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Sincronicidade e as 4 Leis da Espiritualidade ensinadas na Índia

O que chamamos de coincidência.

Certa vez uma pessoa me falou que havia sonhado, e nesse sonho reencontrara um antigo afeto, e nesse encontro beijaram-se. No dia seguinte, indo para o trabalho, ouviu, de um carro que passava, uma música que fora muito significativa para os dois. E essa “coincidência” ficou em sua cabeça por um bom tempo, pois há muito não pensava nesse relacionamento.

Às vezes acontece algo como estarmos andando pela rua e, ao passar por uma banca de revistas, encontramos a resposta para uma questão que nos atormenta, estampada na primeira página de algum jornal ou num cartaz, e nesse instante, do nada, toca o telefone e a pessoa certa para que tudo seja resolvido diz que sentiu vontade de falar conosco.

Costumamos encarar fatos assim como coincidência, ou seja, algo aleatório, sem um vínculo direto de causa e efeito. Isso não é coincidência, a isso chama-se sincronicidade.

A sincronicidade, segundo Carl Jung.

Foi o médico suíço Carl Jung que nomeou este evento como sincronicidade, explicitando que é a “simultaneidade de dois acontecimentos interiores e exteriores, de um modo que não é possível explicar, mas que tem certo sentido para a pessoa que observa.”

Jung percebeu uma estreita conexão entre a pessoa e o ambiente em redor que, em determinado momento, provoca uma atração, criando situações coincidentes, com um valor específico para a pessoa que vive o evento, trazendo um significado simbólico. Esses eventos comumente designamos como coincidência, sorte, magia.

Ele elaborou sua teoria fundamentando-a na filosofia oriental, na física, além, é claro, da psicologia. Sua hipótese inicial é que o universo é indivisível e que tudo está interligado por uma energia. Dessa forma, o que atua em nosso interior, na nossa psique, possui uma rigorosa relação com o que ocorre no plano físico, fora de nós, apesar do pensamento racional prescrever que exista uma divisão.

O nosso inconsciente capta tudo o que faz parte dessa rede energética, e nos momentos em que a consciência não está atenta, enquanto dormimos ou fazemos um relaxamento ou meditação, ele traz para a consciência os dados e informações, mostrando evidências e sinais relevantes para compreender integralmente o que está ocorrendo.

No plano físico, a sincronicidade simboliza o pensamento, a resolução oculta na mente, que se manifesta na surpresa e acaso para assim chamar a atenção.

A sincronicidade, segundo Deepak Chopra.

O Dr. Deepak Chopra resume sua experiência no campo da sincronicidade da seguinte forma:

“A palavra coincidência seria quase uma conspiração de improbabilidades. Várias coisas conspiram, ocorrem ou ocorreram ao mesmo tempo. O próprio incidente tem significado especial para a pessoa.

É frequente ter uma natureza simbólica; há sempre algo mais profundo do que o próprio incidente. Causa uma emoção intensa por quem passa pela experiência; às vezes transforma totalmente a vida da pessoa. Se você prestar atenção a essas conspirações, verá que elas são “dicas”, são mensagens do mundo e assim poderíamos participar conscientemente da criação de nosso próprio destino.”

As 4 Leis da Espiritualidade ensinadas na Índia.

Para finalizar de forma prática, deixo um modo de lidarmos melhor com as coisas que ocorrem em nossa vida, para educarmos nossa mente e nossos sentidos. Indico que comece a praticar as 4 Leis da Espiritualidade ensinadas na Índia.

1: A pessoa que vem é a pessoa certa.

Ninguém entra em nossas vidas por acaso. Todas as pessoas ao nosso redor, interagindo conosco, têm algo para nos fazer aprender e avançar em cada situação.

2: Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido.

Nada, absolutamente nada do que acontece em nossas vidas poderia ter sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe. Não há nenhum “se eu tivesse feito tal coisa…” ou “aconteceu que um outro…”. Não. O que aconteceu foi tudo o que poderia ter acontecido, e foi para aprendermos a lição e seguirmos em frente. Todas e cada uma das situações que acontecem em nossas vidas são perfeitas.

3: Toda vez que você iniciar é o momento certo.

Tudo começa na hora certa, nem antes nem depois. Quando estamos prontos para iniciar algo novo em nossas vidas é que as coisas acontecem.

4: Quando algo termina, ele termina.

Simplesmente assim. Se algo acabou em nossas vidas é para a nossa evolução. Por isso, é melhor sair, ir em frente e se enriquecer com a experiência. Não é por acaso que estamos lendo este texto agora. Se ele vem à nossa vida hoje, é porque estamos preparados para entender que nenhum floco de neve cai no lugar errado.

Este texto, embora de autoria desconhecida, traz ensinamentos que valem a pena ser colocados em prática. Leia com atenção, tenha sempre ele por perto.

José Batista de Carvalho

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