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Qual é a posição espiritual da Terra no Universo?

casal abraçado caminhando em um campo com o planeta terra no céu posição espiritual da Terra

Santo Agostinho explica a posição da Terra no Universo, de acordo com o plano espiritual.

Mensagens de Santo Agostinho foram recebidas por ocasião dos trabalhos realizados por Allan Kardec que resultaram na codificação da doutrina espírita. Esclarecem a posição que a Terra ocupa em relação ao seu desenvolvimento, comparada a outros mundos existentes no Universo, de acordo com classificação do plano espiritual.

Assim, nas mensagens espirituais datadas de 1862, Santo Agostinho define nosso planeta. “Que vos direi dos mundos de expiações que já não saibais, pois basta observeis o em que habitais? A superioridade da inteligência, em grande número dos seus habitantes, indica que a Terra não é um mundo primitivo, destinado à encarnação dos Espíritos que acabaram de sair das mãos do Criador.

As qualidades inatas que eles trazem consigo constituem a prova de que já viveram e realizaram certo progresso. Mas também os numerosos vícios a que se mostram propensos constituem o índice de grande imperfeição moral.

Por isso os colocou Deus num mundo ingrato, para expiarem aí suas faltas, mediante penoso trabalho e misérias da vida, até que hajam merecido ascender a um planeta mais ditoso.”

A transição do planeta para um nível mais elevado depende da evolução pessoal.

Considerando as explicações acima, compreendemos que a posição espiritual da Terra só vai se modificar a partir da transformação de seus habitantes, ou seja, através do que se convenciona chamar de reforma íntima.

Para isto é preciso um profundo trabalho de autoconhecimento e de consolidação das atitudes baseadas em valores morais e espirituais. Podemos desta forma elevar não só a nossa condição pessoal, mas a de todo o planeta.

Mas ainda que a Terra seja um mundo de expiação e provas, não quer dizer que todos os habitantes pertençam a uma única classificação.

Como é constituída a população da Terra.

A população terrena é composta por pessoas que se encontram em variados estágios evolutivos, o que podemos entender melhor nas explicações de Santo Agostinho. “Nem todos os Espíritos que encarnam na Terra vão para aí em expiação.

As raças a que chamais selvagens são formadas de Espíritos que apenas saíram da infância e que na Terra se acham, por assim dizer, em curso de educação, para se desenvolverem pelo contato com Espíritos mais adiantados.

Vêm depois as raças semicivilizadas, constituídas desses mesmos Espíritos em via de progresso. São elas, de certo modo, raças indígenas da Terra, que aí se elevaram pouco a pouco em longos períodos seculares, algumas das quais hão podido chegar ao aperfeiçoamento intelectual dos povos mais esclarecidos.

Os Espíritos em expiação, se nos podemos exprimir dessa forma, são exóticos na Terra; já viveram noutros mundos, donde foram excluídos em consequência da sua obstinação no mal e por se haverem constituído, em tais mundos, causa de perturbação para os bons. Tiveram de ser degredados, por algum tempo, para o meio de Espíritos mais atrasados, com a missão de fazer que estes últimos avançassem, pois que levam consigo inteligências desenvolvidas e o gérmen dos conhecimentos que adquiriram.

Daí vem que os Espíritos em punição se encontram no seio das raças mais inteligentes. Por isso mesmo, para essas raças é que de mais amargor se revestem os infortúnios da vida. É que há nelas mais sensibilidade, sendo, portanto, mais provadas pelas contrariedades e desgostos do que as raças primitivas, cujo senso moral se acha mais embotado.”

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Por que a população na Terra sofre com os atos de maldade e com os atos da natureza?

Quando Jesus disse que mais seria cobrado a quem mais tivesse recebido (“A quem muito foi dado muito será pedido”), podemos considerar como a responsabilidade que recai sobre aqueles que já adquiriram um certo grau de conhecimento e desenvolveram a inteligência. Isto é, teriam estes, mais adiantados, a tarefa de ajudar espíritos irmãos de jornada contribuindo para a sua evolução.

Contudo, muitos dos que já atingiram um nível intelectual elevado continuam na prática de ações pautadas pela insensatez, pelo egoísmo, pela maldade. Justificam, muitas vezes, os seus atos por serem hábitos comuns na sociedade, mesmo que reconheçam que não são moralmente corretos.

Em função desses hábitos persistentes, conforme elucida Santo Agostinho, “a Terra, conseguintemente, oferece um dos tipos de mundos expiatórios, cuja variedade é infinita, mas revelando todos, como caráter comum, o servirem de lugar de exílio para Espíritos rebeldes à Lei de Deus.

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Esses Espíritos têm aí de lutar, ao mesmo tempo, com a perversidade dos homens e com a inclemência da Natureza, duplo e árduo trabalho que simultaneamente desenvolve as qualidades do coração e as da inteligência. É assim que Deus, em sua bondade, faz que o próprio castigo redunde em proveito do progresso do Espírito.”

Os mundos que povoam o firmamento infinito.

Os ensinamentos dados por Santo Agostinho continuam, levando-nos numa verdadeira viagem sideral, fazendo-nos compreender a vastidão do universo.

“Entre as estrelas que cintilam na abóbada azul do firmamento, quantos mundos não haverá como o vosso, destinados pelo Senhor à expiação e à provação! Mas também os há mais miseráveis e melhores, como os há de transição, que se podem denominar de regeneradores.

Cada turbilhão planetário, a deslocar-se no Espaço em torno de um centro comum, arrasta consigo seus mundos primitivos, de exílio, de provas, de regeneração e de felicidade.”

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A felicidade é encontrada na prática do bem.

Todo ser humano busca a felicidade, a possibilidade de viver num mundo melhor, onde não haja tanto sofrimento, onde a paz e a alegria sejam rotineiras, onde o bem prevaleça.

Essa possibilidade existe, ela é concedida igualmente a todas as criaturas, mas fazer bom uso dela é escolha individual. E muitas vezes é fácil cair nas tentações, ainda que pareçam pequenas, nas ilusões da vida material, no consumismo, nas atitudes manipuladoras e maldosas.

Por isso, adverte Santo Agostinho, “já se vos há falado de mundos onde a alma recém-nascida é colocada, quando ainda ignorante do bem e do mal, mas com a possibilidade de caminhar para Deus, senhora de si mesma, na posse do livre-arbítrio.

Já também se vos revelou de que amplas faculdades é dotada a alma para praticar o bem. Mas, ah! há as que sucumbem, e Deus, que não as quer aniquiladas, lhes permite irem para esses mundos onde, de encarnação em encarnação, elas se depuram, regeneram e voltam dignas da glória que lhes fora destinada.”

A transição entre os mundos de expiação e os de felicidade.

“Os mundos regeneradores servem de transição entre os mundos de expiação e os mundos felizes. A alma penitente encontra neles a calma e o repouso e acaba por depurar-se.

Sem dúvida, em tais mundos o homem ainda se acha sujeito às leis que regem a matéria; a Humanidade experimenta as vossas sensações e desejos, mas liberta das paixões desordenadas de que sois escravos, isenta do orgulho que impõe silêncio ao coração, da inveja que a tortura, do ódio que a sufoca.

Em todas as frontes, vê-se escrita a palavra amor; perfeita equidade preside às relações sociais, todos reconhecem Deus e tentam caminhar para Ele, cumprindo-lhe as leis.

Nesses mundos, todavia, ainda não existe a felicidade perfeita, mas a aurora da felicidade. O homem lá é ainda de carne e, por isso, sujeito às vicissitudes de que libertos só se acham os seres completamente desmaterializados. Ainda tem de suportar provas, porém, sem as pungentes angústias da expiação.

Comparados à Terra, esses mundos são bastante ditosos e muitos dentre vós se alegrariam de habitá-los, pois que eles representam a calma após a tempestade, a convalescença após a moléstia cruel.

Contudo, menos absorvido pelas coisas materiais, o homem divisa, melhor do que vós, o futuro; compreende a existência de outros gozos prometidos pelo Senhor aos que deles se mostrem dignos, quando a morte lhes houver de novo ceifado os corpos, a fim de lhes outorgar a verdadeira vida.”

A posição espiritual da Terra está vinculada à nossa própria postura espiritual.

“Então, liberta, a alma pairará acima de todos os horizontes. Não mais sentidos materiais e grosseiros; somente os sentidos de um perispírito puro e celeste, a aspirar as emanações do próprio Deus, nos aromas de amor e de caridade que do seu seio emanam.

Mas, ah! nesses mundos, ainda falível é o homem e o espírito do mal não há perdido completamente o seu império. Não avançar é recuar, e, se o homem não se houver firmado bastante na senda do bem, pode recair nos mundos de expiação, onde, então, novas e mais terríveis provas o aguardam.

Contemplai, pois, à noite, à hora do repouso e da prece, a abóbada azulada e, das inúmeras esferas que brilham sobre as vossas cabeças, indagai de vós mesmos quais as que conduzem a Deus e pedi-lhe que um mundo regenerador vos abra seu seio após a expiação na Terra”, conclui Santo Agostinho.

O desejo de um mundo amoroso e pacífico começa na contemplação, na visualização de um lugar onde as oportunidades, a alegria, o respeito, a harmonia sejam bens comuns. O pensamento e o querer são os passos iniciais que levam a uma ação efetiva para transformar as atitudes de forma sólida e permanente.

O estudo e aprimoramento das qualidades morais e espirituais deve ser continuado, pois, nas palavras de Santo Agostinho, “não avançar é recuar”, e todo progresso pede atualização constante, prática ininterrupta.

Concluímos, portanto, que a posição espiritual da Terra está ligada de modo inevitável à nossa própria jornada no caminho do aprimoramento das virtudes, da construção do bem a partir da nossa própria evolução.

A Terra, assim, brilhará como um planeta iluminado e abençoado na medida em que fizermos brilhar nossa divina luz interior.

Noemi C. Carvalho

fonte: ‘O Evangelho Segundo o Espiritismo’ – Capítulo III – Há muitas moradas na casa de meu Pai

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