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Por que Deus nos deixa sofrer?

Moça abraçando a si mesma com olhar contemplativo pensando Deus nos deixa sofrer

Será Deus ou o livre-arbítrio que nos deixa sofrer?

Muitas vezes acreditamos que a vida deveria ser como uma representação do paraíso, e viveríamos em belas paisagens repletas de flores perfumando e colorindo nossos sentidos, ao som de melodiosas aves e querubins, todos se cumprimentando com sorrisos sinceros. E, naturalmente, deveria Deus zelar para que nada atrapalhasse essa suave harmonia. Por que, então, Deus nos deixa sofrer?

Nós nos esquecemos que Deus nos deu, acima de tudo, o livre-arbítrio, ou seja, a capacidade de fazermos a nossas próprias escolhas. Naturalmente, devemos também ser responsáveis por essas escolhas e todas as consequências que elas trazem, sejam boas ou ruins.

E como vivemos em sociedade, somos seres sociais, nem adianta dizer ‘mas eu sempre ajo corretamente’ porque, pelo bem e pelo mal, a vida é, numa instância maior, a somatória de todas as ações humanas.

Então como podemos esperar o paraíso na Terra, se há entre nós tantas pessoas inescrupulosas, violentas, egoístas, maldosas, que só se importam com seu ganho pessoal, não têm princípios morais de respeito, humildade, compaixão e muito menos amor como guias a lhes guiarem as ações?

Deus dá a mesma oportunidade e liberdade a todos, por isso não podemos cobrá-Lo pelas ações indevidas de pessoas que turvam a atmosfera energética com suas personalidades obstinadas no orgulho, na vaidade, no mal.

A consistência entre palavras e atitudes.

Será, então, que Deus é injusto, porque nos deixa sofrer em meio a esse antro de perversidade? Bem, devemos nos lembrar que não são só os grandes atos de maldade que subvertem a harmonia da vida, mas também todas as pequenas ações.

Como disse Jesus: ‘Atire a primeira pedra quem nunca pecou’. Falar mal de alguém, passar um farol vermelho, não devolver o troco que veio a mais, perder a paciência, guardar lugar para alguém numa fila, pequenos favorecimentos… Certamente muitos consideram ‘normal’ algumas dessas ‘pequenas e inocentes’ atitudes.

Mas a retidão e a moral não são medidas por grandeza, mas por consistência. Nossas atitudes precisam ser consistentes o tempo todo, e nosso aprendizado vai além dessas nossas ações.

Para aqueles que querem de fato aproveitar a vida como uma oportunidade de aprendizado e evolução espiritual, a nossa existência nesta Terra tão tumultuada é, por assim dizer, um prato cheio.

Todo novo dia nos traz um aprendizado.

Nossas atitudes mostram o proveito que tiramos desta existência terrena para nossa evolução espiritual não só em relação aos outros mas também na forma como lidamos com os problemas que se apresentam.

Escolher o caminho mais fácil porém duvidoso, se desesperar, reclamar de Deus porque nos abandonou e nos deixa sofrer, cair na inércia e prostração, perder a esperança e a fé? Serão estas a melhores formas que temos para resolver nossas dificuldades?

Também na forma como lidamos com os problemas da vida temos a nossa escolha. Reclamar não leva a lugar algum. Agir fora de conceitos de idoneidade e moral desequilibra a vibração do planeta, o que depois acaba também nos afetando.

Portanto, a solução mais sensata é aprender com cada uma das situações que a vida nos traz, de modo que elas, ao invés de nos derrotar, sejam o motivo de nosso fortalecimento para uma personalidade cada vez mais serena, confiante, altruísta e realizadora.

Transcrevo, abaixo, os sublimes ensinamentos de Yogananda¹, que levam a uma profunda reflexão sobre a vida e orientam na melhor conduta para encontrarmos paz e felicidade.

Noemi C. Carvalho

Uma lição de Yogananda para a vida.

“Doenças e dificuldades nos trazem uma lição. Nossas experiências dolorosas não foram feitas para nos destruir, mas para incinerar nossas impurezas e nos apressar na nossa volta ao Lar. Ninguém está mais ansioso pela nossa libertação do que Deus.

A cortina de fumaça da ilusão se interpõe entre Deus e nós, e Ele lamenta que O tenhamos perdido de vista. Ele não gosta de ver Seus filhos sofrerem tanto – morrendo por causa de bombas que caem, de doenças terríveis e de hábitos de vida errôneos.

Deus lamenta isso tudo, pois nos ama e nos quer de volta. Se pelo menos você fizesse o esforço, à noite, de meditar e estar com  Ele… Ele pensa tanto em você… Você não foi abandonado. Foi você quem abandonou seu verdadeiro Ser.”

As experiências da vida são guias valiosos.

“Quando você toma as experiências da vida por instrutores e aprende com elas a verdadeira natureza do mundo e o papel que você desempenha nele, essas experiências se tornam guias valiosos para chegar à satisfação e à felicidade eternas.

Em certo sentido, a infelicidade é sua melhor amiga, porque o impulsiona a buscar Deus. Quando você começa a ver claramente a imperfeição do mundo, começa a procurar a perfeição de Deus.

A verdade é que Deus está usando o mal não para nos destruir, mas para nos desiludir das distrações deste mundo, de modo que possamos buscá-Lo.”

Deus não interfere em nossas ações.

O sofrimento é um bom professor para os que aprendem com ele, rapidamente e de boa vontade, mas torna-se um tirano para os que resistem e se ressentem.

O sofrimento pode nos ensinar quase tudo. Suas lições nos estimulam a desenvolver discernimento, autocontrole, desapego, moralidade e consciência espiritual transcendente. Uma dor de estômago, por exemplo, nos diz para não comermos em excesso e prestarmos atenção ao que comemos. A dor resultante da perda de riquezas ou de pessoas queridas nos lembra a natureza temporária de todas as coisas neste mundo de ilusão. As consequências das ações errôneas nos impelem a exercitar o discernimento.

Por que não aprender por meio da sabedoria? Dessa maneira você não se submeteria à dolorosa disciplina – desnecessária – desse rude capataz: o sofrimento. O sofrimento é causado pelo mau uso do livre-arbítrio. Deus nos deu o poder de aceitá-Lo ou rejeitá-Lo. Ele não quer que tenhamos de enfrentar infortúnios, mas não vai interferir quando optarmos por ações que levem à infelicidade.”

1 – Yogananda

Paramahansa Yogananda é considerado um dos maiores mestres e difusores da antiga filosofia da Índia para o Ocidente. Deixou como legado ensinamentos que continuam sendo fonte de inspiração e de luz para pessoas de todas as raças, culturas e credos, voltados não somente à evolução espiritual, mas também à realização pessoal, com orientações acerca das atitudes que nos competem para as transformações que desejamos em nossa vida.

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Um comentário

  1. Porque o sofrimento é uma condição humana!

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