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Para que a existência na Terra não passe em branco

existência na Terra em branco

O desejo de respirar o clima dos anjos.

Este é mais um conto esclarecedor de Irmão X¹, que nos leva a fazer uma análise minuciosa entre a diferença que existe sobre como acreditamos que somos – ou como gostaríamos de ser – e como as nossas atitudes revelam como, de fato, somos. É justamente essa diferença que determina se a nossa existência na Terra passou em branco ou se foi realmente proveitosa.

Nós idealizamos o nosso modo de ser e de viver, mas para saber se ele é efetivo e real, precisamos prestar atenção a alguns detalhes. Foi o que descobriu Anésio Fraga quando deixou o corpo físico que era, nas palavras de Irmão X, “sempre considerado puro entre os homens, e atingiu a Fronteira do Mundo Espiritual à semelhança de um lírio, tal a brancura de sua bela vestimenta.

Pretendia viver nas Esferas Superiores, respirar o clima dos anjos, alçar-se às estrelas e comungar a presença do Cristo – explicou ao agente espiritual que atendia ao policiamento da passagem para os excelsos Planos da Espiritualidade.

O zeloso funcionário, contudo, embora demonstrasse profundo respeito para com a sua apresentação, submeteu-o a longo teste, findo o qual, não obstante desapontado, explicou que lhe não seria possível avançar. Faltavam-lhe requisitos para maior ascensão.

– Eu? eu? – gaguejou Anésio, aflito. – Como pode ser isso? Fui na Terra um homem que observou todas as regras do Santo Caminho.

– Apesar de tudo… – falou o fiscal, reticencioso.

– Não me conformo, não me conformo! – reclamou o candidato à glória divina.”

Comparando as anotações.

Em seguida, continua Irmão X contando que Anésio tirou uma lista do bolso, dizendo ter se preparado para alguma eventual contrariedade, resumindo em dez itens o seu procedimento, considerado irrepreensível no mundo.

Mas o “mordomo da Grande Porta”, no entanto, sorriu e comentou que o Plano Espiritual também tinha apontamentos para confrontar com a sua lista.

E então começaram as comparações, entre a lista de afirmações de Anésio e a relação de demonstrações do guardião celestial:

– Respeitei todas as religiões…
E o examinador acentuou, conferindo as anotações:
– Mas não serviu a nenhuma.

– Cultivei o dom da prece…
– Somente em seu próprio favor.

– Acreditei no poder da caridade
– Todavia, não a praticou.

– Nunca aborreci os meus semelhantes…
– Entretanto, não auxiliou a quem quer que fosse.

– Confiei sempre no melhor…
– Mas apenas em seu benefício.

Calei toda palavra ofensiva ou desrespeitosa…
– Não se lembrou, porém, de falar aquelas que pudessem amparar os necessitados de consolo e esperança.

– Calculei todos os meus passos…
– Para não ser molestado.

– Jamais procurei os defeitos do próximo…
– Contudo, não lhe aproveitou os bons exemplos.

– Evitei o contato com todas as pessoas viciadas…
– Atendendo ao comodismo.

– Vivi em minha casa preocupado em não ser percalço na estrada alheia…
– Simplesmente para não ser chamado a tarefas de auxílio.

No final das contas…

E assim, terminou a leitura dos méritos pretendidos bem como das observações feitas a respeito de cada um dos itens elencados pelo pretendente ao ingresso nas esferas superiores da espiritualidade.

Prosseguindo na narrativa, diz Irmão X que “Anésio, desencantado, silenciou, mas o benfeitor esclareceu, sem afetação:

– Meu amigo, meu amigo! não basta fugir ao mal. É preciso fazer o bem. Você movimenta-se em branco, veste-se em branco, calça em branco e brilha em branco, mas a sua existência na Terra passou igualmente em branco… Volte e viva!

Angustiado, Anésio perdeu o próprio equilíbrio e rolou da Altura na direção da Terra…”

As boas intenções, portanto, para que tenham mérito, precisam se converter em ações que primem pelo benefício comum. Não “cair em tentação”, não praticar o mal, certamente faz parte da nossa relação de atividades, para quem quer se irmanar às elevadas vibrações espirituais.

Mas além disso, para que existência na Terra não passe em branco, é preciso também praticar o bem, sem olhar a quem, sem interesses escusos, ganhos pessoais ou segundas intenções. O amor e as bênçãos celestiais estão disponíveis a todos, mas há que se fazer por merecê-las.

Noemi C. Carvalho

Referências

1 – Do livro “Contos Desta e Doutra Vida”, por Irmão X (Humberto de Campos), psicografado por Chico Xavier.
Irmão X é o pseudônimo de Humberto de Campos, que foi jornalista, político e escritor brasileiro. Ele nasceu no Maranhão, em 1886, e morreu no Rio de Janeiro, em 1934. Foi membro da Academia Brasileira de Letras e escreveu dezenas de livros.
Depois do desencarne, começou a escrever através do então jovem médium Chico Xavier, dando início a uma nova fase para o espiritismo no Brasil. Com a grande quantidade de livros que começaram a ser publicados, a família de Humberto de Campos moveu ação judicial contra a FEB exigindo direitos autorais pelas obras de além-túmulo, o que levou o autor espiritual a adotar o pseudônimo de Irmão X. (Fonte: FEB – Federação Espírita Brasileira)

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