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Vidas passadas, vidas futuras, quantas vidas podemos ter?

ilustração de um rosto de um senhor idoso em fusão com imagens de cidade e floresta vidas passadas e futuras

Uma vida com muitas experiências.

Quando o assunto é sobre vidas passadas ou a possibilidade de vidas futuras, surge uma dúvida: existe um número determinado de vidas que podemos ter?

Bem, vida mesmo nós temos, tivemos e teremos só uma. Mas dentro dessa vida podemos ter várias encarnações.

O espiritismo explica da seguinte forma: a vida é uma só, é a vida espiritual, imortal, uma dádiva que Deus nos concedeu.

As diversas experiências que temos através de um corpo material são aquilo que chamamos de nossas “várias vidas” ou, mais especificamente, as várias encarnações.

Essas diversas “vidas”, tanto as já passadas como a futuras, são a forma pela qual trilhamos nosso caminho de evolução e de aperfeiçoamento, que podemos também chamar nossa jornada de autoconhecimento.

As várias etapas que levam à felicidade.

Como Espíritos que somos em essência, temos em nós essa – podemos talvez dizer – “intuição” de buscar a perfeição espiritual, que é a condição que nos traz a felicidade.

E esta felicidade não é aquela passageira, mas sim a que é chamada de “felicidade eterna”. É a condição dos Espíritos que alcançaram a perfeição em termos morais e espirituais, têm a bondade e o amor como únicos guias para sua vida, e por isso não precisam mais passar pelos sofrimentos da vida material.

Em resumo, nós somos Espíritos imperfeitos que buscam a perfeição. E esta só pode ser conseguida com o aprendizado através das várias encarnações num corpo material. Portanto, a encarnação, isto é, o momento em que o Espírito está vivendo num plano material, é só uma etapa da sua vida.

O Espírito também se transforma e evolui.

É certo, então, que encarnamos várias vezes mas temos uma só vida, a vida espiritual. O corpo físico passa por muitas transformações desde o nascimento até se extinguir com a morte, ao passo que as transformações por que passa o espírito são de evolução e aprimoramento, não de extinção.

Muitas vezes nos deparamos com pessoas que, mesmo seguindo sempre no caminho do bem, ainda assim sofrem com os tormentos da vida corpórea. Esta pode, muitas vezes, ser uma escolha do próprio Espírito, com a finalidade de atingir mais depressa o seu objetivo.

Além disso, no que diz respeito ao sofrimentos por que passamos, “as aflições da vida são muitas vezes a consequência da imperfeição do Espírito. Quanto menos imperfeições, tanto menos tormentos. Aquele que não é invejoso, nem ciumento, nem avaro, nem ambicioso, não sofrerá as torturas que se originam desses defeitos.”

A finalidade da encarnação.

A encarnação pode ter finalidades diferentes e por isso para alguns é prova, enquanto para outros é missão. Alguns Espíritos podem até escolher suas provas, mas isto depende sempre do grau de evolução que já alcançou. Por outro lado, existem aqueles que não têm essa possibilidade e passam, assim, por um processo de encarnação compulsória.

Muitas vezes, em função de ações que tivemos tanto na vida presente como nas passadas, nós nos condicionamos a um ajuste para a vidas futuras. Isto pode acontecer quando nossas atitudes geram consequências contrárias às Leis Divinas de amor e bondade, seja por desconhecimento ou por descaso.

Mas esses casos podem contar com um atenuante, como se verifica com quem ainda não atingiu um grau de compreensão e desenvolvimento que lhe permitem identificar claramente a ação como um erro.

Isto já não se dá quando o homem tem o discernimento suficiente para reconhecer que sua ação fere padrões éticos e morais, e comete então, de forma consciente, uma ação que sabe que vai prejudicar a outros.

As aspirações materiais e as espirituais.

Todas as reencarnações têm o seu propósito e a sua utilidade, são uma oportunidade que é melhor não desperdiçar com uma vida ociosa e vazia de significado.

É claro, entretanto, que as oportunidades de progresso são infinitas e podemos reencarnar tantas vezes quantas forem necessárias. Isto não quer dizer que sejam eternas, porque as reencarnações só acontecem enquanto forem indispensáveis para concluir o aprendizado.

“A cada nova existência, o Espírito dá um passo para diante na senda do progresso. Desde que se ache limpo de todas as impurezas, não tem mais necessidade das provas da vida corporal.”

Saber que a Terra é um planeta que ainda se encontra em níveis intermediários de desenvolvimento e que podemos ter uma existência com menos sofrimento devem ser motivos suficientes para nos levar a cuidar melhor das nossas escolhas neste nosso pedaço de vida.

Nós costumamos, portanto, ter a ideia equivocada de que a vida é o tempo de existência do nosso corpo, então tudo que fazemos gira em torno das satisfações materiais.

A produção industrial influenciou muito isso, porque além de trazer inúmeros benefícios, também criou infindáveis “necessidades” ilusórias. Estas, em sua maioria, são apelos para a satisfação do ego, em sua busca por prestígio e aprovação. E cada vez mais as sensações e prazeres materiais encobriram as aspirações do Espírito.

Nós somos Espíritos eternos.

Costumamos dizer que nós temos uma alma, ou um espírito, quando na verdade nós somos Espíritos. Para ilustrar, podemos dizer que do mesmo jeito que vestimos uma roupa para ir trabalhar ou para ir estudar, nós – como Espíritos que somos – “vestimos” este corpo para vir para a Terra.

E é aqui – “vestindo” este corpo físico que tem necessidades, que sente dores, que sofre com suas emoções, que se divide nas escolhas morais – que aprendemos a dominar nossos impulsos.

Quando agimos a partir da nossa consciência e nos aproximamos da nossa essência, estabelecemos uma ligação cada vez mais forte com o nosso potencial divino.

Nós todos fomos criados a partir do mesmo princípio e temos as mesmas oportunidades de progresso. E os inúmeros espíritos iluminados que já passaram ou ainda estão em trânsito neste planeta são aqueles que aproveitaram da melhor forma possível todas as oportunidades de evolução através da prática da bondade e do amor.

Noemi C. Carvalho

Texto baseado em “O Livro dos Espíritos” – Allan Kardec – Capítulos II e IV –
(com trechos extraídos da mesma obra)

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