aviltamento e ao morticínio”, enfatiza o Instrutor Eusébio.

Pergunta o ilustre benfeitor: “Até quando seremos gênios demolidores e perversos? Ao invés de servos leais do Senhor da Vida, temos sido soldados dos exércitos da ilusão, deixando à retaguarda milhões de túmulos, abertos sob aluviões de cinza e fumo.

Debalde exortou-nos o Cristo a buscar as manifestações do Pai em nosso próprio íntimo. Cevamos e expandimos unicamente o egoísmo e a ambição, a vaidade e a fantasia na Crosta Planetária. Contraímos pesados débitos e escravizamo-nos aos tristes resultados de nossas obras, deixando-nos ficar, indefinidamente, na messe dos espinhos”, lamenta o mentor espiritual.

Uma nova ameaça irrompe nos céus da humanidade.

“Foi assim que atingimos a época moderna, em que a loucura se generaliza e a harmonia mental do homem está a pique de soçobro. De cérebro evolvido e coração imaturo, requintamo-nos, presentemente, na arte de esfacelar o progresso espiritual”, revela o Instrutor Eusébio.

Continuando o seu raciocínio na questão que envolve a retidão moral e o equilíbrio mental, o mentor lembra que “nos séculos pretéritos, as cidades florescentes do mundo desapareciam pelo massacre, ao gládio dos conquistadores sem entranhas, ou estacionavam sob a onda mortífera da peste desconhecida e não atacada.

Hoje, as coletividades humanas ainda sofrem o assédio da espada homicida e chuvas de bombas arremetem contra populações indefesas; no entanto, a febre amarela, a cólera e a varíola foram dominadas; a lepra, a tuberculose e o câncer experimentam combate sem tréguas.

Existe, porém, nova ameaça ao domicílio terrestre: o profundo desequilíbrio, a desarmonia generalizada, as moléstias da alma que se ingerem, sutis, solapando-vos a estabilidade. Vossos caminhos não parecem percorridos por seres conscientes, mas semelham-se a estranhas veredas, ao longo das quais tripudiam duendes alucinados”, diz o orador.

Os desvios nos rumos tomados pela humanidade atrasam sua chegada a um mundo de felicidade permanente.

Em seguida, o Instrutor Eusébio se refere à dominação exercida pelo materialismo, pelo poder e pelas facilidades terrenas sobre o ser humano, mantendo sob espesso véu as claridades do entendimento e da razão conduzidas pelas aspirações espirituais.

Deste modo, esclarece que “como fruto de eras sombrias, caracterizadas pela opressão e maldade recíprocas, em que temos vivido, odiando-nos uns aos outros, vemos a Terra convertida em campo de quase intérminas hostilidades.

Homens e nações perseguem o mito do ouro fácil; criaturas sensíveis abandonam-se aos distúrbios das paixões; cérebros vigorosos perdem a visão interior, enceguecidos pelos enganos da personalidade e do autoritarismo.

Empenhados em disputas intermináveis, em duelos formidandos de opinião, conduzidos por desvairadas ambições inferiores, os filhos da Terra abeiram-se de novo abismo, que o olhar conturbado não lhes deixa perceber.”

“Abandonai a ilusão, antes que a ilusão vos abandone.”
Instrutor Eusébio, em “No Mundo Maior”, por André Luiz

Neste momento, podemos fazer uma pausa para reflexão e considerar se esse “novo abismo” não poderia se representado por esta terrível pandemia do novo coronavírus que há um ano grassa na Terra, e que trouxe mortandade, sofrimento, privações, angústia e medo.

O comprometimento da saúde pela civilização moderna.

Retornando ao tema que envolve a sanidade mental de grande parte da humanidade, o mentor esclarece que a “alienação mental não nos desintegra só os patrimônios celulares da vida física, senão também nos atinge o tecido sutil da alma, invadindo-nos o cerne do corpo perispiritual.

Quase todos os quadros da civilização moderna se acham comprometidos na estrutura fundamental. Precisamos, pois, mobilizar todas as forças ao nosso alcance, a serviço da causa humana, que é a nossa própria causa.”

Para corroborarmos as palavras do orador, basta fazer uma verificação em estatísticas de órgãos de saúde e de pesquisas quanto ao crescente número de pessoas acometidas pelas desarmonias da saúde psíquica, como depressão, ansiedade, burnout, entre outras, que apresentaram evolução expressiva em anos recentes.

A correção de rumo para que a humanidade, como um todo, se empenhe na tarefa necessária de desenvolvimento das qualidades morais, deixando de lado o individualismo e vivendo na prática da ação consciente pelo bem comum é exposto da seguinte maneira pelo orador: “O trabalho salvacionista não é exclusividade da religião: constitui ministério comum a todos, porque dia virá em que o homem há de reconhecer a Divina Presença em toda a parte.”

Além disso, complementa, é indispensável não se esquecer de se fiar e de fazer crescer a própria luz interior. “Não conteis com archotes alheios para a jornada”, adverte o Instrutor Eusébio, aludindo às sombrias paisagens do umbral.

“Em míseros planos de sofrimento regenerador, nas vizinhanças da carne, choram amargamente milhões de homens e de mulheres que abusaram do concurso dos bons, precipitando-se nas trevas ao perder no túmulo os olhos efêmeros com que apreciavam a paisagem da vida à luz do Sol.

Displicentes e recalcitrantes, esquivaram-se a todas as oportunidades de acender a própria lâmpada. Aborreciam os atritos da luta, elegeram o gozo corporal como objetivo supremo de seus propósitos na Terra; e, quando a morte lhes cerrou as pálpebras saciadas, passaram a conhecer uma noite mais longa e mais densa, referta de angústias e de pavores.”

Como progredir e auxiliar os outros para o seu progresso.

Lembra, também, o mentor espiritual, que “impossível é progredir no século, sem atender às obrigações da hora. Torna-se imprescindível, na atualidade, recompor as energias, reajustar as aspirações e santificar os desejos.”

Ele explica como isso pode ser feito: “antes de mais nada importa elevar o coração, romper as muralhas que nos encerram na sombra, esquecer as ilusões da posse, dilacerar os véus espessos da vaidade, abster-se do letal licor do personalismo aviltante, para que os clarões do monte refuljam no fundo dos vales, a fim de que o sol eterno de Deus dissipe as transitórias trevas humanas.

O espiritualismo, nos tempos modernos, não pode restringir Deus entre as paredes de um templo da Terra, porque a nossa missão essencial é a de converter toda a Terra no templo augusto de Deus.”

Para a nossa vanguarda de obreiros decididos e valorosos passou a face de experimentação fútil, de investigações desordenadas, de raciocínios periféricos. Vivemos a estruturação de sentimentos novos, argamassando as colunas do mundo vindouro, com a luz acesa em nosso campo íntimo.

Não reclamemos, pois, ingresso em mundos felizes, antes de melhorar o nosso próprio mundo. Esquecei o velho erro de que a morte do corpo constitui milagrosa imersão da alma no rio do encantamento.

Rendamos culto à vida permanente, à justiça perfeita. E adaptemo-nos à Lei que nos apreciará o mérito sempre de conformidade com as nossas próprias obras”, diz o mentor, numa alusão à Lei de Causa e Efeito.

A escolha das atitudes é livre, como expressão do livre-arbítrio de que cada um é detentor. Mas não se pode esquecer que as implicações decorrentes das ações tomadas, bem como dos pensamentos emitidos, recaem sobre o emissor.

Todos têm um papel a cumprir para consolidar a transição planetária.

Em continuação, o Instrutor Eusébio se refere à transição de nosso planeta, à transição planetária que elevará a sua condição. Assim, ele diz que “sopros imensos da onda evolucionista varrem os ambientes da Terra. Todos os dias ruem princípios convencionais, mantidos a título de invioláveis durante séculos.

A mente humana, perplexa, é compelida a transições angustiosas. A subversão de valores, a experiência social e o processo acelerado de seleção pelo sofrimento coletivo perturbam os tímidos e os invigilantes, que representam esmagadora maioria em toda parte.

Como atender a esses milhões de necessitados espirituais, se não receberdes a responsabilidade do socorro fraterno? Como sanar a loucura incipiente, se não vos transformardes em ímãs que mantenham o equilíbrio? Sabemos que a harmonia interior não é artigo de oferta e procura nos mercados terrestres, mas aquisição espiritual só acessível no templo do Espírito.”

Ele salienta, portanto, o papel de cada ser humano em operar na missão que a todos compete: a de sermos “instrumentos do bem, acima de expectantes da graça. A tarefa demanda coragem e suprema devoção a Deus. Sem que nos convertamos em luz, no círculo em que estivermos, em vão acometeremos a sombra, aos nossos próprios pés.

E, no prosseguimento da ação que nos compete, não nos esqueçamos de que a evangelização das relações entre as esferas visíveis e invisíveis é dever tão natural e tão inadiável da tarefa quanto a evangelização das pessoas”, adverte o mentor.

Como, o próprio Instrutor referiu acima, a morte apenas cerra os olhos para a existência corpórea, mas não promove nenhum tipo de alteração na personalidade. E, além disso, traz à luz da consciência a responsabilidade dos atos praticados. Daí existirem os espíritos sofredores e os obsessores, também necessitados das orientações espirituais para reajustar os seus rumos.

As dificuldades da vida são amenizadas pelo concurso dos benfeitores.

“Não busqueis o maravilhoso: a sede do milagre pode viciar-vos e perder-vos. Vinculai-vos, pela oração e pelo trabalho construtivo, aos planos superiores. E estes vos proporcionarão contato com os Armazéns Divinos, que suprem a cada um de nós segundo a justa necessidade”, adverte o Espírito de luz.

Ele também orienta a não evitar as dificuldades, mas superá-las pela vontade e pela perseverança, para o crescimento dos próprios valores, uma vez que “somos conhecidos e examinados em toda parte (…) e o voo espiritual, com que vos libertareis da animalidade, jamais o desferireis sem asas próprias.”

Entretanto, não há que se desanimar. Pois “a consolação e a amizade de benfeitores encarnados e desencarnados enriquecer-vos-ão de conforto, quais suaves e abençoadas flores da alma; entretanto, fenecerão como as rosas de um dia, se não fertilizardes o coração com a fé e o entendimento, com a esperança inquebrantável e o amor imortal, sublimes adubos que lhes propiciem o desenvolvimento no terreno do vosso esforço sem tréguas”, conforta o Instrutor espiritual.

E ele deixa uma advertência: “Não cobiceis o repouso das mãos e dos pés; antes de abrigar semelhante propósito, procurai a paz interior na suprema tranquilidade da consciência. Abandonai a ilusão, antes que a ilusão vos abandone.”

Fazendo referência às sanguinárias guerras que dizimam populações, o orador lembra que “o desequilíbrio generalizado e crescente invade os departamentos da mente humana. Combatem-se, desesperadamente, as nações e as ideologias, os sistemas e os princípios. Estabelecida a trégua nas lutas internacionais, surgem deploráveis guerras civis, armando irmãos contra irmãos.

A indisciplina fomenta greves, a ânsia de libertação perturba o domicílio dos povos. Guerreiam-se as esferas de ação entre si; encarnados e desencarnados de tendências inferiores colidem ferozmente, aos milhões. Inúmeros lares transformam-se em ambientes de inconformação e desarmonia. Duela o homem consigo mesmo no atual processo acelerado de transição.

Equilibrai-vos, pois, na edificação necessária, convictos de que é impossível confundir a Lei ou trair-lhe os ditames universais!”, finaliza o Instrutor Eusébio.

Noemi C. Carvalho

fonte: “No Mundo Maior”, de André Luiz, psicografado por Chico Xavier – FEB Editora

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