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Um ato de amor e de renúncia da mãe de André Luiz

cena do filme Nosso Lar, com o encontro de André Luiz com sua mãe na colônia espiritual mãe de André Luiz
Selma Egrei (Mãe de André Luiz) e Renato Prieto (André Luiz) – Filme Nosso Lar – Divulgação

André Luiz reencontra com a mãe e tem notícias do pai.

A mãe de André Luiz morava nas esferas mais altas do plano espiritual, como ele conta em ‘Nosso Lar’¹. Certa vez, ela foi visitá-lo na colônia onde ele foi acolhido depois de ficar durante muitos anos nas sombrias regiões do Umbral.

Depois de passada a emoção do reencontro, André pergunta sobre seu pai, que tinha morrido três anos antes dele, quando então sua mãe lhe responde:

– “Ah! Teu pai! Teu pai!… Há doze anos que está numa zona de trevas compactas, no Umbral. Na Terra, sempre nos parecera fiel às tradições da família, arraigado ao cavalheirismo do alto comércio, a cujos quadros pertenceu até ao fim da existência, e ao fervor do culto externo, em matéria religiosa mas, no fundo, era fraco e mantinha ligações clandestinas, fora do nosso lar.

Duas delas estavam mentalmente ligadas a vasta rede de entidades maléficas, e, tão logo desencarnou o meu pobre Laerte, a passagem no Umbral lhe foi muito amarga, porque as desventuradas criaturas, a quem fizera muitas promessas, aguardavam-no ansiosas, prendendo-o de novo nas teias da ilusão.

A princípio, ele quis reagir, esforçando-se por encontrar-me, mas não pôde compreender que após a morte do corpo físico a alma se encontra tal qual vive intrinsecamente. Laerte, portanto, não percebeu minha presença espiritual, nem a assistência desvelada de outros amigos nossos.

Tendo gasto muitos anos a fingir, viciara a visão espiritual, restringira o padrão vibratório, e o resultado foi achar-se tão só na companhia das relações que cultivara irrefletidamente, pela mente e pelo coração.”

Um prisioneiro de atitudes passadas.

A mãe de André Luiz continua, então, explicando sobre a situação em que se encontra o pai, dizendo que há muitos anos ela trabalha para ajudá-lo. Mas ele nem percebe a sua aproximação, por estar num padrão vibratório muito baixo, permanecendo entre a indiferença e a revolta. Ela explicou que era preciso a adesão mental de Laerte para que ele pudesse ser socorrido e recebesse a ajuda espiritual possível.

No entanto, ele se tornou prisioneiro de suas antigas companheiras, e nem mesmo contando com a ajuda de amigos de cinco núcleos de atividade espiritual mais elevada, inclusive de “Nosso Lar”, foi possível conseguir que Laerte transformasse seu padrão mental de modo a perceber e aceitar o auxílio que lhe era oferecido.

Indignado com a história, André tenta entender o que se passa e então pergunta:

– “A senhora, entretanto, auxilia o papai, não obstante a ligação dele com essas mulheres infames?”

Ao que a bondosa senhora retruca que elas não devem ser chamadas desse modo, mas como “nossas irmãs doentes, ignorantes ou infelizes. São filhas de nosso Pai, igualmente. Não tenho feito intercessões apenas por Laerte, mas por elas também, e estou convencida de haver encontrado recursos para atraí-los todos ao meu coração.”

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Posteriormente, em nova visita, André Luiz soube do propósito de sua mãe de voltar a reencarnar na Terra.

– “Não concordo”, disse ele. “Voltar a senhora à carne? Por quê? Internar-se, de novo, no caminho escuro, sem necessidade imediata?”

Diante da indignação do filho, a genitora esclarece que apesar de seus esforços ao longo dos anos, não tem se mostrado nenhum avanço:

– “Laerte é hoje um céptico de coração envenenado. Não poderia persistir em semelhante posição, sob pena de mergulhar em abismos mais fundos.”

Assim, a esposa dedicada conseguiu, com a concordância e ajuda de coordenadores espirituais, que fosse feita a reencarnação imediata, mesmo que Laerte não identificasse o auxílio direto.

– “Mas isso é possível? E a liberdade individual?”, pergunta André, surpreso.

– “Há reencarnações que funcionam como drásticos.”, esclarece a mãe. “Ainda que o doente não se sinta corajoso, existem amigos que o ajudam a sorver o remédio santo, embora muito amargo.

Relativamente à liberdade irrestrita, a alma pode invocar esse direito mas somente quando compreenda o dever e o pratique. Quanto ao mais, é indispensável reconhecer que o devedor é escravo do compromisso assumido.

Deus criou o livre-arbítrio, nós criamos a fatalidade. É preciso quebrar, portanto, as algemas que fundimos para nós mesmos.”

Unindo as forças a favor do bem.

A mãe de André comenta, em seguida, que Laerte só não perdeu a oportunidade da nova encarnação, graças à vigilância dos protetores espirituais que impediram o assédio das infelizes sofredoras.

– “Deus meu!”, exclamou André. “Será então possível? Estamos à mercê do mal até esse ponto? Simples joguetes em mãos dos inimigos?”

Com muita tranquilidade, a genitora, esclarecida nos assuntos espirituais, disse ao filho que essas questões deveriam nortear nossas palavras e ações, “antes de contrairmos qualquer débito e antes de transformarmos irmãos em adversários para o caminho.”

Perguntando quanto ao que seria feito dessas mulheres que assediavam o seu pai, André soube, então, do projeto que sua mãe havia traçado como medida de auxílio àquele que fora seu marido.

Sorrindo, ela respondeu:

– “Serão minhas filhas daqui a alguns anos. É preciso não esqueceres que irei ao mundo em auxílio de teu pai, e ninguém ajuda eficientemente, intensificando as forças contrárias, assim como não se pode apagar na Terra um incêndio com petróleo.”

Uma vez que os espíritos podem transitar entre os planos material e espiritual, seria possível que as perseguidoras continuassem próximas a Laerte, como obsessoras, e assim continuassem a influenciá-lo pelo pensamento.

Dessa forma, seria ainda mais difícil que ele conseguisse ter um bom proveito da oportunidade de corrigir suas falhas e desenvolver mais qualidades durante a nova existência na Terra.

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– “É indispensável amar, André! Os que descreem perdem o rumo verdadeiro, peregrinando pelo deserto; os que erram se desviam da estrada real, mergulhando no pântano.

Teu pai é hoje um céptico e essas pobres irmãs suportam pesados fardos na lama da ignorância e da ilusão. Em futuro não distante, colocarei todos eles em meu regaço materno, realizando minha nova experiência.

E mais tarde… quem sabe? Talvez regresse a ‘Nosso Lar’, cercada de outros afetos sacrossantos, para uma grande festividade de alegria, amor e união.”

Comovido, André Luiz compreendeu então o gesto de renúncia de sua mãe, que deixaria o trabalho nas esferas espirituais elevadas para se dedicar a uma difícil tarefa na Terra.

E então ele viu na figura materna “a mensageira do Amparo, que sabia converter verdugos em filhos do seu coração, para que eles retomassem o caminho dos filhos de Deus.”

Noemi C. Carvalho

1 – Nosso Lar‘, de André Luiz, psicografado por Chico Xavier

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