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Sábado de Aleluia: a Noite que rompe o silêncio da morte

Papa Francisco sozinho na missa de vigília de sábado de aleluia

O ponto culminante e central da vida cristã é a Páscoa.

O Sábado de Aleluia marca a Noite das Noites, quando a dor e o sofrimento se transformaram em fé e renovação da esperança.

É na Missa da Epifania, no dia 6 de janeiro, que se anuncia a data do Domingo de Páscoa. A Páscoa é a festa mais importante, como o próprio Papa Francisco salientou na sua audiência geral em 2018 durante a Semana Santa, exortando todos os cristãos a viverem estes dias como “a matriz” da sua vida pessoal e comunitária.

Uma festa que tem as suas raízes na Páscoa judaica, que comemora a passagem da escravidão do Egito para a liberdade, realizada por Deus com o povo de Israel.

A Sexta-feira Santa e a Noite das Noites.

A Sexta-feira Santa comemora a morte de Jesus. O amor, doado até ao fim, se abandona ao Pai. O Papa recorda que o nosso Senhor não aponta o dedo nem mesmo diante daqueles que o crucificam, mas abre os braços a todos, dando a sua vida e tomando sobre si os nossos pecados.

O Sábado Santo é o dia do grande silêncio até à Vigília Pascal, a hora da Mãe, que espera em silêncio, com o seu coração trespassado pela dor de ter visto o seu Filho flagelado e pregado na cruz. Um silêncio que será interrompido pela “Mãe de todas as vigílias”, como Santo Agostinho a chamava.

A Noite das Noites é a noite em que Cristo destruiu a morte e dos mortos ressuscita vitorioso: a noite que, entre sábado e domingo, conheceu a hora em que o Senhor ressuscitou.

O Sábado de Aleluia chama a celebrar a passagem da dor e da frustração.

Com a liturgia do fogo, o acendimento do círio pascal marca o início dessa noite das noites em que se celebra o Cristo Ressuscitado, o centro e o fim do cosmos e da história, a noite em que o Aleluia rompe o silêncio da morte e em que as leituras da Liturgia repercorrem a história da salvação desde a criação, não numa concepção cíclica da história, como memória de algo que aconteceu no passado, mas como um evento que todos são chamados a viver entrando na dinâmica dessa passagem da morte para a vida.

Uma passagem, já, agora, da escravidão do pecado, da dor e da frustração. Mas também se faz presente, nesta noite, que a nossa vida não termina diante da pedra de um túmulo, porque Cristo desse túmulo ressuscitou.

Com o Domingo de Páscoa tem início o tempo pascal. Estes são os dias da alegria, da alegria que só se sente quando se tem a promessa e a certeza de que a última palavra não é a morte e que aquela círio, mesmo na escuridão desta pandemia que envolve o mundo, continua a iluminar.

texto na íntegra em Vatican News – por Debora Donnini, Silvonei José 

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