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E depois do suicídio? O espiritismo explica o que acontece.

espírito de um homem caminhando numa linha de trem suicídio espiritismo

Como o Espírito se sente logo depois do suicídio, pela visão do espiritismo.

Vamos falar neste texto sobre o suicídio de acordo com a visão dada pelo espiritismo, questão que afeta milhões de pessoas em todo mundo, pois devemos considerar não apenas quem comete o fatídico ato mas também todas as pessoas próximas que sofrem com o triste desfecho dado a uma preciosa vida.

Logo depois da morte tudo fica confuso. O Espírito precisa de algum tempo para se ambientar à situação, como se despertasse de um sono profundo.

“Nos casos de morte violenta, por suicídio, suplício, acidente, apoplexia, ferimentos etc., o Espírito fica surpreendido, espantado e não acredita estar morto. Obstinadamente sustenta que não o está. No entanto, vê o seu próprio corpo, reconhece que esse corpo é seu, mas não compreende que se ache separado dele. Acerca-se das pessoas a quem estima, fala-lhes e não percebe por que elas não o ouvem.”

Quando acontece essa mudança brusca no fluxo da vida, o Espírito fica atordoado, sobretudo quem considera que a morte é o final de tudo, que a destruição do corpo de fato acaba com a vida.

Mas a vida espiritual continua, os sentidos permanecem, ficam ativas as faculdades de pensar, ver, ouvir, por isso a forte impressão de não ter morrido.

Além disso, o Espírito desencarnado olha para si e vê “um corpo semelhante, na forma, ao precedente, mas cuja natureza etérea ainda não teve tempo de estudar. Julga-o sólido e compacto como o primeiro e, quando se lhe chama a atenção para esse ponto, admira-se de não poder palpá-lo.”

Aos poucos o Espírito toma consciência de sua situação.

Passadas as primeiras impressões, quando então vem a lembrança do ato cometido, começam também as consequências inevitáveis, que são variáveis em função da causa que levou ao suicídio.

“Há, porém, uma consequência a que o suicida não pode escapar: é o desapontamento”, e quando percebe que nada vai melhorar e o ato levado a efeito não acabou com o sofrimento, “a maior parte deles sofre o pesar de haver feito uma coisa inútil, pois que só decepções encontram.”

Assim, a dor moral anterior agora é acrescida do remorso e das sofridas consequências pelas quais o suicida passa como forma de se redimir. “A sorte, porém, não é a mesma para todos: depende das circunstâncias; alguns expiam a falta imediatamente, outros em nova existência, que será pior do que aquela cujo curso interromperam.”

Muitos suicidas compreendem que a vida, com suas provações e dificuldades, é a oportunidade de corrigir falhas antigas ou aprimorar virtudes necessárias. Escolhem, então, ter uma nova existência para vencer aquilo que antes os derrotou.

“Assim é que certos Espíritos, que foram muito desgraçados na Terra, disseram ter-se suicidado na existência precedente e submetido voluntariamente a novas provas, para tentarem suportá-las com mais resignação.”

Como acontece o desprendimento do corpo.

Uma ocorrência comum a todos os casos de interrupção brusca da vida é a “persistência mais prolongada e tenaz do laço que une o Espírito ao corpo¹, por estar quase sempre esse laço na plenitude da sua força no momento em que é partido, ao passo que, no caso de morte natural, ele se enfraquece gradualmente e muitas vezes se desfaz antes que a vida se haja extinguido completamente.”

E é por causa dessa ligação ainda não completamente desfeita que existe a sensação, descrita acima, de ainda estar vivo. E é também em função dessa união que muitos relatos descrevem a repercussão do que acontece com o corpo pode ser sentida por alguns Espíritos.

Ou seja, o Espírito de quem cometeu suicídio não consegue se desvincular da matéria que agora não tem mais a vida a animá-la, esclarece o espiritismo. E “a seu mau grado, sente os efeitos da decomposição, donde lhe resulta uma sensação cheia de angústias e de horror, estado esse que também pode durar pelo tempo que devia durar a vida que sofreu interrupção.”

Existe o tempo certo para se despedir da vida.

Uma grande diversidade de motivos que podem levar uma pessoa a tirar a própria vida. O sofrimento, as dores e angústias fazem que acredite que tem o direito de dispor da sua vida. Mas “só a Deus assiste esse direito. O suicídio voluntário importa numa transgressão desta lei.”

O desgosto, a miséria e as decepções pedem força, coragem, resignação e fé, pois “Deus ajuda aos que sofrem e não aos que carecem de energia e de coragem. As tribulações da vida são provas ou expiações. Felizes os que as suportam sem se queixar, porque serão recompensados.”

Portanto, por maior que seja a dor, a vergonha, o cansaço, o suicídio não é uma solução para acabar com o sofrimento e, na verdade, só vai aumentar esse sentimento e estendê-lo por um tempo maior, como se constata pelas explicações fornecidas pelo espiritismo.

A única forma de resolver a angústia sufocante é continuar enfrentando esse sentimento, superando pouco a pouco, transpondo cada obstáculo dia a dia.

E para isso é preciso, sim, abrir o coração, compartilhar sentimentos, procurar ajuda, encontrar um sorriso amigo, uma razão motivadora. Para então um dia despedir-se da vida no tempo certo, com a alma em paz e o Espírito liberto.

Noemi C. Carvalho

Referências

1 – “O perispírito é o laço que à matéria do corpo prende o Espírito, que o tira do meio ambiente, do fluido universal. Poder-se-ia dizer que é a quintessência da matéria. É o princípio da vida orgânica, porém, não o da vida intelectual, que reside no Espírito.”

Texto baseado em “O Livro dos Espíritos” – Allan Kardec
Parte 2 – Capítulo III (Da volta à vida espiritual)
Parte 4 – Capítulo I (Das penas e gozos terrestres)
(com trechos extraídos da mesma obra)

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