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Somente se perde aquele que nega a sua Essência Divina

Aprendemos que precisamos de um herói para salvar nossa vida.

Passa dia, vira noite e seguimos os mesmos padrões daqueles que nos antecederam, praticando as mesmas lições, nos envolvendo nas mesmas ligações, alcançando a mesma linha de chegada muitas vezes cruzada.

Na vida, o roteiro básico é esse. Desde que nascemos nos ensinam as mesmas lições; os livros se renovam, mas o roteiro é sempre o mesmo que se reforça através das novelas, das séries, das correntes nas mídias sociais, nas conversas dos bares, nas preleções dos templos.

A necessidade do herói é incutida nas mentes como sementes que germinam, lançam raízes, brotam e crescem na forma de inúmeras crenças, onde somos doutrinados a nos vermos como pobres seres abandonados aos caprichos de um destino construído à revelia de nossas escolhas.

Como falamos do herói, ele não pode existir sem a presença de um vilão, de sua contraparte, o outro lado do espelho, o antagonista que se cria nas fraquezas ocultas e reprimidas do herói. E onde existe herói e vilão, se justifica a existência de vítimas.

O herói executa o trabalho da salvação e proteção que as vítimas não sabem fazer por si. O vilão persegue e tortura aqueles que ainda não perceberam que o verdadeiro inimigo está no interior de cada um.

Existem muitas rotas, mas só uma serve aos nossos passos.

Perceba que não é mera semelhança com as obras de ficção. Novelas, filmes, séries, livros e toda e qualquer história criada invariavelmente bebem na fonte do inconsciente coletivo, nas mitologias todas de nossa civilização, nos santos e deuses que representam as correntes de energia que movimentam nossas mentes em busca da religação com a fonte da vida.

Na ingenuidade de nossas mentes infantis instalou-se a necessidade de um guia para nos levar ao paraíso, à salvação ou ao lugar que represente esse sagrado e divino espaço onde, em nossa concepção, existiremos em esplendor e felicidade por toda a eternidade.

Espíritos muito elevados em sagrado ofício se dispuseram a pisar em nosso planeta para deixar sábias palavras de sabedoria e orientação para realizar o conhecimento de nós mesmos e, através da luz da verdade de nosso ser, termos revelado aos olhos o caminho.

Mas o mapa do caminho que mostra as etapas de nossa jornada, por parecer muito difícil, é deixado de lado, e preferimos as largas estradas que se fizeram pelo caminhar de muitos. Essas trilhas, apesar de mais bem calçadas, não servem aos nossos pés.

Até somos convencidos a andar nelas, nos ensinam como bem as trilhar, nos explicam as regras para nelas se caminhar, mas após muitos esforços e vitórias, um dia percebemos que nossos passos não nos levarão ao lugar que nos pertence.

Você sabe que encontrou o caminho quando reconhece sua essência.

O caminho para nossa felicidade não serve para mais ninguém. Cada um de nós tem seu próprio e exclusivo espaço onde o estado de felicidade sempre existiu.

Muitas vezes, ao nos medirmos com réguas alheias, acreditamos que estamos em nosso lugar, mas esquecemos de que essa métrica não nos pertence. Nossa escala é outra, e temos que nos cuidar para também não querermos dimensionar os outros com a medida que nos cabe.

O nosso caminho, só a nós pertence. Por ignorância, escolhemos percorrer estradas outras que não a nossa, e nesses descaminhos, sob o peso de relacionamentos e situações difíceis, vamos nos desidentificando dos personagens a que nos adaptamos para trilhar esses percursos.

Vamos, ao longo da existência, vivenciando inúmeros personagens que não somos, até o momento em que o sofrimento de ser quem não somos, for maior que o medo e a vergonha de ser quem somos. Percebendo quem não somos, descobrimos e reafirmamos quem somos.

Somente se perde aquele que nega a sua Essência Divina. Para aqueles que buscam, todos os caminhos levarão a si mesmo, à sua essência.

E nesse instante, quando parecemos perdidos aos olhos do mundo, nos encontramos com a verdade de nosso ser: o sagrado Um, que escolheu vivenciar a vida de uma forma diferente, divina, bela, próspera, criativa e exuberante, amorosamente nos moldou à sua semelhança para sermos a vida, para experimentar a vida do nosso jeito, distinto e único, belo, criativo, próspero e exuberante.

Seja a única pessoa que você pode ser: a divindade que habita o seu ser.

 

José Batista de Carvalho

 


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Categorias:Autoconhecimento

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