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Qual a melhor forma de usar afirmações?

Existem muitas sugestões de exercícios e práticas para ajudar no desenvolvimento pessoal.

Vamos ver, a título de exemplo, a prática de usar afirmações em frente ao espelho. Para alguns pode parecer uma bobagem se olhar no espelho e  falar frases de compreensão e apoio a si mesmo, como “eu me amo”, “eu consigo”, “sou forte”, “vou melhorar”.

Mas para outros pode ser um ponto de partida para encarar e olhar de frente os problemas da vida. Porque quando as coisas não dão certo, achamos que somos o problema. Ficamos, então, martelando frases como “eu não consigo”, “eu não posso”, “eu errei”, “eu sou uma droga”.

Nesse caso, olhar para si próprio é o primeiro passo, justamente, para encarar o problema de frente, sem desviar o olhar, sem se esquivar dele – até você perceber que você não é o problema, mas a solução.

E no caso de frases afirmativas em frente ao espelho, elas podem ser feitas de dois jeitos: “eu consigo” – você afirmando para você mesmo; ou “você consegue” – você recebendo uma mensagem de força e confiança de alguém que está sempre com você te apoiando.

De uma forma ou de outra, algumas pessoas vão achar isso uma perda de tempo, então nem adianta fazer, é claro. O deboche só vai fortalecer o opositor do bem, só vai reforçar as crenças de que nada funciona, de que não tem jeito.

Da mesma forma, qualquer outra técnica sugerida, como escrever bilhetes e espalhá-los em vários lugares bem visíveis, colocar frases no celular com alarme de tempos em tempos, fazer exercícios de respiração, mentalização, orar, meditar, enfim, qualquer outra coisa que você se disponha a fazer só vai funcionar se você a validar.

O sentimento é a força que impulsiona os efeitos ao usar afirmações.

Você pode fazer uso de afirmações, lembretes, espelho, ou qualquer outra técnica, mas tudo depende de como você assimila e aceita os conceitos contidos nessas orientações.

O importante é você colocar o seu sentimento, tendo a convicção de que aquilo vai ajudá-lo. Porque é isso, na verdade, que todas essas técnicas e orientações são: uma ajuda. Uma ajuda para você encontrar seu próprio caminho, para você manter ou reconquistar a confiança, para você se sentir mais forte e seguro.

Usar afirmações, a prática constante de meditações e orações, é um treinamento para a sua mente. Assim você pode levá-la a emitir sempre pensamentos que tenham o sentido da capacidade, da superação, da confiança, da força e do entusiasmo.

Quando você consegue sentir esse poder e força interior, na verdade você está se religando com o seu ser interior, com a essência divina, o ser espiritual que permanece eterno em suas várias experiências de vida.

A espiritualidade aplicada na vida é mais prática do que você imagina.

Acredito que a espiritualidade é a resposta final a tudo. Não se trata desta ou daquela religião, e nem é preciso seguir alguma especificamente. É a confiança de que existe um poder maior e supremo, do qual podemos usufruir a força para enfrentar as vicissitudes da vida, que amplifica a possibilidade de viver com paz e confiança.

A base sólida na espiritualidade desenvolve o caráter de forma reta, justa, onde o “eu” é a divindade que se liga ao “você” –  que também é um “eu”. Então eu nem sequer penso em prejudicá-lo, porque isso me prejudicaria também.

As ligações energéticas e espirituais entre todos os seres, explicitadas nas Leis de Atração e de Ação e Reação são a base do sistema integrativo da vivência humana.

O amor, a bondade, o respeito, a caridade, todo o bem que fazemos e como agimos, não são feitos somente aos outros. Quando agimos sob os princípios de moral, ética, idoneidade, também somos beneficiários.

Quem professa, de verdade, lá no fundo do coração, a vontade de ver um mundo melhor, com menos violência, com mais solidariedade, um mundo onde haja paz e as oportunidades se abram a todos, entende que a teoria do “cada um por si”, as cada vez mais detalhistas separações em “nós e eles”. São atitudes que podem dar resultado pessoal num curto prazo. Mas não refletem numa onda positiva e frutífera para o mundo. E certamente, um dia serão refletidas com reações naturais das leis divinas e universais a seus emissores.

Como bem disse Fernando Pessoa: “Torturamos os nossos irmãos homens com o ódio, o rancor, a maldade e depois dizemos ‘o mundo é mau’.”

O livre-arbítrio, mais do que uma prerrogativa, mais do que uma vantagem que dá autonomia, é uma responsabilidade.

Noemi C. Carvalho


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