Home / Espiritualidade / Um espírito de luz explica como orar da melhor maneira

Um espírito de luz explica como orar da melhor maneira

montagem fotográfica tendo ao fundo um altar destruído com as palavras pray power em destaque com imagem do nascer do sol orar da melhor maneira

Quando a mente toma o lugar do coração durante a prece.

Nos momentos de grande aflição sabemos que podemos recorrer à oração para aliviar a nossa angústia, para pedir por aquilo que necessitamos. Mas quando as emoções estão muito exacerbadas elas conturbam a mente e sentimos dificuldade em manter uma linha de pensamento, não conseguimos nos concentrar e não encontramos a melhor forma de orar.

As orações prontas saem maquinalmente e, assim, terminamos a oração sem nem mesmo perceber. A prece espontânea é desviada pelos pensamentos aflitivos, que se prendem ao problema e não à solução.

Dentre os elevados espíritos que transmitiram suas instruções para nos trazer entendimento, uma das mensagens¹ explica do que se reveste uma oração e qual a melhor maneira de orar para obtermos os benefícios dessa sagrada comunhão com Deus. Leia a seguir.

Noemi C. Carvalho

Como deve ser uma oração.

“O dever primordial de toda criatura humana, o primeiro ato que deve assinalar a sua volta à vida ativa de cada dia, é a prece. Quase todos vós orais, mas quão poucos são os que sabem orar!

Que importam ao Senhor as frases que maquinalmente articulais umas às outras, fazendo disso um hábito, um dever que cumpris e que vos pesa como qualquer dever?

A prece do cristão, do espírita, seja qual for o culto, deve ele dizê-la logo que o Espírito haja retomado o jugo da carne; deve elevar-se aos pés da majestade divina com humildade, com profundeza, num ímpeto de reconhecimento por todos os benefícios recebidos até aquele dia; pela noite transcorrida e durante a qual lhe foi permitido, ainda que sem consciência disso, ir ter com os seus amigos, com os seus guias, para haurir, no contato com eles, mais força e perseverança.

Deve ela subir humilde aos pés do Senhor, para lhe recomendar a vossa fraqueza, para lhe suplicar amparo, indulgência e misericórdia. Deve ser profunda, porquanto é a vossa alma que tem de elevar-se para o Criador, de transfigurar-se, como Jesus no Tabor, a fim de lá chegar nívea e radiosa de esperança e de amor.

O que é melhor pedir quando rezamos.

A vossa prece deve conter o pedido das graças de que necessitais, mas de que necessitais em realidade.

Inútil, portanto, pedir ao Senhor que vos abrevie as provas, que vos dê alegrias e riquezas.

Rogai-lhe que vos conceda os bens mais preciosos da paciência, da resignação e da fé.

Não digais, como o fazem muitos: “Não vale a pena orar, porquanto Deus não me atende.” Que é o que, na maioria dos casos, pedis a Deus?

Já vos tendes lembrado de pedir-lhe a vossa melhoria moral? Oh! não; bem poucas vezes o tendes feito. O que preferentemente vos lembrais de pedir é o bom êxito para os vossos empreendimentos terrenos e haveis com frequência exclamado: “Deus não se ocupa conosco; se se ocupasse, não se verificariam tantas injustiças.”

Insensatos! Ingratos! Se descêsseis ao fundo da vossa consciência, quase sempre depararíeis, em vós mesmos, com o ponto de partida dos males de que vos queixais.

Pedi, pois, antes de tudo, que vos possais melhorar e vereis que torrente de graças e de consolações se derramará sobre vós. (Cap. V, item 4.)

A melhor hora para rezar.

Deveis orar incessantemente, sem que, para isso, se faça mister vos recolhais ao vosso oratório, ou vos lanceis de joelhos nas praças públicas.

A prece do dia é o cumprimento dos vossos deveres, sem exceção de nenhum, qualquer que seja a natureza deles.

Não é ato de amor a Deus assistirdes os vossos irmãos numa necessidade, moral ou física?

Não é ato de reconhecimento o elevardes a Ele o vosso pensamento, quando uma felicidade vos advém, quando evitais um acidente, quando mesmo uma simples contrariedade apenas vos roça a alma, desde que vos não esqueçais de exclamar: Sede bendito, meu Pai?!

Não é ato de contrição o vos humilhardes diante do supremo Juiz, quando sentis que falistes, ainda que somente por um pensamento fugaz, para lhe dizerdes: Perdoai-me, meu Deus, pois pequei (por orgulho, por egoísmo, ou por falta de caridade); dai-me forças para não falir de novo e coragem para a reparação da minha falta?!

Isso independe das preces regulares da manhã, da noite e dos dias consagrados.

Como o vedes, a prece pode ser de todos os instantes, sem nenhuma interrupção acarretar aos vossos trabalhos. Dita assim, ela, ao contrário, os santifica.

Tende como certo que um só desses pensamentos, se partir do coração, é mais ouvido pelo vosso Pai celestial do que as longas orações ditas por hábito, muitas vezes sem causa determinante e às quais apenas maquinalmente vos chama a hora convencional.”

V. Monod. (Bordeaux, 1862.)

Referência

1 – O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec – Capítulo XXVII – Instruções dos Espíritos – Maneira de orar – V. Monod. (Bordeaux, 1862.)

ASSINE GRATUITAMENTE NOSSA NEWSLETTER

1 – Insira o seu e-mail e cadastre-se.

2 – Autorize sua inscrição no e-mail de confirmação que você vai receber.
* Lembre-se de olhar as caixas de spam e de promoções.

Política de PrivacidadePolítica de Cookies Política Anti-Spam

LêAqui: a mensagem certa na hora certa.

Também nas redes sociais:

Facebook

Instagram

Pinterest

Twitter

YouTube

Deixe o seu comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Receba nossas publicações por

e-mail

 Insira o seu e-mail para se cadastrar.

Você vai receber primeiro um e-mail para autorizar a inscrição.

Lembre-se de olhar as caixas de spam e de promoções.

Um e-mail vai ser enviado para você autorizar a sua inscrição. Lembre de olhar a caixa de spam.

%d blogueiros gostam disto: