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O que é preciso para ter uma vida boa?

quatro velas no escuro pedindo vida boa

O completo equilíbrio para uma vida bem vivida.

Viver bem, ser feliz, ter uma vida boa, saudável, com tudo de bom. Claro que todos querem viver assim, e fazem o possível para chegar e ficar nesse estado abençoado. Mas além das conquistas pessoais e profissionais, o que pode ajudar a realizar o sonho de viver uma vida bem vivida?

Certas épocas nos levam a reflexões mais profundas, os sentimentos parece que ficam mais intensos, como acontece, por exemplo, nas proximidades do Natal.

Esta época que estamos passando não é absolutamente nada festiva, mas lendo um texto que Richard Simonetti escreveu por ocasião desse período, vi que ele vem bem a calhar. A pandemia do novo coronavírus não tem absolutamente nada a ver com o Natal, a não ser pelo fato de nos chamar a uma reflexão sobre a fragilidade da vida e o nosso modo de vivê-la.

Por isso convido você a acompanhar esta mensagem onde Simonetti fala de Paz, Fé, Amor e de um quarto elemento, todos indispensáveis para quem quer manter um estilo de vida saudável e completo.

Afinal, vida saudável não é só boa alimentação, atividades físicas, e também uma vida completa não se resume somente a ter todos os mais modernos bens materiais, fazer sucesso entre a galera, subir na carreira, ser bem sucedido no negócio.

Veja como tudo isso pode ser complementado, para que a vida seja completa e traga satisfação e um sentido de realização pleno, a partir de seu interior, acrescido, aí sim, das coisas exteriores, físicas e materiais.

A conversa das três velas.

“Na igreja, três velas conversavam. Disse a primeira: – Sou a Paz. Estou cansada. As pessoas não se empenham por manter-me acesa. Vivem tensas e nervosas. Negam-me o oxigênio da reflexão.

Disse a segunda: – Sou a Fé. Infelizmente, sou supérflua para as pessoas. Não estão interessadas em dar um sentido religioso à existência. Negam-me o oxigênio da espiritualidade.

Disse a terceira: – Eu sou o Amor! As pessoas ignoram-me porque só conseguem pensar nelas mesmas. Não enxergam nem mesmo quem está ao seu lado. Negam-me o oxigênio da solidariedade.

Em breves instantes, a luz que havia nelas bruxuleou e morreu, fazendo-se a escuridão na igreja. Nesse instante entrou um menino trazendo uma vela acesa, chama forte e firme. Com ela reacendeu as três, que voltaram a refulgir. E disse-lhes: – Fiquem tranquilas. Sempre virei reanimá-las.

As bases que sustentam nosso equilíbrio.

Esta singela história reporta-se às quatro bases que sustentam nosso equilíbrio e nos proporcionam condições para vivermos felizes. As três primeiras, como já enunciei, amigo leitor, são a Paz, a Fé e o Amor.

A Paz

A Paz é o tempero da felicidade. Impossível viver feliz sem ela. Mesmo que tenhamos a satisfação de todos os nossos desejos, se não tivermos Paz, nada disso terá sentido.

Em face de nossas limitações e fraquezas, é difícil sustentar a Paz diante das atribulações humanas. Conseguimos por algum tempo, mas a chama logo bruxuleia e surgem tensões, angústia, depressão…

A Fé

A Fé é nossa defesa diante da adversidade. É complicado enfrentar os embates da vida sem a certeza da existência de um Poder Supremo que nos criou, que nos sustenta, que nos conduz.

O problema é que a Fé situa-se por suave perfume para as horas floridas. Se surgem espinhos no jardim da existência, ela logo arrefece. Pretendemos que Deus atenda às nossas expectativas, mas raramente correspondemos às expectativas de Deus.

Não entendemos as respostas do Céu às nossas rogativas e achamos que Deus nos abandonou. ­Ledo engano! Deus nunca nos abandona! A todos estende mão complacente, mas será que estamos estendendo as mãos para o Senhor?

O Amor

O Amor é a Lei Maior do UniversoExprime-se como um exercício de solidariedade, que inspira a derrubada das barreiras de nacionalidade, raça e crença, para que sejamos na Terra uma grande família, feliz e ajustada. Amar, portanto, em sua expressão maior – trabalhar pelo próximo – é o alento da vida.

Haverá tônico mais poderoso, a sustentar-nos o bom ânimo, do que as boas ações, quando nos vinculamos ao serviço do Bem, empenhados em servir? Haverá alegria que se compare a que sentimos quando visitamos o enfermo, atendemos o necessitado, harmonizamos a família? Isso tudo é Amor!

O problema é que as pessoas ainda não entendem o que é amar. Pensam que amar é sufocar o ser amado com exigências, sustentar o desejo de comunhão sexual, edificar um céu particular de egoísmo a dois. Falso amor esse, que não se sustenta, que se desgasta com a convivência, a rotina, os desentendimentos, gerando frustrações e angústias.

A quarta vela.

Percebe-se que a Paz, tempero da felicidade, a Fé, armadura da alma, e o Amor, sustento da Vida, não estão consolidados em nossa alma. São frágeis chamas que se apagam facilmente, ao vento das paixões, dos vícios, dos interesses imediatistas, dos dissabores…

Por isso é tão importante o mês de dezembro, em que somos visitados por celeste menino que traz uma vela muito especial, de chama poderosa. Com ela reacende as demais para que a Paz, a Fé e o Amor renasçam em nós.

O nome do menino, todos sabemos: Jesus. A vela sublime, maravilhosa, é a Esperança. É por isso que nas comemorações do Natal nos sentimos mais tranquilos, mais inclinados à atividade religiosa, mais sensíveis aos apelos da solidariedade, convictos de que podemos construir um futuro melhor.

O grande desafio que o Natal nos propõe é o de luta ingente contra nossas imperfeições para que a Paz, a Fé e o Amor deixem de ser meras esperanças, a cada Natal, convertendo-se em chamas perenes a iluminar e aquecer a nós e àqueles que nos rodeiam. Então os Sinos de Belém repicarão na festa maior. O nascimento de Jesus em nossos corações.”

Richard Simonetti

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Uma vida boa é realizada nas atitudes de cada dia.

Que melhor momento que este, quando as incertezas que surgiram frente a esta tragédia imposta pela pandemia nos levam a olhar para a vida em toda a sua fragilidade, em sua necessidade de encontrar forças e e coragem para não se deixar levar pela ansiedade, pelo medo e pela tristeza?

Qual a melhor ocasião para repensar o valor de todas as pessoas como seres humanos, levando a esperança através da solidariedade, nos pequenos gestos de apoio aos que precisam de ajuda, nas doações e auxílio ao menos favorecidos na escalada material quando, em meio a algumas riquezas bilionárias, muitos ainda lutam pela sobrevivência?

Fique, portanto, com esta sublime mensagem, recordando a importância e a força que têm, em todo e qualquer momento da vida, em cada um de nossos dias, estes pilares que sustentam o equilíbrio para uma vida completa: paz, fé, amor e esperança.

Noemi C. Carvalho

fonte – Associação Espírita Allan Kardec

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