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Vida futura, a vida espiritual depois da morte

vida futura

Como foi apresentada a existência da vida futura à humanidade.

A humanidade, em seu ciclo evolutivo, foi aos poucos desenvolvendo a inteligência e ganhando novos conhecimentos. E com uma mente gradualmente mais aberta e receptiva, conseguiu, assim, assimilar com mais facilidade novos conceitos que foram sendo introduzidos. Mas muitas dúvidas ainda persistem sobre a existência de uma vida futura, a continuação da vida depois da morte do corpo físico.

Moisés, a seu tempo, encontrou um povo rústico e simples, de pouco conhecimento e instrução, como explica Allan Kardec em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.

Assim, a observância das Leis Divinas merecia uma recompensa imediata, de bens terrenos ou vitórias sobre os inimigos. Por outro lado, as desgraças e as derrotas eram consequências da desobediência àquelas Leis.

Jesus, encontrando um povo mais instruído e preparado, revelou a existência de outro mundo, o seu reino, para onde retornaria depois de deixar a vida na Terra.

Mas Ele se limitou a “apresentar a vida futura apenas como um princípio, como uma Lei da Natureza a cuja ação ninguém pode fugir”. Pois sabia que não seria possível às pessoas da época compreenderem integralmente os novos ensinamentos.

Pilatos, tendo entrado de novo no palácio e feito vir Jesus à sua presença, perguntou-lhe: “És o rei dos judeus?” — Respondeu-lhe Jesus: “Meu reino não é deste mundo.”
(João, 18:33,38)

Em seguida, o Espiritismo veio ao encontro de uma população já mais apta a compreender as verdades espirituais. Podia, assim, completar os ensinamentos do Cristo. A vida futura deixa de ser uma simples hipótese, e se torna uma realidade descrita com pormenores pelas próprias testemunhas oculares.

A existência na Terra é um breve momento de uma vida maior.

O conhecimento e a aceitação da existência da vida futura traz uma transformação sobre a forma de encarar a vida terrena bem como sobre os costumes morais.

Assim, a existência na Terra é vista como um breve passagem e todas as dificuldades são suportadas com mais paciência, uma vez que se compreende que elas são de curta duração.

Além disso, ao compreender os efeitos das próprias ações na continuidade da vida espiritual, os princípios morais ganham uma maior dimensão, e os problemas enfrentados são compreendidos como reparação de faltas anteriormente cometidas.

À morte nada mais restará de aterrador; deixa de ser a porta que se abre para o nada e torna-se a que dá para a libertação, pela qual entra o exilado numa mansão de bem-aventurança e de paz.

Sabendo temporária e não definitiva a sua estada no lugar onde se encontra, menos atenção presta às preocupações da vida, resultando-lhe daí uma calma de espírito que tira àquela muito do seu amargor.”

“Pelo simples fato de duvidar da vida futura, o homem dirige todos os seus pensamentos para a vida terrestre. Sem nenhuma certeza quanto ao porvir, dá tudo ao presente.

Nenhum bem divisando mais precioso do que os da Terra, torna-se qual a criança que nada mais vê além de seus brinquedos. E não há o que não faça para conseguir os únicos bens que se lhe afiguram reais. A perda do menor deles lhe ocasiona causticante pesar.

Um engano, uma decepção, uma ambição insatisfeita, uma injustiça de que seja vítima, o orgulho ou a vaidade feridos são outros tantos tormentos, que lhe transformam a existência numa perene angústia, infligindo-se ele, desse modo, a si próprio, verdadeira tortura de todos os instantes.”

Um novo ponto de vista para compreender a vida.

Encarar a vida terrestre sob o ponto de vista da vida futura é como olhar para uma cidade a partir de um ponto muito alto, onde tudo muda de proporção, a partir do qual homens e coisas parecem apenas pequenos pontos.

“É o que sucede ao que encara a vida terrestre do ponto de vista da vida futura. A humanidade, tanto quanto as estrelas do firmamento, perde-se na imensidade.

Percebe então que grandes e pequenos estão confundidos, como formigas sobre um montículo de terra; que proletários e potentados são da mesma estatura.

E lamenta que essas criaturas efêmeras a tantas canseiras se entreguem para conquistar um lugar que tão pouco as elevará e que por tão pouco tempo conservarão. Daí se segue que a importância dada aos bens terrenos está sempre em razão inversa da fé na vida futura.”

A compreensão da existência da vida espiritual que se segue à vida corpórea descortina novos horizontes. A existência atual é vista como um elo que liga todas as experiências de vida anteriores.

E que, ao mesmo tempo, une todos os seres, seja os que se encontram encarnados bem como os que habitam o plano espiritual, dando uma dimensão maior aos aspectos da fraternidade e da solidariedade.

Noemi C. Carvalho

Texto baseado em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Allan Kardec – Capítulo II – Meu Reino não é deste Mundo, com citações da mesma obra

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