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O alerta do Papa Francisco sobre a covid-19

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O Papa Francisco ficou triste.

O Papa Francisco relatou um fato que o deixou muito triste e também fez um alerta sobre os acontecimentos durante a pandemia da covid-19:

Li nos jornais algo que me entristeceu bastante: em um país, não me lembro qual, para fugir do lockdown e ter boas férias, mais de 40 aviões saíram naquela tarde.

Mas essas pessoas, que são boas pessoas, não pensaram naquelas que ficaram em casa, nos problemas econômicos de tantas pessoas que o lockdown derrubou, nos doentes? Apenas tirar férias e dar prazer a si mesmo. Isso me entristeceu muito.”

E o Papa, certamente, comentaria no mesmo tom, essa mania – eu diria essa fuga tresloucada – das raves que reúnem centenas, até milhares de pessoas.

A pandemia não é um jogo de videogame.

Todos estão cansados da pandemia e das restrições, mas não é uma situação em que qualquer tipo de protesto ou inconformismo vá resolver alguma coisa. “Abaixo o coronavírus! Fora pandemia!” São refrões que, sem dúvida alguma, não vão impressionar ou amedrontar o vírus.

Aliás, muito pelo contrário, ele adora os descuidados, os inconformados e os revoltados, que são um prato cheio para satisfazer a sua ânsia de espalhar sofrimento, a sua ganância para derrotar a humanidade.

Os jovens deveriam prestar mais atenção e ler os depoimentos de outros jovens que não se recuperaram totalmente e ainda sofrem, vários meses depois de ter contraído a covid-19. Assim como as notícias daqueles que já não sofrem mais, porque perderam a vida na batalha contra o coronavírus.

E diferente de um jogo, essa é uma batalha onde não dá para pegar vida extra, nem dá para reiniciar depois de ter sido derrotado.

Casos como o que aconteceu na França, não faltam aqui no Brasil nem em outros países. A BBC relata que lá a polícia precisou intervir numa dessas “festas” onde 2.500 pessoas estavam já estavam há três dias literalmente aglomeradas num galpão. Sem máscaras, sem distanciamento, sem proteção, sem noção.

“Só as pessoas podem parar a disseminação do vírus.”

As vacinas para imunização contra o novo coronavírus começam a ser produzidas, distribuídas e aplicadas, conforme acompanhamos nos noticiários.

Do mesmo modo, através das notícias dos órgãos de imprensa, vemos que o mundo está passando por um triste déjà-vu. Estamos revendo as informações de aumentos vertiginosos nos casos de covid-19, bem como do número de mortes.

Hospitais lotados, atendimentos em ambulâncias nos pátios dos hospitais, em contêineres e, nesse ritmo, é bem provável que logo comecem de novo a instalação de hospitais de campanha.

De acordo com matéria da CNN, o médico chefe do Centro Médico da Universidade do Sul da Califórnia, Brad Spellberg, disse que “se tivermos outro pico, será o colapso total do sistema de saúde. E nós, no hospital, não podemos frear isso. Só podemos reagir a isso.

É a população que tem o poder de parar a disseminação desse vírus ao seguir as orientações de saúde pública”, afirmou ele.

Nos últimos três dias de 2020, os EUA registraram ao menos 10.901 mortes por Covid-19. Trata-se de cerca de 3.633 óbitos por dia, continua a notícia.

Não podemos dar chance ao vírus de circular livremente.

E não é só nos Estados Unidos. França, Espanha, Itália, Alemanha e o nosso Brasil, só para citar alguns, passam pela mesma situação.

E ainda mais, temos o agravante da mutação do coronavírus. “Se deixarmos o vírus continuar circulando livremente, damos muita chance para ele se adaptar melhor à transmissão nos humanos”, diz à BBC News Brasil Tulio de Oliveira.

Ele é o brasileiro que está por trás da descoberta da nova mutação ‘mais transmissível’ do coronavírus que vem causando preocupação ao redor do mundo.

Mas mesmo com todos esses dados, vimos um completo descuido de pessoas. Principalmente com as festas de final de ano, houve aglomerações em centros comerciais, com muitas pessoas sem usar máscara, sem distanciamento, preocupadas mais em manter a tradição das festividades do que em manter não só a saúde, mas a própria vida.

O alerta do Papa Francisco sobre a covid-19.

Sabemos que as coisas vão melhorar na medida em que, com a ajuda de Deus, trabalharemos juntos para o bem comum, colocando no centro os mais fracos e desfavorecidos.”, disse o Papa Francisco.

E além disso, ele também ressaltou a responsabilidade de cada um frente aos desafios da nova realidade imposta pela pandemia do novo coronavírus.

Não sabemos o que 2021 vai nos reservar”, alerta o Papa, “mas o que cada um de nós e todos nós juntos podemos fazer é nos comprometermos um pouco mais a cuidar uns dos outros e da Criação, a nossa Casa Comum.”

O Papa também exortou todo mundo a resistir à “tentação de cuidar apenas dos próprios interesses, de continuar, por exemplo, fazendo a guerra, se concentrar apenas no perfil econômico, de viver buscando apenas satisfazer o próprio prazer.”

Com confiança e com fé, passaremos por mais essa provação.

Fica, então o alerta, mais uma vez, do Papa Francisco e de autoridades das áreas médica e científica sobre a necessidade de cultivar a paciência e a fraternidade durante esta crise causada pela pandemia da covid-19.

A paciência, aguardando o tempo necessário para voltar a uma vida normal, às atividades de lazer e de prazer com segurança.

E a fraternidade, não colocando em risco a vida de outras pessoas tornando-se um vetor de contágio para a covid-19.

É um período difícil, cada um tem suas dificuldades, sofre com suas ansiedades. Uns mais outros menos, todos foram tolhidos em sua liberdade, em seu progresso, em seus sonhos, em sua vidas. E quanto mais o vírus se espalhar, mais difícil vai ser combatê-lo.

Por isso, nós que ainda estamos aqui, já aguentamos um ano inteiro, a maior parte do tempo nas sombras do desconhecido e da incerteza. Agora – e em tempo recorde – já existem as vacinas. Ainda serão precisos, é verdade, alguns meses, ou até mais um ano, até que se consiga a chamada imunização de rebanho.

Vamos então, todos colaborar. Tentar conversar com os descuidados e com os indiferentes. Pode ser medo reprimido, pode ser desinformação.

Vamos esperar mais um tempo, com a consciência de que nada voltou ao normal ainda, mas com a confiança e a fé em Deus que passaremos por mais essa provação.

Noemi C. Carvalho

fonte: Vatican News

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