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Otimismo faz bem à saúde e melhora a qualidade de vida

uma jovem em pose extrovertida com uma máscara de carinha feliz otimismo faz bem à saúde

A emoções determinam a qualidade de vida.

As emoções conhecidas como negativas, tóxicas ou destrutivas, como diz Dalai Lama, são as responsáveis pelos conflitos, pelos problemas de saúde e pela insatisfação com a vida. Por outro lado, o otimismo faz bem à saúde.

Esse é um fato sempre repetido pelas diversas filosofias espiritualistas, que pregam a bondade, o amor, o respeito como elementos para uma vida serena e feliz.

A área da psicologia também afirma que guardar sentimentos negativos afeta a qualidade de vida e, portanto, sua compreensão e solução é fundamental. Ao gerenciar as nossas emoções, a saúde é favorecida, conseguimos manter o otimismo.

Estudos científicos feitos por diversas instituições chegam às mesmas conclusões. Esse é o caso, por exemplo, de estudos feitos por pesquisadores da Universidade Harvard, uma das mais prestigiadas universidades do mundo. Harvard, fundada em 1636, é também a mais antiga instituição de ensino superior dos Estados Unidos.

O otimismo pode trazer uma perspectiva que faz bem à saúde.

De acordo com uma publicação da Universidade Harvard, estudos feitos nas últimas décadas mostram que estados negativos, como depressão, raiva, ansiedade e hostilidade, podem prejudicar a saúde cardiovascular.

A pesquisadora Julia Boehm, diz que “a ausência do negativo não é a mesma coisa que a presença do positivo. Descobrimos que fatores como otimismo, satisfação com a vida e felicidade estão associados à redução do risco de problemas cardiovasculares, independentemente de fatores como idade da pessoa, status socioeconômico, tabagismo ou peso corporal”. Além disso, as pessoas mais otimistas tiveram 50% menos chance de sofrer um problema cardiovascular.

Boehm e a pesquisadora Laura Kubzansky, da Escola de Saúde Pública de Harvard, fizeram a revisão de mais de 200 estudos publicados. Confirmaram, então, a importância do otimismo e das emoções positivas como proteção contra doenças cardiovasculares e, consequentemente, melhor qualidade de vida.

Os efeitos positivos do otimismo.

Não é só a saúde do coração que é preservada por uma atitude otimista. Kubzansky, numa pesquisa recente, mostrou que as pessoas otimistas não tendem a ficar deprimidas.

De acordo com a pesquisadora, “acreditamos que o otimismo aumenta a capacidade das pessoas de regular tanto suas emoções quanto seus comportamentos. Pessoas mais otimistas são menos propensas a fumar e fazer uso indevido de álcool. São também mais propensas a praticar atividades físicas e costumam ter uma dieta mais saudável.”

Mas não é só isso. Kubzansky diz que o otimismo pode afetar os processos biológicos de forma favorável. Assim, alguns resultados sugerem que o otimismo está associado a níveis mais baixos de inflamação e a níveis mais elevados de HDL, os lipídios saudáveis.

Como manter o otimismo diante da pandemia global?

Vivendo há tantos meses em meio a uma pandemia, com todas as restrições, o medo e as incertezas, manter o otimismo pode parecer uma tarefa difícil.

Kubzansky diz que “pode parecer estranho falar de otimismo em meio a tanto sofrimento. No entanto, talvez seja mais importante do que nunca pensar em maneiras de melhorar o andamento das coisas e não apenas olhar para o que acontece quando elas dão errado, de forma a prevenir ainda mais sofrimento no futuro.”

Sempre existe a possibilidade de melhorar e ampliar uma atitude otimista. Mas a pesquisadora da Harvard reconhece que não existe uma solução que sirva para todo mundo.

Existem algumas atitudes que as pessoas adotaram e que descobriram que podem ajudar, conta Kubzansky. Por exemplo:

  • imagine como seria o seu melhor “eu futuro” e o que você pode fazer para chegar lá
  • escrever uma carta de agradecimento também pode ser um exercício útil, porque o lembra de que coisas boas são possíveis
  • algumas pessoas podem querer experimentar aconselhamento ou meditação como uma forma de encontrar algum alívio e não se concentrar apenas nas coisas que podem estar dando errado

“Nossas descobertas sugerem que seria bom se pudéssemos encontrar maneiras de melhorar os níveis de otimismo relativamente cedo na vida. Esse é um grande sonho, mas parece que vale a pena gastar um pouco mais de tempo pensando em como administrá-lo.”, conclui Kubzansky.

O otimismo é uma semente a ser cultivada.

De todo modo, o que é certo é que manter uma atitude otimista depende de cada um de nós, procurando manter uma energia positiva mesmo em meio a qualquer dificuldade.

De fato, é importante contar com apoio em todos os momentos, poder compartilhar esperanças e dificuldades, sonhos e frustrações, estar rodeado por pessoas que também procuram manter o otimismo e o entusiasmo.

Mas para que o otimismo dê seus frutos, cada um deve plantar sua semente e cuidar dela, nutrindo-a para que se fortaleça, finque raízes, cresça, se torne exuberante e nos acolha sempre sob o frescor de sua sombra reconfortante e esperançosa.

Noemi C. Carvalho

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