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Profissionais de saúde: milhares de mortes entre os heróis anônimos da pandemia

imagem de um profissional da saúde, enfermeiro paramentando-se com equipamentos de segurança profissionais saúde mortes pandemia

Um aumento contínuo e catastrófico do número de mortes.

Mais de 1.000 enfermeiros morreram no exercício de seu trabalho durante a pandemia do novo coronavírus, como divulgou o Conselho Internacional de Enfermeiros (International Council of Nurses – ICN), no 16 de setembro, acrescentando que o número real de mortes entre os profissionais de saúde deve ser muito maior.

O relatório do ICN mostra os resultados de uma pesquisa mundial. Ele revela a gravidade e a magnitude dos perigos que enfermeiras e outros profissionais de saúde enfrentam no cumprimento do dever.

Seus dados mostram um aumento contínuo e catastrófico do número de mortes e taxas de infecção de enfermeiros devido à covid-19, disse Howard Catton, CEO do ICN.

O ICN foi a primeira organização internacional de profissionais de saúde, fundado em 1899. Está sediado em Genebra, na Suíça, representando mais de 20 milhões de profissionais em todo o mundo, através das 133 associações nacionais de enfermeiros.

Das 133 associações nacionais, apenas 44 países tinham dados disponíveis, o que sugere um número ainda maior de mortes. Além disso, as taxas de infecção de profissionais de saúde representam, em média, em torno de 10% do total de infecções em todo o mundo. Ou seja, com quase 30 milhões de pessoas infectadas com o vírus, até três milhões podem ser profissionais de saúde.

Um retrato perturbador de como enfermeiras e outros profissionais de saúde ainda estão sendo expostos à covid-19.

A presidente do ICN, Annette Kennedy, disse: “A última pesquisa do ICN é um retrato perturbador de como enfermeiras e outros profissionais de saúde ainda estão sendo expostos à covid-19 e todos os seus riscos associados, incluindo violência e preconceito, doença mental, infecção e no que agora acreditamos possivelmente milhares de casos, fazendo o sacrifício final, pagando com suas vidas.”

Para garantir a segurança do paciente, a segurança de enfermeiras e outros profissionais de saúde deve ser prioridade. Mas os governos não estão se esforçando para proteger os profissionais de saúde da linha de frente, quando faltam até os equipamentos básicos de proteção.

Catton disse que “a pandemia está longe de acabar e, embora os aplausos tenham parado, as enfermeiras e os pacientes de quem cuidam ainda estão no centro desta tempestade mortal. Por isso os governos devem colocar a segurança de seus profissionais de saúde no centro da organização e gestão de seus sistemas de saúde.”

Além disso, Catton alerta que “há um enorme risco oculto para a saúde mental de nossa força de trabalho de enfermagem submersa abaixo da superfície da pandemia.

A pesquisa do ICN indica que a escala real do legado de saúde mental da covid-19, sem dúvida, significará que a doença, o absenteísmo, o esgotamento e as enfermeiras deixando a profissão por causa de problemas de saúde aumentarão, tornando a escassez ainda mais severa e resultando em uma perda incontável de experiência.”

A morte de mais de sete mil pessoas enquanto tentam salvar outras é uma crise em uma escala impressionante.

A Anistia Internacional é uma organização não governamental que defende os direitos humanos e foi fundada em Londres, no Reino Unido, em 1961.

De acordo com suas informações, pelo menos 7.000 trabalhadores da saúde morreram em todo o mundo depois de contrair covid-19.

Foi confirmado que pelo menos 1.320 trabalhadores de saúde morreram no México, o maior número conhecido de qualquer país. Também foram registrados altos números de mortes de profissionais de saúde nos EUA (1.077) e no Brasil (634), onde as taxas de infecção e mortalidade têm sido altas durante a pandemia.

“A morte de mais de sete mil pessoas enquanto tentam salvar outras é uma crise em uma escala impressionante”, disse Steve Cockburn, Chefe de Justiça Econômica e Social da Anistia Internacional.

Os trabalhadores da saúde ainda estão morrendo em taxas terríveis em alguns países.

“Muitos meses após o início da pandemia, os trabalhadores da saúde ainda estão morrendo em taxas terríveis em países como México, Brasil e EUA. E a rápida disseminação de infecções na África do Sul e Índia mostra a necessidade de todos os países agirem rapidamente.

A Índia viu um aumento nos últimos meses, com mais de 3.690.000 casos de covid-19 confirmados e mais de 65.000 mortes. De acordo com números do Ministério da Saúde, relatados na mídia na semana passada, mais de 87.000 profissionais de saúde foram infectados e 573 morreram.

Devido aos diferentes métodos usados para coletar dados e à subnotificação, os números podem não refletir a real situação dos países.

Em toda a pandemia, os governos saudaram os trabalhadores da saúde como heróis. Mas isso soa vazio quando tantos trabalhadores estão morrendo por falta de proteção básica”, disse Steve Cockburn.

fontes:
International Council of Nurses – ICN
Anistia Internacional

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