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Perdoar melhora a energia e traz bem-estar

duas mulheres se abraçando perdoar melhora energia

Perdoar não é atitude para durar por um momento.

O ato de perdoar é mais do que desculpar alguém por alguma coisa que nos ofendeu, pois é uma atitude que eleva nosso padrão vibratório, melhora nossa energia e traz bem-estar.

O Papa Francisco falou sobre o perdão¹. Por que é importante perdoar? De que forma e quantas vezes o perdão deve ser expressado? Perdoar é uma questão de justiça?

“No comportamento divino, a justiça é permeada pela misericórdia, enquanto o comportamento humano se limita à justiça. Jesus exorta-nos a abrirmo-nos com coragem ao poder do perdão, porque nem tudo na vida se resolve com a justiça.”, disse o Papa.

Sua Santidade explica que “perdoar não é algo só de momento, é uma coisa contínua contra esse rancor, esse ódio que volta.” Afinal, de nada adianta dizer que perdoamos alguém se depois deixamos o pensamento voltar, se ficamos ruminando o que aconteceu e continuamos alimentando o ressentimento, a mágoa, o ódio, a vingança.

“Quanto sofrimento, quantas lacerações, quantas guerras poderiam ser evitadas se o perdão e misericórdia fossem o estilo de nossa vida!”, enfatiza o Papa.

A esse respeito, Hammed² também faz algumas considerações que convém lembrarmos quando começamos a sentir que o ranço da revolta está rondando nossos pensamentos.

“Ressentimento é uma mágoa crônica. Na verdade, a palavra ressentir quer dizer ‘deixar-se sentir novamente’ ou ‘voltar-se ao sentimento passado’. As criaturas suscetíveis às ofensas são aquelas que guardam rancor facilmente, remoendo o insulto e intensificando, assim, os efeitos debilitantes do ressentimento e da raiva.

Quando estamos melindrados, experimentamos sucessivas vezes o mesmo sofrimento. Isso nos consome energeticamente e debilita nosso corpo físico e espiritual.”, explica o benfeitor espiritual.

Qual é o limite do perdão?

O amor misericordioso e compassivo é a base da resposta de Jesus à pergunta de Pedro sobre quantas vezes se deve perdoar um irmão que peca contra ele. Quando Jesus responde “setenta vezes sete”, diz o Pontífice, isto quer dizer que somos chamados a perdoar sempre.

Referindo-se também ao conceito amoroso do perdão, Hammed diz que “perdoar é um ato de amor, em que reina a compreensão e a humildade. É um indício do amor a nós mesmos e aos outros. No momento em que perdoamos, nos identificamos com nosso próximo, admitimos a nossa falibilidade humana, reconhecendo nossas deficiências e nossa facilidade em errar. Perdoamos na medida em que desfazemos a ilusão de que somos perfeitos.”

A humildade e o perdão, diz o benfeitor espiritual, sempre andam juntos. E essa pode ser a causa da dificuldade que sentimos em desculpar alguém, pois antes disso, precisamos ser humildes e reconhecer nossas próprias limitações como seres espirituais em processo de aprendizado e evolução.

Desta forma, não nos sentimos mal em mudar nossa percepção das coisas e, “com ‘olhos humildes’, entendemos então que perdoar é atitude que requer mudança de nossas percepções, quantas vezes forem necessárias. Ficamos quase sempre presos aos ‘fatos do passado’, permitindo que ‘lembranças amargas’ escureçam o presente, mesmo anos depois de terem ocorrido.”, explica Hammed.

Todos precisamos do perdão em nosso processo evolutivo.

O Papa Francisco cita a oração do Pai Nosso, dizendo que devemos compreender em sua plenitude o sentido da frase “Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tenha ofendido.”

“Essas palavras contêm uma verdade decisiva. Não podemos pretender o perdão de Deus para nós se não concedermos perdão ao nosso próximo. É uma condição: pense no fim, no perdão de Deus e deixe de odiar, mande embora o rancor, aquela mosca incômoda que volta e volta e volta. Se não nos esforçarmos para perdoar e amar, tampouco nós seremos perdoados e amados.”, adverte o Papa Francisco.

Podemos complementar com as palavras de Hammed: “Não somos criaturas isoladas, e sim parte de uma complexa rede da Vida. Estamos vivendo juntos, mas em diferentes níveis de amadurecimento e precisamos, todos, de muito perdão durante o processo evolutivo, precisamos perdoar a nós mesmos e aos outros.

Quem compreende e perdoa possui uma ‘visão cósmica’ da Vida, porque ampliou sua consciência. Ela representa a faculdade de ver as criaturas e a criação como uma coisa só e expressa, assim, uma visão de existência estruturada sobre uma concepção de unidade.”

Perdoar harmoniza nosso padrão vibratório e melhora nossa energia.

Além disso, Hammed explica que nós somos seres essencialmente energéticos e, quando guardamos mágoas e irritações, desorganizamos nosso padrão vibratório, intoxicando e comprometendo nosso bem-estar. Por outro lado, perdoar melhora a nossa energia e nossa vida de forma geral.

Dando um exemplo bem ilustrativo, ele diz que “assim como uma barra de ferro se imanta quando da proximidade de um ímã, da mesma forma uma criatura pode atrair energias conforme seu padrão vibratório.

Na vida não existe fatalidade, apenas sintonia. Não precisamos ser exatamente iguais aos outros, basta termos afinidade para que ocorra o fenômeno de atração magnética.

Perdoar não significa que devemos ser coniventes com os comportamentos impróprios, nem aceitar abusos, desrespeito, agressão ou traição, mas é uma nova forma de ver e viver, envolve o compromisso de experimentar em cada situação uma nova maneira de olhar o que está acontecendo, ou como aconteceu, sem interferência das percepções passadas.

O perdão surge a partir de uma “visão cósmica” do comportamento humano. O ato de perdoar não requer a reabertura de velhas feridas, mas, sim, a sua cura. Transforma-nos em co-criadores da nossa realidade, pois tem relação com a capacidade de escolhermos como reagir às situações de nossa vida.”, explica Hammed.

Noemi C. Carvalho

Referências

1 – Vatican News
2 – Hammed é o autor espiritual de diversas obras, psicografadas pelo médium paulista Francisco do Espírito Santo Neto. Destaca-se dentre os autores espíritas pelo uso de elementos da psicologia e da filosofia oriental, que vivenciou pelas várias encarnações na Índia. A linguagem coloquial nos aproxima de seus valiosos ensinamentos com naturalidade, levando-nos a compreender e refletir sobre vários aspectos de nossa vida cotidiana.

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