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Pequenas gentilezas fazem grandes momentos

ilustração de uma fachada de um prédio com várias pessoas se auxiliando mutuamente pequenas gentilezas

As pequenas gentilezas criam uma rede de solidariedade.

A gentileza é tão importante para a vida das pessoas, e até mesmo para o futuro da humanidade, que tem um dia especialmente dedicado a ela: o dia 13 de novembro. Com pequenas gentilezas podemos transformar o dia de alguém, levar esperança e conforto, distribuir alegria com empatia.

Por isso foram criadas várias organizações ao redor do mundo. Elas estimulam a prática da bondade como uma forma de levar mais harmonia, paz e qualidade de vida para todos. Forma-se, assim, uma rede de solidariedade que estende suas malhas, abraçando calorosamente todos aqueles que são alcançados por ela.

Os pequenos gestos são importantes, porque suas vibrações se unem e se transformam em grandes gentilezas. Eles irradiam bondade e contagiam, multiplicando o número de benfeitores.

Leia a seguir a entrevista de Dan Gordon com o professor Daniel Fessler, da Universidade da Califórnia e diretor do Instituto da Bondade. Ele fala sobre a gentileza em tempos de pandemia e dá várias dicas de como praticar atos gentis.

Noemi C. Carvalho

A gentileza é contagiante.

“Muitas pessoas estão sofrendo neste ano turbulento, seja por problemas físicos, econômicos, sociais ou psicológicos. E é difícil imaginar uma época em que atos de bondade, grandes ou pequenos, fossem mais necessários. Mas para quem está decidido a contribuir para um planeta mais compassivo e justo, há uma boa notícia: a gentileza é contagiante.

O professor de antropologia da UCLA, Daniel Fessler, conduziu estudos que demonstram que, quando testemunhamos atos altruístas, a experiência emocional edificante nos motiva a seguir o exemplo.

Além disso, o efeito parece ser cumulativo. “Temos bons motivos para acreditar não apenas que a gentileza é contagiosa no momento”, diz Fessler, “mas que experiências repetidas de gentileza ou de indelicadeza moldam as expectativas das pessoas. E essas expectativas, por sua vez, moldam os seus comportamentos”.

Fessler é o diretor inaugural do Instituto da Bondade (UCLA Bedari Kindness Institute). Ele foi fundado em 2019 como um esforço para entender melhor a bondade por meio de perspectivas evolucionárias, biológicas, psicológicas, econômicas, culturais e sociológicas.

As gentilezas nos tempos da pandemia.

Se a gentileza é contagiosa, o medo de um outro tipo de contágio cria muitas barreiras. A era da pandemia da covid-19 impôs restrições ao contato físico e às interações pessoais, muitas vezes embotando a experiência de dar e receber atos de bondade. Usamos máscaras que escondem expressões emocionais e nos afastamos de estranhos nas calçadas.

Por outro lado, Fessler aponta que em nenhum outro momento da história humana poderíamos nos comunicar com alguém de forma instantânea e oferecer benefícios de modo tão fácil, sem nem mesmo ter que sair de casa.

“Mesmo que existam restrições pragmáticas à experiência emocional, que é uma parte importante da gentileza, há uma enorme oportunidade para interações positivas”, diz ele.

“As pessoas precisam trabalhar juntas, reconhecendo que a nossa humanidade comum é importante não apenas neste momento, mas para resolver os grandes desafios que ainda virão.”

Como ajudar a criar um mundo mais gentil.

Para aqueles que estão pensando em como ajudar a criar um mundo mais gentil, Fessler dá algumas dicas:

Seja gentil com desconhecidos

Espalhar gentileza começa com os encontros diários que temos com pessoas que não conhecemos. “Há pesquisas que mostram que as interações positivas de conversa fiada [veja abaixo sobre ‘laços fracos’], como o bate-papo que você tem, por exemplo, com o caixa do supermercado, aumentam o bem-estar”, observa Fessler.

É claro que nesta era de pandemia do coronavírus, fazer essas conexões pode exigir um pouco mais de esforço. Trocar sorrisos com alguém que cruza o seu caminho não é possível se ambos estiverem usando máscaras, mas um aceno de cabeça já é suficiente.

Mantenha-se conectado

Num momento em que muitos se sentem isolados socialmente, um dos atos mais gentis é manter contato com os familiares, com os amigos, com os vizinhos e qualquer pessoa que possa se beneficiar disso, ainda que seja por telefone ou mensagem.

Os adultos mais velhos, em particular, correm alto risco de solidão, especialmente durante a pandemia. “Não creio que já tenha conhecido uma pessoa idosa que não gostasse de contar histórias do passado”, diz Fessler.

Faça uma “dieta de mídia”

Fessler examinou os efeitos do consumo da mídia na formação da percepção que temos sobre as pessoas ao nosso redor.

“Sabemos, por exemplo, que quem consome muitas notícias locais superestima a probabilidade de ser vítima de violência”, afirma. “Se você está constantemente ouvindo mensagens de que as pessoas são ruins, isso provavelmente afetará não apenas seu bem-estar mental e físico, mas também como você vê as outras pessoas.”

Assim, é bom fazer uma “dieta da mídia”, menos focada nos aspectos sombrios do comportamento humano. E além disso, se escolhemos nos cercar de pessoas gentis, provavelmente aumentaremos a nossa tendência para praticar atos de bondade.

Use suas habilidades e pontos fortes

Existem possibilidades ilimitadas de bondade. E determinar como agir geralmente envolve pensar nas necessidades práticas das pessoas e combiná-las com seus próprios interesses e talentos.

Nestes tempos de pandemia, principalmente, “as pessoas precisam examinar seus conjuntos de habilidades”, diz Fessler. Elas podem, por exemplo, costurar máscaras para os vizinhos. Ou oferecer sessões de reforço virtual para crianças cujos pais estão lutando para cumprir as obrigações familiares e profissionais. Ou então entregar mantimentos para pessoas que não podem sair.

“Uma coisa que ficou clara com esta pandemia é que todos no planeta estão conectados”, afirma Fessler. “As pessoas podem pensar criativamente sobre maneiras de oferecer benefícios àqueles com quem, de outra forma, nunca interagiriam.”

Comece com pequeno gestos

O universo dos atos gentis é infinito, mas “todos precisam avaliar sua própria situação em termos de saúde, obrigações para com outras pessoas, recursos financeiros e assim por diante, e assim decidir o que podem fazer”, diz Fessler.

“Se você pode dar dinheiro, obviamente há muitas causas que podem se beneficiar enormemente. Mas se você não estiver em posição de fazer isso, talvez tenha laranjas ou abacates de seu quintal para dar para alguém necessitado.”

E aqueles que estão motivados a encontrar novas maneiras de praticar a bondade devem se sentir livres para começar aos poucos.

Lembre-se, é o pensamento que conta

Fessler é categórico em afirmar que as ações não precisam ser ótimas ou perfeitas para serem consideradas gentis. O resultado final, explica ele, é que a gentileza é definida em termos das ações pretendidas, e não dos seus resultados.

“Ficamos muito atentos para perceber quão genuínas são as ações dos outros”, diz ele. “Então se vemos que as emoções de alguém sugerem que ele está genuinamente motivado simplesmente em ajudar os outros, nós o admiramos e ficamos motivados a ser gentis também.

Nem todas as ações bem-intencionadas terão sucesso, mas apenas algumas delas já são suficientes para tornar o mundo um lugar melhor.”, conclui Fessler.”

Texto original no site da UCLA – University of California

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