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Por que temos medo de sair da rotina?

Muitas vezes sentimos uma certa indecisão, ou até um certo medo de mudarmos o que para nós é uma rotina.

Por mais monótona que a rotina seja, estamos numa zona de conforto, vivendo aquilo que conhecemos. O desconhecido, a não ser para aqueles que têm um espírito aventureiro, tem a assustadora imagem da insegurança.

Tanto faz se é um novo trabalho, uma nova casa, uma nova cidade, um novo relacionamento, seja o novo que for, ficamos inseguros de não dar certo, de nos arrependermos.

Ficamos com medo porque é diferente daquilo que estamos acostumados, pensamos no que vai acontecer se não der certo, se não conseguirmos o que imaginamos.

Existe um antigo ditado italiano, que diz :“Chi lascia la strada vecchia per la nuova, sa quel che lascia, non sa quel che trova.”

Ele pode ser entendido mais ou menos como:”Quem deixa o antigo caminho por um novo, sabe o que deixa, mas não sabe o que vai encontrar.”

Isso é bem verdade: se tomarmos um novo caminho não sabemos ao certo o que encontraremos. Mas se nunca abandonarmos os caminhos a que estamos acostumados, não poderemos descobrir novos destinos. O progresso, em todos os níveis, seja pessoal ou global, depende de mudanças.

Não escolher também é uma escolha

Erroneamente, podemos pensar que, deixando as coisas como estão, estamos nos livrando de ter que fazer uma escolha, de precisar tomar uma decisão. Não é assim que funciona, porque o fato de não tentar algo diferente já é uma escolha: escolhemos deixar do mesmo jeito.

Achamos que as escolhas é que nos trazem insegurança. Mas não são as escolhas, e sim os seus resultados. Ficamos com medo de fazer uma escolha errada e depois não poder voltar atrás. Lá no fundo, o medo maior não é o fato de tentar, mas o receio que não dê certo.

Procuramos ter todas as certezas possíveis para nos dar segurança.

O fato é que nenhuma certeza externa existe, se ela não existir primeiro dentro de nós. Sim, exato, a boa e velha autoestima. E fazer o quê, então? Melhorar a autoestima. E como fazer isso? Bem, aí é um pouco mais trabalhoso, mas não impossível.


Mais sobre autoestima. Leia aqui:


Podemos pegar com Deepak Chopra algumas orientações:

  • “Viva no presente, pois é o único momento que você tem. Preste atenção à sua vida interior para que possa ser guiado pela intuição, e não por interpretações impostas externamente do que é bom ou não para você.
  • Ouça a sabedoria do seu corpo, que se expressa através de conforto e desconforto. Ao escolher um determinado comportamento, pergunte ao corpo: “Como se sente a respeito?” Se o seu corpo enviar um sinal de sofrimento físico ou emocional, cuidado! Se o sinal for de conforto e animação, siga em frente.
  • Substitua comportamento motivado pelo medo, por comportamento motivado por amor. Medo é o produto da memória, que reside no passado.
  • Quando você encontra a segurança de seu próprio ser, motivado pela verdade dentro de você, será possível enfrentar qualquer ameaça porque sua força interior é invulnerável ao medo.”

Não são dicas fáceis de colocar em prática. São orientações que exigem esforço e persistência, que fazem parte do contínuo processo de autoconhecimento.

Pode não ser um manual completo, mas sempre é um começo. Todo começo é novo. E este vai nos trazer a oportunidade de outros novos começos.

Noemi C. Carvalho


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