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Ter fé e acreditar: qual a diferença que existe

ter fé e acreditar

Quando saímos dos verdes campos iluminados para os sombrios labirintos mentais.

O que é a fé para você? As definições dizem que fé é aceitar algo de forma incondicional, sem contestações, sem que paire sombra de dúvida. De acordo com Huberto Rohden¹, existe uma grande diferença entre acreditar e ter fé.

“Se o espírito humano não está sintonizado com o espírito de Deus, ele não tem fé, embora talvez creia. Esse homem pode, em teoria, aceitar que Deus existe e, apesar disso, não ter fé,” diz Rohden.

E ele complementa, dizendo: “Crer é um ato de boa vontade; ter fé é uma atitude de consciência e de vivência.”

E se não temos fé, quando nos deparamos com situações preocupantes muitas vezes deixamos as sombras da dúvida pairando sobre a nossa mente. Saímos, então, dos verdes campos onde nossa alma encontra proteção e segurança, como diz o salmista², para nos embrenharmos em sinuosos e obscuros labirintos.

E nessas paragens, aflitos por não encontrar saídas, não estaremos sós. Lá se congregam outros espíritos que, como nós, igualmente procuram voltar aos campos iluminados onde reina a energia da paz.

Contudo, não são apenas eles que transitam por lá. Essas zonas de baixa vibração são o ambiente dos espíritos desencarnados cujos propósitos não se alinham com a prática do bem.

Estes, seja por diversão ou por maldade, se aproveitam da similaridade de frequência para ligar-se, através do pensamento, à mente das pessoas que ali permanecem, podendo redundar em processos de obsessão espiritual.

Dessa forma, uma simples dúvida sobre alguma questão pode se tornar uma experiência angustiante, surgindo cada vez mais pensamentos vinculados à incerteza e ao medo, quando não nos trazendo severas perturbações na vida.

Precisamos manter a mente vibrando na sintonia de Deus.

Essas incursões mentais pelas trilhas do medo, da raiva e da inveja não devem, entretanto, ser motivo para nos sentirmos culpado. Avançamos passo a passo em nosso processo evolutivo e, um dia, estaremos imunes às emoções que nos desequilibram a harmonia.

Enquanto isso, devemos considerar uma grande vitória conseguirmos perceber e sair desse ambiente mental devastador.

Por isso Yogananda³ recomenda que, “sempre que a sua mente divagar no labirinto dos incontáveis pensamentos mundanos, traga-a pacientemente de volta à lembrança do Senhor que habita dentro de você”.

Mas como fazer isso? Como limpar a mente dos pensamentos compulsivos que insistem em ficar transitando pela mente, tirando a nossa atenção de outros assuntos, tirando a nossa paz e tranquilidade?

Mais uma vez, recorremos à sabedoria do mestre iogue, que explica uma técnica extremamente simples: “Quando você mentalmente profere a palavra ‘Deus’ e continua repetindo interiormente este pensamento, ele emana uma vibração que invoca a presença de Deus, isto é vibrar na sintonia de Deus.”

Os pensamentos podem e devem ser conduzidos.

Tentar não ter os pensamentos que nos incomodam é simplesmente impossível. Desviar a sua atenção para outros assuntos, substituí-los por outros que nos façam sentir bem é uma boa opção, mas podemos sentir alguma dificuldade para fazer isso.

É por isso que Yogananda aconselha a ficar alguns momentos numa atitude de meditação, de profunda interiorização, para que a nossa vibração mental sintonize com a vibração divina, que nos traz serenidade.

Provavelmente, depois de certo tempo, o nosso pensamento vai de novo derivar, levando-nos para as emoções que nos fazem sentir mal. Não importa se se passaram 5 horas ou 5 minutos: repetimos a breve meditação para encontrar de novo a paz.

Huberto Rohden deu um exemplo bem prático para fixarmos o conceito da sintonia: as ondas de rádio. “Se a emissora, por exemplo, emite uma onda de frequência 100, o meu receptor só reage a essa onda e recebe-a quando está sintonizado com a frequência 100. Só neste caso, o meu receptor tem fé, fidelidade, harmonia; fideliza com a emissora.”

Não importa o tamanho da nossa fé, sempre podemos ter forças e acreditar que chegaremos lá.

Jesus disse que se tivéssemos a fé do tamanho de um grão de mostarda, poderíamos mover um monte. Assim, poderíamos mover o monte formado pelos nossos sentimentos ainda imperfeitos, responsáveis pelas sombras que obscurecem a nossa vida.

E então, toda a esplendorosa luz celestial retida no mais profundo de nosso ser pode emergir e irradiar, entrando em consonância com as mais elevadas esferas espirituais. Dessa forma não só recebemos as bênçãos da paz, da felicidade, da harmonia, da saúde, como também nos tornamos emissores das mesmas benesses.

Mesmo entendendo a diferença entre acreditar e ter fé, não precisamos, entretanto, ter vergonha se nos falta a fé. Podemos abrir o nosso coração a Deus e a Jesus, admitindo que não atingimos, ainda esse estágio.

E assim, pedimos auxílio para suprir as nossas deficiências, força para lutar contra as imperfeições e o amparo espiritual dos bons espíritos para nos acompanhar e orientar em nossa vida.

Noemi C. Carvalho

Referências

1 – Huberto Rhoden, “A Mensagem Viva do Cristo” – fonte Centro de Estudos Espíritas Fraternidade
2 – O poder do salmo 23
3 – Yogananda – Self-Realization Fellowship

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