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Procrastinação é falta de tempo ou fugir de emoções?

uma mulher em um escritório com um computador à sua frente mas a mulher está olhando para o alto não fazendo nada procrastinação

A procrastinação diz respeito a gerenciar as emoções, não o tempo.

Procrastinação é quando deixamos alguma coisa para fazer depois. É claro que isso pode acontecer por falta de tempo e, nesse caso, os especialistas dizem que a solução é procurar gerenciar o tempo da melhor forma possível.

Pode ser que não estejamos calculando bem o tempo que cada tarefa demora, ou então certas distrações – como redes sociais e vídeos na internet – estejam tomando mais tempo do que imaginamos.

Mas cada vez mais está sendo estudada a teoria de que a procrastinação é um problema para gerenciar nossas emoções e não nosso tempo. Adiamos aquilo que nos faz sentir mal – ou porque é entediante, é difícil, porque vai tomar muito tempo, ou até porque temos medo de falhar. Então começamos a fazer outra coisa, e deixamos aquilo “para depois”.

O problema é quando fazer uma tarefa ou resolver uma situação entra na lista do “tenho que”: “tenho que arrumar o guarda-roupa”, “tenho que marcar a consulta”, “tenho que terminar a monografia”.

E problema maior é quando colocar itens nessa lista se torna um hábito, porque chega um momento em que para qualquer lugar que você olhe você se depara com um item do “tenho que”.

Isso acaba gerando estresse, sensação de culpa, perda de produtividade e vergonha por não cumprir com as suas responsabilidades e compromissos.

Porque deixamos para fazer a coisas depois.

A procrastinação pode acontecer quando consideramos que aquela tarefa não é tão importante e só vai tomar nosso tempo, ou então que podemos “fazer rapidinho outra hora”. Isso acontece com tarefas nas quais não encontramos nenhum prazer e nas quais não vemos uma obrigação.

Por outro lado, algumas coisas podem exercer muita pressão sobre nós, e podemos sentir que nos falta a habilidade ou foco naquele momento. E pensamos então que é melhor antes “desestressar”, é melhor “ir com calma e deixar para outra hora.

Mas esse tipo de “relaxamento” geralmente não é efetivo. Ele leva a mais estresse conforme o tempo vai se esgotando, prazos se aproximam e a pessoa se sente cada vez mais culpada e apreensiva.

E esse comportamento pode se tornar um ciclo vicioso de atrasos e culpa. Enquanto isso, os objetivos vão sendo deixados de lado e anotados “para amanhã” ou para “a próxima semana”.

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Entender o porquê de adiarmos as coisas vai nos ajudar a realizar projetos.

Uma publicação de Christian Jarrett, na BBC Woklife, aborda os estudos que estão sendo realizados defendendo a questão emocional relativa ao hábito de procrastinar.

Quando entendemos os verdadeiros motivos que nos levam a adiar nossas ações ficamos mais próximos de começar a atingir os nossos objetivos.

De acordo com Tim Pychyl, da Carleton University, no Canadá, “a auto mudança de qualquer tipo não é uma coisa simples e geralmente segue o velho ditado de dois passos para frente e um para trás.”

Assim, ainda que não seja algo com resultados imediatos, qualquer pessoa pode aprender a parar de procrastinar. Desta forma, começa a viabilizar a concretização de projetos que estão engavetados, nem que seja ter mais tempo para desfrutar de coisas prazerosas sem culpa.

A explicação para um moderno fenômeno digital.

A questão emocional como motivo que nos leva a adiar as coisas está ajudando a explicar “alguns estranhos fenômenos modernos, como a moda de assistir a vídeos de gatos online que atraiu bilhões de visualizações no YouTube”, diz Jarrett.

Jessica Myrick, da Universidade de Indiana, fez uma pesquisa que confirmou a procrastinação como um motivo comum para assistir aos vídeos de gatos para se sentirem melhor, quando deveriam estar fazendo outra coisa menos divertida.

Mas muitos dos entrevistados se sentiram culpados depois de ficar assistindo os vídeos. Isso confirma que a procrastinação é uma estratégia equivocada porque, mesmo que traga um alívio imediato, ela apenas armazena os problemas para mais tarde.

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A procrastinação crônica pode prejudicar o bem-estar.

A procrastinação crônica, isto é, quando isso se torna um hábito regular por um longo tempo, pode causar uma série de consequências para a saúde física e mental.

Assim, ela pode causar ansiedade e depressão, problemas de saúde como resfriados e gripes, e condições ainda mais graves, como doenças cardiovasculares, escreve Jarrett.

As pessoas que costumam procrastinar mais tendem a ser dominadas por suas reações psicológicas, como frustração e preocupação, à custa de seus valores de vida.

Elas costumam ter pensamentos como “tenho medo de meus sentimentos” e “minhas experiências e memórias dolorosas tornam difícil para mim viver uma vida que eu valorizaria”. Essas pessoas também têm um baixo nível de comprometimento e persistência para alcançar seus objetivos.

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Entretanto, o fato positivo, segundo ele, é que, sendo de ordem emocional, podemos aprender a lidar com a procrastinação e evitar suas consequências desagradáveis.

A “flexibilidade psicológica”, isto é, “ser capaz de tolerar pensamentos e sentimentos desconfortáveis, permanecer no momento presente apesar deles e priorizar escolhas e ações que o ajudem a se aproximar do que você mais valoriza na vida”, é importante para conseguir sair desses adiamentos paralisantes.

Podemos aumentar a flexibilidade psicológica, por exemplo, por meio da atenção plena e uma ação comprometida. “Encontre maneiras criativas de perseguir objetivos que atendam aos seus valores, ou em outras palavras, o que é mais importante para você na vida”, explica Jarrett.

Então, da próxima vez que você ficar tentado a procrastinar, simplifique seu foco. Pergunte-se: “Qual é a coisa mais que posso fazer para começar esta tarefa?”

Fazer isso, diz ele, tira a sua mente dos seus sentimentos e a coloca em ação, numa etapa facilmente realizável. Jarrett conclui: “Nossa pesquisa e experiência de vida mostram muito claramente que, uma vez que começamos, normalmente somos capazes de continuar. Começar é tudo.”

Noemi C. Carvalho

fontes:
BBC Worklife
Wikipedia

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